Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
1.1KActivity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
O Currículo Escolar

O Currículo Escolar

Ratings:

4.45

(29)
|Views: 490,447|Likes:
Published by api-26019392

More info:

Published by: api-26019392 on Oct 15, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/18/2014

pdf

text

original

 
Disciplina
Organização, Estrutura e PolíticasPúblicas em Educação
Docente
Profa. Dra. Marina Caprio
Semestre
3º Semestre Curricular 
Data
13/11/2007
Texto
PILETTI, N. Estrutura e Funcionamento do EnsinoFundamental. São Paulo: Ática, 2004.
CURRÍCULO ESCOLAR 
1. O QUE É CURRÍCULO? 2. BASE COMUM E PARTE DIVERSIFICADA 3. PARÂMETROSCURRICULARES NACIONAIS 4. O "CURRÍCULO OCULTO" E OS LIVROS DIDÁTICOSApós estudarmos as novas diretrizes e bases relativas aos princípios e finalidades daeducação, vamos nos deter neste capítulo na questão do currículo escolar. Começamos comalgumas noções básicas sobre currículo e, em seguida, dedicaremos nossa atenção a outros trêspontos: base comum e parte diversificada, parâmetros curriculares nacionais e o "currículooculto" e os livros didáticos.1. O QUE É CURRÍCULO?Segundo Samuel Rocha Barros (op. cit., p. 170-1), em sentido amplo o currículo escolarabrange todas as experiências escolares. Vejamos algumas definições de currículo queaparecem nessa obra:É a totalidade das experiências de aprendizagem planejadas e patrocinadas pela escola(Jameson-Hicks).São todas as experiências dos alunos, que são aceitas pela escola como responsabilidadeprópria (Ragan).São todas as atividades através das quais o aluno aprende (Hounston).Em sentido restrito currículo escolar é o conjunto de matérias a serem ministradas emdeterminado curso ou grau de ensino. Neste sentido, o currículo abrange dois outros conceitosimportantes: o de plano de estudos e o de programa de ensino.Plano de estudos é a lista de matérias que devem ser ensinadas em cada grau ou anoescolar, com indicação do tempo de cada uma, expressa geralmente em horas e semanas.Programa de ensino é a "relação dos conteúdos correspondentes a cada matéria do planode estudos, em geral, e em cada ano ou grau, com indicação dos objetivos, dos rendimentosdesejados e das atividades sugeridas ao professor para melhor desenvolvimento do programa eoutras instruções metodológicas" (OEA-UNESCO).De forma ampla ou restrita, o currículo escolar abrange as atividades desenvolvidas dentroda escola. E, segundo César Coll, "as atividades educativas escolares correspondem à idéia deque existem certos aspectos do crescimento pessoal, considerados importantes no âmbito dacultura do grupo, que não poderão ser realizados satisfatoriamente ou que não ocorrerão deforma alguma, a menos que seja fornecida uma ajuda espefica, que sejam exercidasatividades de ensino especialmente pensadas para esse fim. São atividades que correspondem auma finalidade e são executadas de acordo com um plano de ação determinado, isto é, estão aserviço de um projeto educacional. A primeira função do currículo, sua razão de ser, é a deexplicitar o projeto - as intenções e o plano de ação - que preside as atividades educativasescolares.Enquanto projeto, o currículo é um guia para os encarregados de seu desenvolvimento, uminstrumento útil para orientar a prática pedagógica, uma ajuda para o professor. Por estafunção, não pode limitar-se a enunciar uma série de intenções, princípios e orientações gerais
 
que, por excessivamente distantes da realidade das salas de aula, sejam de escassa ou nulaajuda para os professores. O currículo deve levar em conta as condições reais nas quais oprojeto vai ser realizado, situando-se justamente entre as intenções, princípios e orientaçõesgerais e a prática pedagógica. É função do currículo evitar o hiato entre os dois extremos; dissodependem, em grande parte, sua utilidade e eficácia como instrumento para orientar a ação dosprofessores. O currículo, entretanto, não deve suplantar a iniciativa e a responsabilidade dosprofessores, convertendo-os em meros instrumentos de execução de um plano prévia eminuciosamente estabelecido. Por ser um projeto, o currículo não pode contemplar os múltiplosfatores presentes em cada uma das situações particulares nas quais será executado (...).Em resumo, entendemos o currículo como o projeto que preside as atividades educativasescolares, define suas intenções e proporciona guias de ações adequadas e úteis para osprofessores, que são diretamente responsáveis por sua execução. Para isso, o currículoproporciona informações concretas sobre que ensinar, quando ensinar, como ensinar e que,como e quando avaliar" (Psicologia e currículo, São Paulo, Ática, 1996, p. 43-5).Dentre outras possíveis, podemos extrair do texto de César Coll seis idéias importantes:I - O currículo é um projeto. Não se trata de algo pronto e acabado, mas de algo a serconstruído permanentemente no dia-a-dia da escola, com a participação ativa de todos osinteressados na atividade educacional, particularmente daqueles que atuam diretamente noestabelecimento escolar, como educadores e educandos, mas também dos membros dacomunidade em que se situa a escola.II - O currículo situa-se entre as intenções, princípios e orientações gerais e a práticapedagógica. Mais do que apenas evitar a distância e o hiato entre esses dois pólos do processoeducacional - as intenções e as práticas - o currículo deve estabelecer uma vinculação coerenteentre eles, deve constituir um eficaz instrumento que favoreça a realização das intenções,prinpios e orientões numa ão prática efetiva com vistas ao desenvolvimento doseducandos.III - O currículo é abrangente, não compreende apenas as matérias ou os conteúdos doconhecimento, mas também sua organização e seqüência adequadas, bem como os métodosque permitem um melhor desenvolvimento dos mesmos e o próprio processo de avaliação,incluindo questões como o que, como e quando avaliar.IV - O currículo é um guia, um instrumento útil para orientar a prática pedagógica, umaajuda para o professor. Por isso mesmo, na medida em que atrapalhar o processo de ensino-aprendizagem, deverá ser imediatamente modificado. O professor precisa estar atento, porexemplo, à extensão do conteúdo - se excessivamente extenso deve ser reduzido para facilitar aefetiva aprendizagem do mesmo; ao método com que o mesmo é ensinado - um método podeser eficaz em alguns casos e ineficaz em outros; à eficácia do processo de avaliação no sentidode não prejudicar mas favorecer o desenvolvimento contínuo dos alunos; e assim por diante.V - Para que cumpra tais funções, o currículo deve levar em conta as reais condições nasquais vai se concretizar: as condições do professor, as condições dos alunos, as condições doambiente escolar, as condições da comunidade, as características dos materiais didáticosdisponíveis, etc.VI - O currículo não substitui o professor, mas é um instrumento a seu serviço. Cabe aoprofessor orientar e dirigir o processo de ensino-aprendizagem, inclusive modificando o própriocurrículo de acordo com as aptidões, os interesses e as características culturais dos educandos.2. BASE COMUM E PARTE DIVERSIFICADADe acordo com o artigo 26 da lei nº. 9 394/96, "os currículos do ensino fundamental emédio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada em cada sistema de ensinoe estabelecimento escolar por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais elocais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela".BASE NACIONAL COMUM
 
