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2EMG - Material de apoio - 3ºbim - 2011

2EMG - Material de apoio - 3ºbim - 2011

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11/27/2012

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1
 
EMEFM Prof. Derville Allegretti
 – 
Sociologia
1. O que é Política? Conceitos Centrais
A política é uma máquina que determina “quem o
btém
o que, quando e como” e o
poder
é o combustível dessa máqui-na. Poder é a capacidade de impor a própria vontade em umarelação social, mesmo contra resistências. Ter mais poder queoutros significa conseguir mais coisas que são valorizadas emais rapidamente, enquanto ter menos poder que outros signifi-ca conseguir menos coisas valorizadas e mais tardiamente. Atarefa principal da sociologia política é mostrar como o poderimpulsiona diferentes tipos de máquinas políticas. Algumasvezes, o uso do poder envolve a força. Por exemplo, uma formade se operar um sistema de distribuição de empregos, dinheiro,educação e outras coisas valorizadas é mandando para a prisãoas pessoas que não concordam com o sistema. Nesse caso, elasobedecem às regras políticas porque têm medo de desobedecer.Com mais freqüência, contudo, as pessoas concordam com essessistemas de distribuição, ou pelo menos os aceitam, nem queseja de má vontade. Assim, a maioria das pessoas paga seusimpostos sem muita pressão da Receita Federal e seus tíquetesde estacionamento sem ter de passar um tempo na prisão. Issosignifica que elas reconhecem o direito de seus governantes decontrolar a máquina política. Quando a maioria das pessoasconcorda, de maneira geral, com a forma como a máquina polí-tica é dirigida, o poder se transforma em
autoridade.
Autorida-de é o poder legítimo e institucionalizado. O poder é
legítimo
quando as pessoas percebem sua aplicação como válida ou justi-ficada. O poder é
institucionalizado
quando as normas e os
sta-tus
das organizações sociais governam sua aplicação. Essasnormas e
status
definem como a autoridade deve ser usada,como os indivíduos podem obter autoridade e quanta autoridadeé atribuída a cada
status
em uma organização.A política ocorre em todos os contextos sociais, inclu-sive nas relações pessoais íntimas, no seio das famílias e nointerior das universidades. No entanto, a sociologia política seconcentra principalmente nas instituições
especializadas
noexercício do poder e da autoridade. Tomadas em seu conjunto,essas instituições formam o Estado. O Estado é constituído porinstituições responsáveis pela formulação e execução das leis edas políticas públicas de um país e, ao realizar essas funções,regula os cidadãos na sociedade civil, a esfera privada da vidasocial.Os cidadãos, na sociedade civil, controlam o Estado emgraus variáveis. Em uma autocracia, o poder absoluto fica namão de uma única pessoa ou de um partido. Em um Estadoautoritário, o poder é, de certa forma, mais amplamente distribu-ído, mas o controle por parte dos cidadãos ainda é grandementerestringido. Em uma democracia, os cidadãos exercem um graurelativamente elevado de controle sobre o Estado. Eles fazemisso por meio da escolha de representantes em eleições regularese competitivas.Nas democracias modernas, os cidadãos não controlamo Estado diretamente, mas por meio de diversas organizações.Os
partidos políticos
propõem políticas alternativas e convo-cam os cidadãos adultos para votar, competindo, assim, pelocontrole do governo em eleições regulares. Grupos de interessesespeciais
 – 
tais como sindicatos de trabalhadores e associaçõesde empresas
 – 
formam
lobbies
. Os
lobbies
informam e pressio-nam os políticos quanto aos desejos de seus membros, além deadverti-los sobre a importância dos votos, da capacidade deorganização e das contribuições de campanha de seus membros.Os
meios de comunicação de massa
mantêm um olhar vigilan-te e crítico sobre o Estado e informam a população sobre a qua-lidade do governo. A
opinião pública
diz respeito aos valores eàs atitudes da população adulta como um todo, expressando-seprincipalmente nas pesquisas de opinião e em cartas enviadasaos legisladores. A opinião pública fornece aos políticos umavisão das preferências dos cidadãos. Por fim, quando a insatisfa-ção com a política vigente torna-se relativamente generalizadaem algum grupo, algumas vezes o protesto assume a forma de
movimentos sociais
. Um movimento social é um esforço coleti-vo para mudar, no todo ou em parte, a ordem política ou social,abandonando as regras usuais da política. Como Thomas Jeffer-
son escreveu em 1787, “uma pequena rebelião de vez em qua
n-do é uma boa coi
sa” para a dem
ocracia, pois ajuda o governo aficar atento aos desejos dos cidadãos.
Extraído de: Robert J. Brym e outros autores.
Sociologia: sua bússola para
 
