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ADMINISTRATIVO - Master - Jungstedt - Completo

ADMINISTRATIVO - Master - Jungstedt - Completo

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06/28/2013

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C
URSO
 
DE
D
IREITO
A
DMINISTRATIVO
P
ROF
. L
UIZ
O
LIVEIRA
C
ASTRO
J
UNGSTEDT
Três matérias compõem a espinha dorsal do Direito Administrativo:1)- Administração Pública (Direta e Indireta) (estrutura da Administração Pública)- Concessão e Permissão de serviços públicos (delegações a particulares)2) - Ato Administrativo (teorias dos motivos determinantes e da razoabilidade, e.g.)- Licitação- Contrato Administrativo3) - Servidor PúblicoA 1
a
diz quem está fazendo; a 2
a
diz como está fazendo; a 3
a
diz as pessoas físicas quematerializam esses atos. Há também as seguintes matérias:4) - Responsabilidade Civil do Estado5)- Donio Eminente (bens públicos e intervenção do Estado na Economia)6)- Atividades Fundamentais7) - Controle da Administração (interno e TCU)
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Magistratura do Estado do RJ/89: diferea entre Governo, Poder Executivo eAdministração Pública? Há controvérsia doutrinária:Cretella Jr. diz que criar distinções doutrinárias entre elas é coisa sem importância, no que oProf. Luis de Oliveira Castro Jungstedt (LOCJ) concorda. A diferença entre elas seria muitosutil. Mesmo quem busca as diferenças (Hely, Di Pietro) não consegue traçar as distinções.Eles dizem que governo? Poder Executivo? Administração Pública. Eles buscam adiferença nos ATOS que cada um produz. O
GOVERNO
faria
ATOS
 
POLÍTICOS
, e aí entrariam sós os poderes Executivo e Legislativo. Com a CF88, aumentou muito a competência do Poder Legislativo para os atos políticos, como no CF, 73, § 2°, sobre a escolha de Ministro do TCU(
2
/
3
pelo Congresso). Como o Poder Legislativo faz ato político, e como governo é quem fazato político, o
governo
é o Poder Executivo mais o Poder Legislativo . Daí
GOVERNO
ser maior que P
ODER 
E
XECUTIVO
, simplesmente. P
ODER 
E
XECUTIVO
faz ato político mesclado com atoadministrativo. Não há ninguém que faça ato administrativo puro. Ato discricionário é atoadministrativo com teor potico. (Para LOCJ, seria na verdade um ato potico.) Atovinculado é o ato administrativo desprovido de teor político.
1
1
 
Após 88, a exoneração
ad nutum
dos Ministros de Estado (CF, 37, II e CF, 84, I) seria o únicocaso de ato administrativo (político) sem necessidade de motivação.CE-RJ, 77, VII (nomeação de habilitado em concurso): quem passa em concurso só tem
EXPECTATIVA
 
DE
 
DIREITO
. Edital de concurso é ato discricionário e pode ser mudado no curso daseleção, desde que respeitada a regra da isonomia. Só haveria expectativa de direito. Mas aCE-RJ cria o direito para quem é habilitado, a partir da homologação no concurso. Anomeação, aqui, será ato vinculado, enquanto a nomeação de Ministro é ato discricionário.Como a Administração blica é quem realiza atos administrativos vinculados oudiscricionários (que na verdade é ato político), A
DMINISTRAÇÃO
P
ÚBLICA
seria igual a P
ODER 
 E
XECUTIVO
. O Poder Executivo é quem faz ato político + ato administrativo, ou seja, a mesmacoisa que ato discricionário + ato vinculado.Voltando à queso da Magistratura-RJ/89, que pede a diferea entre governo eAdministração Pública: Hely diz que o governo está mais para estrutura, instituição, PessoaJurídica, regido pela CF. A Administração Pública seria algo mais dinâmico, realizador deatos, regida por normas de Direito Administrativo.A discricionariedade não é exclusiva do Poder Executivo. O Poder Judiciário
 NÃO
 
