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te determinadas e que se identificavam como nacionalidades
–
grupos com características próprias de língua e cultura.Com a Revolução Francesa, o conceito de
„
nação
‟
pas-sou a ficar associado à ideia de liberdade e de igualdade de direi-tos, e a soberania do rei foi passada para o povo. A partir de finsdo século XVIII, o indivíduo encontrou um outro elo de lealdadeao qual podia se prender: o Estado nacional. Anteriormente, osindivíduos eram leais à cidade-Estado, ao feudo, ao senhor, adinastias e/ou a um rei. A partir do século XVIII, os valores quemotivaram os povos em suas lutas e aspirações eram os do Esta-do-nação em substituição aos valores tradicionais. Nos séculosXIX e XX, os valores referenciados no nacionalismo determina-ram o destino dos indivíduos e promoveram inúmeras guerrasque consolidaram o papel do Estado-nação como agente legíti-mo e principal ator do sistema internacional.
Adaptado de: Reinaldo Dias.
Introdução à Sociologia
. São Paulo: PearsonPrentice Hall, 2010, pp. 290-3.
3. Elementos Materiais do Estado: população e territó-rio
“O Estado é uma sociedade de pessoas chamada
popu-lação,
em determinado
território,
sob a autoridade de determi-nado
governo
, a fim de alcançar determinado objetivo, o
bemcomum
”.
(De Cicco e Gonzaga.
Teoria Geral do Estado e Ciência Política.
SãoPaulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008. p. 43).
A partir da definição acima, é importante distinguir
po- pulação
de
povo
.
“
Integram a população todas as pessoas residentes den-tro do território estatal ou todas as pessoas presentes no territóriodo Estado, num determinado momento, inclusive estrangeiros eapátridas
”
(Soares, M.
Teoria do Estado:
Novos paradigmas em face daglobalização. São Paulo: Atlas, 2008. p. 143)
. Em outras palavras, a po-pulação abrange o conjunto de pessoas que vivem no territórioestatal ou mesmo que permaneçam nele temporariamente. Se-gundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apopulação brasileira é aproximadamente de 192 milhões dehabitantes.Nas democracias atuais, o povo adquire um sentido po-lítico, uma vez que está ligado à noção de cidadania e, para isso,depende de estar ligado ao Estado por meio do status da nacio-na
lidade. “
Povo, em sentido democrático, pressupõe a totalidadedos que possuem o
status
da nacionalidade, os quais devem agir,conscientes de sua cidadania ativa, segundo ideias, interesses erepresentações de natureza política
”
(
Idem
, p. 45)
.O território de um Estado não consiste apenas nas fron-teiras nacionais, mas em um conjunto de partes que vão além dasuperfície terrestre, como, por exemplo:
solo: porção de terras delimitadas pelas fronteiras internacio-nais e pelo mar;
subsolo: porção de terras sob o solo, com a mesma delimita-ção deste;
espaço aéreo: coluna imaginária de ar que acompanha o con-torno do território terrestre, somado ao mar territorial;
embaixadas: sedes de representação diplomática dos diversosEstados, que são consideradas parcelas do território nacionalnos países estrangeiros;
navios e aviões militares: são considerados como parte doEstado referente ao país a que pertencem, em qualquer lugarque estejam;
navios e aviões de uso comercial ou civil: que estejam so-brevoando ou navegando em território não pertencente a ou-tros Estados;
mar territorial: estende-se por 12 milhas marítimas (22,2 km)para defesa militar e 200 milhas marítimas (370 km) paraexploração econômica.Segundo o IBGE, a área territorial oficial do Brasil é de8.514.876,599 km
2
.
Adaptado de: Governo do Estado de São Paulo.
São Paulo Faz Escola
. Cadernode Sociologia, Ensino Médio, 3ª série, vol.3, 2009.
4. Elementos do Estado: soberania
O conceito de soberania é uma das bases da idéia de Es-tado Moderno, tendo sido de excepcional importância para queeste se definisse, exercendo grande influência prática nos últi-mos séculos, sendo ainda uma característica fundamental doEstado.O conceito de soberania tal como o entendemos hoje sedefiniu com o combate da burguesia contra a monarquia absolu-tista, que teve seu ponto alto na Revolução Francesa. Nela, aidéia de soberania popular exerceu grande influência, caminhan-do ao sentido de soberania nacional, concebendo-se a naçãocomo o próprio povo numa ordem.O conceito de soberania pode
ser entendido de duasformas: a) como sinônimo de
independência,
ou seja, quandoum Estado, especialmente seu próprio povo, afirma-se comosoberano, isto é, não mais submisso a qualquer potência estran-geira; b) como expressão de
poder jurídico mais alto,
ou seja,dentro dos limites jurídicos e territoriais do Estado, este é quemtem o poder de decisão em última instância, isto é, exerce opoder
soberano
ou o poder
máximo.
Esse conceito, entretanto, possui particularidades. UmEstado, para ser verdadeiramente soberano, só reconhece umtipo de soberania: a) una, b) indivisível, c) inalienável e d) im-prescritível. O que isto significa?a) Significa que a soberania deve ser
una,
porque, em um mes-mo Estado, não se admite a convivência de duas soberanias(mais de um poder superior) no mesmo âmbito.b) A soberania do Estado deve prevalecer sobre todo e qualquerassunto. Por essa razão é considerada
indivisível,
não sendoadmissível a existência de várias partes separadas da mesmasoberania.c) Ela é
inalienável
, ou seja, não pode ser retirada; do contrário,quem quer que a detenha (seja o povo, a nação ou o Estado)desaparece quando ficar sem ela.d)
Finalmente, é
imprescritível,
isto é, não tem prazo para termi-nar; pelo mesmo motivo, quem quer que a detenha (seja o povo,a nação ou o Estado) desaparece quando ela termina.
Adaptado de: Dalmo Dallari.
Elementos de Teoria Geral do Estado
. SãoPaulo: Saraiva, 2010, pp. 74-85 e Governo do Estado de São Paulo.
SãoPaulo Faz Escola
. Caderno de Sociologia, Ensino Médio, 3ª série, vol.3,2009.
5. Ditadura
por Antonio Carlos OlivieriDa Página 3 - Pedagogia & Comunicação
Fonte: Portal UOL Educação. Acesso em: 20/10/2010.
O conceito de
ditadura
se origina Roma antiga. Em la-
tim, a palavra era “dictatura”.
Entretanto, o significado modernodo conceito é completamente diferente da instituição que eledesignava na Antigüidade. De qualquer modo, uma comparaçãoentre ditadura antiga e moderna pode ajudar a compreendermelhor o sentido que o termo adquiriu nos dias de hoje.Para começar, a ditadura romana era uma instituição decaráter extraordinário. Só era ativada em circunstâncias excep-cionais, para fazer frente a situações de emergência, como umacrise interna ou uma guerra. O ditador era nomeado por um oupelos dois cônsules
–
os chefes do governo romano
–
, de acordocom o senado e por processos definidos constitucionalmente. Damesma maneira, também eram definidos os limites de sua atua-ção.Ainda assim, os poderes do ditador eram muito amplose seus decretos
–
o que ele “ditava” (e vem daí “dit
a
dura”) –