umnovo mundo
. São Paulo: Cengage Learning, 2009, pp. 323-5.
2. As instituições políticas
A política se refere aos processos sociais pelos quais aspessoas ganham, usam e perdem poder, representando um im-portante papel em quase todas as relações humanas.Uma das características das sociedades modernas é odesenvolvimento de instituições políticas especializadas, como:os tribunais, os partidos políticos, as agências governamentais, oExército, a parte executiva do governo, entre outras. Juntas,
essas entidades formam o que os sociólogos chamam „o Est
a
do‟.
A primeira fase no desenvolvimento do Estado foi a separação
do „escritório do rei‟ da pessoa que era o rei. A segunda fase no
desenvolvimento do Estado envolveu o desenho de limites na-cionais e a criação de burocracias públicas.O Estado, hoje, participa na maior parte do tempo davida das pessoas. O registro de nascimento, a carteira de traba-lho, a de identidade, o casamento, o uso e a propriedade da terrae o atestado de óbito são exemplos que demonstram a importân-cia da atividade reguladora do Estado. Para compreendermosbem essa instituição, é importante definirmos alguns termos
relacionados a ela, como „povo‟, „nação‟, „
go
verno‟, „
Estado
absolutista‟ e „E
stado-
nação‟.
 2.1 Povo
Denominamos „povo‟
os agrupamentos humanos comcultura semelhante
 – 
língua, religião, tradições etc.
 – 
, implican-do certa homogeneidade e desenvolvimento de fortes laços desolidariedade entre si. Assim, podemos falar em povo judeu,cigano, armênio, curdo, xavante ou brasileiro.No território brasileiro há muitos
 povos
que apresentamcultura distinta e que, desse modo, formam uma unidade culturalbem determinada. Como exemplo, temos os xavantes, os tere-nas, os parecis, os guaranis, entre outros.2.2 Nação
„Nação‟ é a denominação de um povo ao se fixar em
uma determinada área geográfica e adquirir certo grau de orga-nização, mantendo-se unido por uma história e cultura comuns epela consciência de que constituem uma unidade cultural.Entre outros exemplos, podemos citar a nação palestina,a nação curda e a nação basca, pois são povos que apresentamuma história e uma cultura comuns, além de uma forte consciên-cia de que constituem uma unidade cultural.Os judeus formaram durante o Império Romano umaimportante nação no mesmo território em que hoje se encontraIsrael. No entanto, eles foram expulsos do território que ocupa-vam e acabaram se espalhando por várias regiões. Desse modo,alguns autores consideram que, durante esse longo período emque os judeus ficaram sem território, eles não formavam umanação, mantendo uma unidade cultural como povo. Outros de-fendem que, mesmo sem um território, eles compunham a nação judaica. Na realidade, os judeus constituíram seu Estado em1948, após a consolidação da ocupação de um território pelopovo judeu, fato que se iniciou no fim do século passado com omovimento conhecido como
sionismo,
que pregava a volta dos
 
2
 
 judeus à terra prometida. Desde então, a nação constitui seuEstado
 – 
Israel.As nações que originaram os modernos Estados surgi-ram no fim da Idade Média, no decorrer do século XV, quandoas divisões nacionais se acentuaram.
As literaturas nacionaisfizeram seu aparecimento. As regulamentações nacionais para aindústria substituíram as regulamentações locais. E passaram aexistir leis nacionais, línguas nacionais e até mesmo igrejasnacionais
 
(Huberman,
 A história da riqueza do homem
. Ed. Guanabara,1986, p. 70)
.2.3 GovernoQuando as nações conseguem se organizar de tal formaque passam a administrar algumas questões comuns, como edu-cação, saúde e comunicação, por exemplo, elas acabam constitu-indo um quadro administrativo para gerenciar determinadasatividades, ao qual, então, denominamos
governo
.Compete ao quadro administrativo da nação manter aordem e estabelecer normas relativas que passem a reger asrelações entre seus cidadãos. O povo palestino possui seu pró-prio governo no Estado de Israel. Da mesma forma, os bascos eos catalães, na Espanha, possuem governos autônomos.2.4 EstadoQuando o quadro administrativo da nação reivindicapara si o monopólio exclusivo da utilização da coerção física eda força, temos a formação do Estado. Segundo Max Weber,uma associação política é denominada
Estado
 
