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Origem Da Universidade

Origem Da Universidade

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ORIGEM DA UNIVERSIDADE
 A origem da Universidade está intimamente ligada à educação teológica. Peloano 1200, alguns ambientes de catequese cristã viraram universidades. AUniversidade de Bolônia na Itália foi a primeira a surgir. A Universidade deParis foi a segunda, depois veio Oxford.Naquele tempo, a Universidade de Paris chegou a ser o centro filosófico eteológico do mundo. Mais adiante, esta chegou a ser a semente do futuroseminário protestante. A educação superior era o âmbito do clero. O eruditoera visto como o guardião da sabedoria.A universidade moderna surgiu porque os bispos necessitavam de um lugarpara prover treinamento clerical. A teologia era considerada a "Rainha dasCiências" na Universidade. No período entre 1250 até 1500 foram fundadas 71universidades na Europa. [http://www.ptmin.org/pagan_spanish.htm#_ftn235]A teologia moderna exercitou-se nas abstrações da filosofia grega. A academiauniversitária adotou o modelo do pensamento aristotélico, dirigido aoconhecimento e à lógica racional. O instinto dominante da teologia escolásticatendia para a assimilação e a comunicação do conhecimento. É exatamente porisso que o pensamento ocidental sempre foi aficcionado pela formulação decredos, declarações doutrinais e outras abstrações insonsas.Um dos professores quem mais influiram no formato atual da teologia foi PedroAbelardo (1079-1142). Abelardo foi o responsável, em parte, por dar-nos a"moderna teologia". Seu ensino pôs a mesa e preparou o menu para filósofosescolásticos como Tomás de Aquino (1225-1274).Graças a Abelardo a escola de Paris virou modelo para as demaisuniversidades. Abelardo aplicou a lógica, ou logia, aristotélica da verdaderevelada. [http://www.ptmin.org/pagan_spanish.htm#_ftn236].Ele também deu à palavra "teologia" o significado que tem hoje. Antes dele,esta palavra era utilizada apenas para descrever crenças pagãs.Seguindo a norma de Aristóteles, Abelardo dominou a arte filosófica da"dialética", a discussão lógica da verdade. Ele aplicou esta arte às Escrituras.Atenas, pois, está no sangue da educação teológica cristã, que nunca mais serecuperou da influência de Abelardo. Aristóteles, Abelardo e Aquinoacreditavam que a razão era a porta de acesso à verdade divina. Então, desdeo começo, a educação universitária ocidental resultou da fusão de elementospagãos com elementos cristãos.
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Autonomia universitária - O Princípio e o Fim
 
Delfim Soares
A Universidade é uma instituição que, em seu modelo atual predominante, tem origem naEuropa medieval. Consideramos a lembrança se seus primórdios uma forma comparativaadequada para avaliar a trajetória da sua evolução e , mesmo, de possíveis retrocessos. Oque motiva esta vasculhada histórica é o projeto de emenda constitucional e de leicomplementar que o MARE enviou ao Congresso Nacional, sobre
autonomia
dasuniversidades federais.
Do embrião da autonomia
 Naturalmente, limitar-nos-emos aos aspectos envolvidos diretamente na questão daautonomia. As universidades surgiram
ex-consuetudine
(formadas espontaneamente) ou
ex- privilegio
(criadas por decreto real ou bula papal). Com o tempo todas acabavam recebendoalgum tipo de confirmação oficial. Isto nos leva à relação constante entre outorga eautonomia.A universidade medieval, devido às suas origens mais freqüentes em escolas clericais, aofato de quase sempre ser consagrada por Bula papal e, ainda, porque a maior parte dos professores eram clérigos, herdou vários direitos e privilégios que eram exclusivos do clero.Mesmo quando uma universidade era criada por decreto real, como foi o caso da de Lisboa pela
Scientiae Thesaurus Mirabilis
de D. Dinis de 1288,(1) costumava adquirir fórumeclesiástico como ocorreu nesta universidade com a bula do papa Nicolau IV
 De staturegni Portugaliae
em 1290.(2)Há sempre uma certa relatividade na autonomia atribuída às universidades, quer pelaautoridade real quer pela autoridade papal, pois o mesmo poder que cria a universidadecostuma manter sobre ela algum tipo de ingerência, por maior que seja o grau de autocraciauniversitária.Embora no apogeu da autonomia da universidade, durante os séculos XII e XIII, aacademia tenha conseguido direitos e privilégios semelhantes aos de um verdadeiro Estadoquase independente, sempre houve algum tipo de depenncia, principalmente daautoridade eclesiástica.Também acontecem algumas ingerências do poder real. Esta prática pode encontrar-se tantonos modelos universitários que seguem a estrutura de Paris quanto nas universidades queimitam Bolonha, caso em que se enquadra a universidade de Coimbra/Lisboa e como se pode deduzir da seguinte ata de 6 de novembro de 1512, da Universidade de Lisboa: "
 Aosbj dias do mes de nouembro de b
e
 xij nas scolas gerais do studo de lixboa...determjnando per o bacharel Ruy gonçalvez... o dicto doctor ouuese seu asento e quaesquer onrras nodicto studo por que ElRey nosso Senhor asi o auja por bem..." 
(3)Em alguns casos, a autoridade manifesta claramente o propósito da viabilização material davida universiria. A bula do papa Sixto IV de 1475, criando a Universidade deCopenhague impõe, para criação da instituição,
locus insignis, in quo victualium copiahaberatur 
(4)(local excelente, com abundância de suprimentos).
 