FAZ
ato político, só ato jurisdicional.
ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Hoje se fala em Estado Gerencial brasileiro, sendo esta estrutura adotada pela União, Estadose Municípios, que é mesma coisa que, Estado Neoliberal. A CRFB/88 é neoliberal, ou seja,adota a estrutura do Estado Gerencial, e a prova disso é, o seu art. 170 e seguintes (Da OrdemEconômica Financeira), destacando-se, do caput do art.170, a expressão “Livre Iniciativa,destacando-se, também, do art.170 no seu inciso IV, a expressão “Livre Concorrência”, e parafinalizar, destaca-se do seu § único, a expressão “Livre Exercício”.Extrai-se, deste art. 170 da CRFB, que a CRFB/88 deseja que, o agente econômico, venha ser a iniciativa privada (burguesia). Chega-se esta conclusão, pois se combinarmos o art. 170 como art. 173 ambos da CRFB/88, vermos que artigo 173 que deixa claro que o Estado só exploraatividade econômica, quando necessário aos imperativos da segurança nacional ou quandoexiste relevante interesse coletivo, sendo que, este é o fundamento constitucional para adestatizar a economia. Portanto ao combinar o art, 170 e art, 173 ambos da CRFB, chega-se aconclusão que, quem deve realizar a atividade econômica é a iniciativa privada, e não oEstado.É de se observar que o Estado Liberal, ao permitir isso, deu espaço ao abuso do poder econômico, devido a diminuição do Poder Estatal em face do poder econômico, que vemultrapassando princípios básicos.Com o Estado Neoliberal, se quer um maior controle por parte do Estado, diante da atividadeeconômica que foi dada à iniciativa privada. Diante disso, devemos reportar ao art. 174 daCRFB, que diz que o agente regulador – Estado Regulador – regulará estas atividadeseconômicas, através de fiscalização, ou seja, o que a CRFB/88 quer, é a figura do EstadoGerente ou Estado Gerencial.Art. 174 da CRFB/88: “
Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o
2
2
 
 Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendoeste determinante para o setor público e indicativo para o setor privado
”.O Estado Gerencial pode ser dividido em 3 setores:1° Setor – Administração Publica (Direta e Indireta) Decreto-lei 200/672° Setor – Iniciativa Privada com fins lucrativos, regulada pela lei 8987/953° Setor – Sociedade Civil sem fins lucrativos:
Sistemas “S” - Serviços Autônomos
Sistema “OS” – Organizações Sociais, lei 9637/96, que é o sistema mais importante.ADMINISTRAÇAO PÚBLICA – 
1º SETOR 
:A administração pública é, o Setor do Estado Gerencial, que é a própria estruturaadministrativa que é, a Administração Direta e Administração Indireta. É trabalhadaespecificamente pelo Decreto-lei 200/67, em âmbito federal. O art.4º e art, 5º do Decreto-lei200/67, apresentam a estrutura deste 1º Setor, e os elementos que compõe a administraçãodireta e indireta.INICIATIVA PRIVADA, COM FINS LUCRATIVOS – 
2º SETOR 
:Esta mostra a evolução do Estado Gerencial. Esta vem sendo trabalhada em cursos, comdenominação “
Delegação de Serviço Público
”. Apesar de na ter atividade econômica, vemsendo abraçada pela via de destatização, sendo especificamente regulada pela art.175 daCRFB/88. Este é o setor que mais cresceu.Art. 175 da CRFB: “
 Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regimede concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos”.
 No 2º Setor, o Estado deixa de prestar serviços públicos, empurrando para a iniciativa privadaa prestação destes serviços públicos, que é feito em regra, por via de Licitação, através dacriação de concessionárias e permissionarias de serviço público (art.175 da CRFB), isto é, oEstado arruma parceiros para a realizar atividades, como por exemplo, no caso do Estado nãoter dinheiro para investir, abrindo-se assim, uma licitação, para que se forme uma parceriaque, possa fazer tal investimento, sendo que, este parceiro será a iniciativa privada, que fará oinvestimento, com o intuito de lucrar, ou seja, com o intuito de ganhar dinheiro. Mas o melhor é que, a iniciativa privada, cobra o que feito, não do Poder Público, mas sim do usuário, comose da no caso do Pedágio.Sendo assim, este é mais interessante ao Poder Público, que só terá a tarefa de controle da permissão ou concessão, ou seja, só terá a tarefa de gerenciar, atreves da Agência Reguladora,como é o caso da ANATEL.Obs: As Agências Reguladoras são Autarquias.A principal lei que Regula todo este 2º Setor é, a lei 8987/95, que tem como autor o ex-Presidente FHC.
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