quando e namedida em que seu quadro administrativo reivindica com êxito omonopólio legítimo da coação física para realizar as ordens
vigentes”
.Assim, dependerá do grau de organização da nação oestabelecimento do controle no âmbito de seu território, caracte-rizando sua soberania nessa área. Só existe o Estado quando hásoberania sobre determinado território. Não existe o Estadopalestino, porque a administração palestina não detém a sobera-nia completa sobre seu território; coexistem em um mesmoespaço a força militar israelense e a polícia palestina. Não hámonopólio da utilização da coerção física por parte dos palesti-nos. Da mesma forma, os bascos e os catalães na Espanha nãoconstituem um Estado, pois eles não detêm a soberania sobreseu território - o monopólio da coerção física é do Estado espa-nhol.Há Estados formados de uma só nação, como o Brasil,os Estados Unidos e a Argentina. E outros Estados que são cons-tituídos por duas ou mais nações (ou nacionalidades). Esse é ocaso da Espanha - que contém as nações basca e catalã
 – 
e daRússia
 – 
que apresenta várias nações que constituem governosregionais, como Bachkiria, Tchetchênia, Tchuváchia, Dagues-tão, Kabardino-Balkaria, Kalmikia, República dos Maris, Mor-dóvia, Ossétia do Norte, Tartária, Udmúrtia, Iakútia, Tuva, Re-pública dos Komis, Carélia e Buriátia. Há outras que recente-mente formaram Estados independentes, como a Geórgia, oTadjiquistão e a Ucrânia.No final do século XX, a Iugoslávia, que se constituíaem um Estado com várias nações, se desintegrou em váriosEstados, como Sérvia, Croácia, Bósnia, Eslovênia e Macedônia.A Organização das Nações Unidas (ONU) somente a-ceita nações que se constituíram em Estados, ou seja, que possu-em soberania com o completo controle de seu território.O Estado é uma das mais destacadas instituições soci-ais. A importância de sua atividade reguladora pode ser demons-trada pelas funções que exerce, como a emissão do registro donascimento, da carteira de trabalho, de identidade, de casamento,do atestado de óbito, a utilização e a propriedade da terra, as leisde trânsito etc.Segundo algumas teorias nacionalistas, a preservaçãodo caráter nacional e o desenvolvimento de sua capacidade cria-tiva constituem a suprema finalidade da nação, que, para tanto,deve organizar-se como Estado. De acordo com esse raciocínio,a nação precisa do poder do Estado para sua segurança e desen-volvimento.Esses argumentos são utilizados pela maior parte dosmovimentos separatistas que busca afirmar sua identidade na-cional perante um Estado que não mais aceita como seu. Sãoexemplos atuais os que ocorrem na Rússia, com a Tchetchênia;no Canadá, com Quebec; na Espanha, com os bascos, e muitosoutros.O processo de formação do Estado de Timor-Leste, naÁsia, ilustra a necessidade de exercer efetivo controle territorialpara que se constitua como Estado. O povo timorense adquiriuseu direito de formar um Estado por meio de uma longa lutatravada pela Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-LesteIndependente), com a intermediação da ONU, que manteve aunidade política do novo país enquanto esse se estruturava paraexercer o monopólio do uso da força em seu território.2.5 O Estado absolutistaComo já afirmamos, o Estado,como o conhecemos ho- je, tem formação bastante recente. Seus primeiros contornosapareceram no período do renascimento europeu. Anteriormen-te, as pessoas eram ligadas às suas comunidades, às cidades eaos povoados. Quando as cidades se expandiam, passando adominar um território maior ou rotas de comércio, elas podiamatingir as dimensões de cidades-Estado, como Veneza e Floren-ça no século XV. Mesmo quando as cidades antigas integravam-se a grandes impérios com determinada estrutura de poder, elasmantinham suas características próprias, sendo sua vida cotidia-na determinada por suas leis e seus costumes. Os impérios nãoeram capazes de mobilizar recursos de uma maneira regular eorganizada, e mesmo o grau de controle que eles exerciam noterritório que controlavam era limitado, não alterando as normastradicionais de regulamentação da vida local.Foi somente no século XV que se iniciou o processo deformação de uma nova forma de organização política que cha-
mamos hoje de „Estado‟
. Quando as pessoas passaram a se iden-tificar, acima de suas cidades ou dos feudos, a figura de um reique passou a personificar essa nova entidade política. Assim, afidelidade do povo, antes identificada com a cidade ou com osenhor feudal, foi gradativamente transferida ao rei, que se tor-nou senhor absoluto no território ocupado pelo Estado. Paraadministrar esse território amplo, constituíram-se quadros admi-nistrativos que deviam lealdade ao rei, e só a ele. Desse modo, oEstado constituía uma extensão do poder real, daí essa primeiraforma de Estado moderno ser denominada
Estado absolutista
.A identificação do rei com o Estado era tal que foi mui-to bem expressada pelo rei da França, Luiz XIV, que, quandointerpelado, costumava responder:
 L'Etat c'est moi
(
“O
Estadosou eu
)
.
Assim, o soberano personificava o Estado e seu poder.2.6 O Estado-naçãoO Estado-nação, tal qual o entendemos atualmente, éfruto do liberalismo europeu, que estabeleceu um conceito desoberania compreendendo todo o povo de um determinado terri-tório, com conteúdo muito mais abrangente que a soberania doEstado absolutista centralizada no monarca. Desse modo, noliberalismo, o Estado (unidade política) confunde-se com a na-ção (unidade cultural). A nação personifica o Estado, e o poderemana do povo.Na realidade, desde o século XVIII, embora tenham seformado Estados-nação identificados com comunidades cultu-rais, essa não era regra. Mesmo nas regiões nas quais ocorreuuma maior associação entre a formação de um Estado nacional euma comunidade cultural, na maioria dos casos continuavam acoexistir no território nacional outras comunidades culturalmen-
 