Três coisas são fundamentais para o devido enquadramento da autonomia da universidademedieval: a compreensão da situação do clero como classe social dominante, inserida naestrutura feudal, as características da estrutura organizacional intrínseca e extrínseca dauniversidade e o conjunto de direitos e privilégios que os universitários foram adquirindona maior parte das universidades.Deve-se realçar que o pano de fundo para o conjunto de privilégios ou direitos, entre eles, aautonomia, é o domínio do saber. A ciência, no sentido mais amplo, estaria, portanto na base da diferenciação social, do privilégio jurídico e da autocracia universitária. Ela pressupõe outorga do poder público/eclesiástico, conquista corporativa, competênciaoperacional, pesquisa científica, docência e independência.A universidade de Paris, a mais importante da Idade Média, se organiza como as demaiscorporações: os professores são os
mestres
, os bacharéis são os
oficiais
e os estudantes sãoos
aprendizes.
É neste ponto que se liga autonomia e corporação.Há algumas variações nos modelos organizacionais das universidades medievais, mas todaselas têm uma estrutura parecida. Sua administração é exercida por reitores, chanceleres,síndicos, decanos, todos eleitos pela comunidade acadêmica. As grandes decisões sãotomadas por conselhos ou congregações representativas. Os cargos são sempre temporáriose, normalmente, não há nomeações externas. Estudantes participam ativamente das eleiçõesdos cargos administrativos.A universidade medieval inclui entre as características de sua autonomia, o direito de asilo,não podendo ser invadida pela polícia, e fórum próprio, o que transforma a universidadenum mini-Estado. Por outro lado, convém não esquecer o império da Escolástica, comoformatação intelectual instituída e, portanto, manter presente a distinção entre autonomiauniversitária e liberdade intelectual.Alguns direitos eram inerentes às atividades acadêmicas, como o direito do magistériouniversal dos diplomas de Paris: "...
quicunque ex Universitate vestra... examinatus et approbatus fuerit... docendi ubique locorum... liberam habeat facultatem...” ( 
5)(...quem davossa Universidade... for examinado e aprovado... terá o direito de ensinar em todos oslugares). E isso seria feito sem qualquer tipo de exigência ou outro exame.Os privilégios dos universirios remontam a 1158. Em 1198 O papa Celestino IIIdetermina foro eclesiástico para questões financeiras envolvendo estudantes. Em 1200, orei Felipe Augusto transfere para o foro eclesiástico as questões envolvendo estudantes. Aisenção e impostos do clero também foi herdada pelos universitários. Também eramdispensados do serviço militar. O papa Gregório IX concedeu aos mestres e estudantes odireito de greve -
cessatio
:
"liceat vobis usque ad satisfactionem condignam suspenderelectiones".
(6)
(seja-vos permitido suspender as aulas até a satisfação condigna).
A
migratio
ou transferência de universidade era outro direito dos estudantes. Algumas pequenas vantagens também eram usufruídas pelos universitários, como descontos emespeculos. Alguns dos privilégios estendiam-se também aos funcionários dasuniversidades e até aos serviçais dos universitários.

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Geziane Viana added this note
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Pascoal Zau Goma Goma added this note
1.1.1 DEFINICÃO DO CONCEITO UNIVERSIDADE Etimologicamente, o termo Universidade é oriundo do Latim ”universitas,” tis, que significa totalidade, companhia, corporação, associação, colégio . Também pode significar multidão de elementos que convergem para formarem uma unidade. Numa visão mais hodierna define-se a Universidade como sendo uma instituição de ensino e pesquisa, constituída por um conju
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