O que a lei nº 5 692/71 chamou de núcleo comum a atual lei denomina base nacionalcomum. Na verdade, o sentido das duas expressões é praticamente o mesmo. Trata-se de umconjunto de matérias consideradas obrigatórias para todos os estabelecimentos de ensinofundamental e para todos os alunos dos mesmos. São aqueles estudos que o legisladorconsidera necessários para dar ao educando uma formão geral lida e abrangente,indispensável à compreensão da sociedade em que vive, à participação efetiva na vida social eao prosseguimento dos estudos nos níveis ulteriores.E quais são esses conteúdos que constituem a base nacional comum?No parágrafo 1º do artigo 26, a lei estabelece que "os currículos (...) devem abranger,obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa, o conhecimento do mundo físico e natural eda realidade social e política, especialmente do Brasil".Tal dispositivo, na prática, sugere como base nacional comum as cinco mariastradicionalmente consideradas como necessárias e obrigatórias para a formação geral docidadão, que são as mesmas do anterior núcleo comum, embora sem a sua organização emáreas de conhecimento:l-Língua Portuguesa, incluindo a literatura nacional;II - MatemáticaIII - Ciências, destinadas ao estudo do mundo físico e natural;IV - História, especialmente do Brasil;V - Geografia, também especialmente do Brasil.Cumpre ressaltar que as duas últimas se destinam, conforme a lei, ao conhecimento darealidade social e política. Portanto, tanto a História quanto a Geografia devem priorizar osaspectos sociais e políticos da sociedade, especialmente da sociedade brasileira. Trata-se demudar uma abordagem dessas matérias bastante arraigada em nosso sistema educacional, qualseja a de privilegiar a História e a Geografia universais, dos outros países, principalmente dosEstados Unidos e da Europa, isto é, dos países ricos, em detrimento do que nos interessa maisde perto, a História e a Geografia do nosso país.A lei dedica um parágrafo especial (art. 26, § 4~) ao ensino da História do Brasil, quedeverá "levar em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação dopovo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia". Trata-se de umdispositivo importante, principalmente se levarmos em conta que, freqúentemente, a nossahistória tem sido estudada como a história do conquistador europeu, supostamente um povosuperior, que aqui veio para trazer a "civilização". Na verdade, todos sabemos, e é preciso que aescola, de uma vez por todas, também incorpore essa realidade, o povo brasileiro resulta dacombinação de três matrizes principais: a indígena' a européia e a africana, que precisam terigual tratamento por parte da escola. Além disso, também não se deve esquecer a matrizasiática, já que o Brasil, de modo especial mais recentemente, recebeu grande contingente deimigrantes desse continente.Será o currículo escolar uma estrada coerente que leva ao desenvolvimento global dapersonalidade do educando ou um emaranhado de caminhos estranhos, em que geralmente acriança se perde?Entretanto, a base nacional comum vai além das cinco matérias citadas, incluindo maisquatro:VI - O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis daeducação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. Claro que todasas matérias, em maior ou menor grau, promovem o desenvolvimento cultural dos alunos (art.26, § 2º). O legislador indica quais as que considera fundamentais e obrigatórias e, entre estas,está a arte. Mas não existe "a arte"; o que há são "artes", como a pintura, a música, aescultura, o teatro, o cinema, etc. E o ensino da "arte" não se dá em abstrato, e sim por meiode uma determinada arte, e esta está na dependência direta das aptidões dos alunos. Não há,portanto, por que obrigar todos os alunos a estudar música ou cinema; e, em música, não temcabimento obrigar todos a estudar flauta, por exemplo. A lei dispõe que devem ser formadas

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->