3
 
te determinadas e que se identificavam como nacionalidades
 – 
 grupos com características próprias de língua e cultura.Com a Revolução Francesa, o conceito de
nação
pas-sou a ficar associado à ideia de liberdade e de igualdade de direi-tos, e a soberania do rei foi passada para o povo. A partir de finsdo século XVIII, o indivíduo encontrou um outro elo de lealdadeao qual podia se prender: o Estado nacional. Anteriormente, osindivíduos eram leais à cidade-Estado, ao feudo, ao senhor, adinastias e/ou a um rei. A partir do século XVIII, os valores quemotivaram os povos em suas lutas e aspirações eram os do Esta-do-nação em substituição aos valores tradicionais. Nos séculosXIX e XX, os valores referenciados no nacionalismo determina-ram o destino dos indivíduos e promoveram inúmeras guerrasque consolidaram o papel do Estado-nação como agente legíti-mo e principal ator do sistema internacional.
Adaptado de: Reinaldo Dias.
 Introdução à Sociologia
. São Paulo: PearsonPrentice Hall, 2010, pp. 290-3.
3. Elementos Materiais do Estado: população e territó-rio
“O Estado é uma sociedade de pessoas chamada
 popu-lação,
em determinado
território,
sob a autoridade de determi-nado
governo
, a fim de alcançar determinado objetivo, o
bemcomum
”.
 
(De Cicco e Gonzaga.
Teoria Geral do Estado e Ciência Política.
SãoPaulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008. p. 43).
A partir da definição acima, é importante distinguir
 po- pulação
de
 povo
.
Integram a população todas as pessoas residentes den-tro do território estatal ou todas as pessoas presentes no territóriodo Estado, num determinado momento, inclusive estrangeiros eapátridas
(Soares, M.
Teoria do Estado:
Novos paradigmas em face daglobalização. São Paulo: Atlas, 2008. p. 143)
. Em outras palavras, a po-pulação abrange o conjunto de pessoas que vivem no territórioestatal ou mesmo que permaneçam nele temporariamente. Se-gundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apopulação brasileira é aproximadamente de 192 milhões dehabitantes.Nas democracias atuais, o povo adquire um sentido po-lítico, uma vez que está ligado à noção de cidadania e, para isso,depende de estar ligado ao Estado por meio do status da nacio-na
lidade. “
Povo, em sentido democrático, pressupõe a totalidadedos que possuem o
status
da nacionalidade, os quais devem agir,conscientes de sua cidadania ativa, segundo ideias, interesses erepresentações de natureza política
(
 Idem
, p. 45)
.O território de um Estado não consiste apenas nas fron-teiras nacionais, mas em um conjunto de partes que vão além dasuperfície terrestre, como, por exemplo:
 
solo: porção de terras delimitadas pelas fronteiras internacio-nais e pelo mar;
 
subsolo: porção de terras sob o solo, com a mesma delimita-ção deste;
 
espaço aéreo: coluna imaginária de ar que acompanha o con-torno do território terrestre, somado ao mar territorial;
 
embaixadas: sedes de representação diplomática dos diversosEstados, que são consideradas parcelas do território nacionalnos países estrangeiros;
 
navios e aviões militares: são considerados como parte doEstado referente ao país a que pertencem, em qualquer lugarque estejam;
 
navios e aviões de uso comercial ou civil: que estejam so-brevoando ou navegando em território não pertencente a ou-tros Estados;
 
mar territorial: estende-se por 12 milhas marítimas (22,2 km)para defesa militar e 200 milhas marítimas (370 km) paraexploração econômica.Segundo o IBGE, a área territorial oficial do Brasil é de8.514.876,599 km
2
.
Adaptado de: Governo do Estado de São Paulo.
São Paulo Faz Escola
. Cadernode Sociologia, Ensino Médio, 3ª série, vol.3, 2009.
4. Elementos do Estado: soberania
O conceito de soberania é uma das bases da idéia de Es-tado Moderno, tendo sido de excepcional importância para queeste se definisse, exercendo grande influência prática nos últi-mos séculos, sendo ainda uma característica fundamental doEstado.O conceito de soberania tal como o entendemos hoje sedefiniu com o combate da burguesia contra a monarquia absolu-tista, que teve seu ponto alto na Revolução Francesa. Nela, aidéia de soberania popular exerceu grande influência, caminhan-do ao sentido de soberania nacional, concebendo-se a naçãocomo o próprio povo numa ordem.O conceito de soberania pode
 
ser entendido de duasformas: a) como sinônimo de
independência,
ou seja, quandoum Estado, especialmente seu próprio povo, afirma-se comosoberano, isto é, não mais submisso a qualquer potência estran-geira; b) como expressão de
 poder jurídico mais alto,
ou seja,dentro dos limites jurídicos e territoriais do Estado, este é quemtem o poder de decisão em última instância, isto é, exerce opoder
soberano
ou o poder
máximo.
Esse conceito, entretanto, possui particularidades. UmEstado, para ser verdadeiramente soberano, só reconhece umtipo de soberania: a) una, b) indivisível, c) inalienável e d) im-prescritível. O que isto significa?a) Significa que a soberania deve ser
una,
porque, em um mes-mo Estado, não se admite a convivência de duas soberanias(mais de um poder superior) no mesmo âmbito.b) A soberania do Estado deve prevalecer sobre todo e qualquerassunto. Por essa razão é considerada
indivisível,
não sendoadmissível a existência de várias partes separadas da mesmasoberania.c) Ela é
inalienável
, ou seja, não pode ser retirada; do contrário,quem quer que a detenha (seja o povo, a nação ou o Estado)desaparece quando ficar sem ela.d)
 
Finalmente, é
imprescritível,
isto é, não tem prazo para termi-nar; pelo mesmo motivo, quem quer que a detenha (seja o povo,a nação ou o Estado) desaparece quando ela termina.
Adaptado de: Dalmo Dallari.
 Elementos de Teoria Geral do Estado
. SãoPaulo: Saraiva, 2010, pp. 74-85 e Governo do Estado de São Paulo.
SãoPaulo Faz Escola
. Caderno de Sociologia, Ensino Médio, 3ª série, vol.3,2009.
5. Ditadura
por Antonio Carlos OlivieriDa Página 3 - Pedagogia & Comunicação
Fonte: Portal UOL Educação. Acesso em: 20/10/2010.
O conceito de
ditadura
se origina Roma antiga. Em la-
tim, a palavra era “dictatura”.
Entretanto, o significado modernodo conceito é completamente diferente da instituição que eledesignava na Antigüidade. De qualquer modo, uma comparaçãoentre ditadura antiga e moderna pode ajudar a compreendermelhor o sentido que o termo adquiriu nos dias de hoje.Para começar, a ditadura romana era uma instituição decaráter extraordinário. Só era ativada em circunstâncias excep-cionais, para fazer frente a situações de emergência, como umacrise interna ou uma guerra. O ditador era nomeado por um oupelos dois cônsules
 – 
os chefes do governo romano
 – 
, de acordocom o senado e por processos definidos constitucionalmente. Damesma maneira, também eram definidos os limites de sua atua-ção.Ainda assim, os poderes do ditador eram muito amplose seus decretos
 – 
 
o que ele “ditava” (e vem daí “dit
a
dura”) – 
 

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