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Resumo - Aristoteles Etica a Nicomaco

Resumo - Aristoteles Etica a Nicomaco

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ÉTICA À NICÔMACO:Livro 1
Toda arte e toda a investigação tende a um bem qualquer, fazendo com que todas as outras coisas tendamtambém a ele. Muitas são as ações das artes e ciências, assim como suas finalidades, que só são procuradas emfunção daquelas. Há um bem o qual todas as ciências buscam em comum e o conhecimento deste é de fundamentalimportância sobre nossas vidas, o objeto do nosso estudo será determina – lo em linhas gerais partindo da ciênciapolítica, pois esta define o que é certo, o que deve ser estudado e o que deve ser ensinado, visto que ela se utiliza sobreas demais ciências e legisla sobre elas, abrangendo portanto a finalidade das demais, que podem beneficiar indivíduosou toda a sociedade, sendo este último interesse mais divino e nobre.A ciência política admite uma flutuação nos seus conceitos de belo e justo, tornando - se existente quase quesomente por convenção. Flexibilidade de conceito semelhante existe referênte aos bens, pois ja houve quem perecessepor causa de sua riquesa ou coragem, por isso vamos nos contentar em encontrar a verdade de forma aproximada, enão absoluta. Definido vulgarmente, a busca das ciências políticas pode ser a felicidade, o bem viver, o ser rico ou ter saúde, para alguns pensadores este objeto seria um bem que, de tão grandioso, torna-se inacessível e por existir tãograndes divergências consideraremos os conceitos mais razoáveis.
Platão
questionava
“Estamos no caminho que parte dos primeiros principios ou estamos nos dirigindo a eles ?” 
e para entrar nesta discusão avisamos desde já que deve-se ter sido educado nos bons hábitos e ser ouvinte, como dizia
Hesiodo
Ótimo é aquele que de si mesmo conhece todas as coisas, bom o que escuta os conselhos dos homens judiciosos, mas o que por si não pensa, nem acolhe a sabedoria alheia, este é em verdade um homem inteiramenteinútil” 
Existem três modos de vida, o do homem inútil, o da vida política e o da vida contemplativa, podemos dizer quea razão da vida dos primeiros citados (ignorantes) é a felicidade e que a honra é o bem da vida política, pois muitos abuscam incessantemente, talves por quererem um reconhecimento de uma vida honesta, nos permitindo colocar então avirtude também como uma razão deste modo de vida, mas fica ainda o quadro incompleto. Veremos somente mais tardea vida comtemplativa. Quanto a vida na busca pelo dinheiro, ela é forçada, a riquesa é util mas não faz parte da nossabusca.Consideremos o bem universal, em uma visão diferente da de
Platão
, os bem estão divididos em duas classes,aqueles por si mesmos, buscados particularmente, e os que servem para proteger outros bens ou afastar seus opostos,mas os bens não são uma espécie de elemento comum que corresponda a uma idéia única, eles se mostram diferentesnas diversas ciências e artes, sendo o objetivo destas, pois é pela saúde do paciente que o médico busca a cura equando esta é alcançada se faz o bem procurado. Esta não correspondência única de idéias faz com que o bemuniversal seja inatigível, deixando de ser o objeto de nossa busca, assim como este conjunto de bens, pois procuramosaquele que é o absoluto dos absolutos, um bem buscado por ele mesmo e não por qualquer outra coisa, como afelicidade, pois a honra, o prazer, a razão, tudo é buscado ao fim dela, fazendo desta um bem absoluto, auto suficiente efinalidade de todas as ações. Concluido isso temos um esboço do que procuramos. A quem diga que o começo é maisque a metade do caminho pois é mais facil completar o que já esta começado que iniciar um trabalho.Os bens que se relacionam com a alma são as ações e atividades psíquicas, este são os bens no sentido maisverdadeiro da palavra, o homem feliz vive bem, age bem.Nos jogos olímpicos não são os homens mais fortes e belos que ganham mas os que competem, pois só nomeio destes surgirão os vencedores, assim sendo também as coisas nobres e boas da vida , que só são conquistadaspelos que agem corretamente. O homem bom não encontra conflitos dentro de si, mas sim paz entre seus interesses,que são nobres. O homem que não se compraz nas ações nobres não é bom pois quem consideraria justo um homemque não sente prazer em fazer o bem. Portanto a felicidade é a melhor, a mais nobre, a mais aprazível coisa do mundo,ela é nossa busca. Mas a felicidade não é facilmente alcançada sem outros bens (os meios no qual se chega a ela) poisdificilmente um homem que não tem amigos ou filhos, ou os tem e eles são perversos ou a morte levou os bons,alcançará a felicidade, que alcançada por acaso não é tão realizadora quanto aquela que foi intensamente procurada.O homem feliz é aquele que consideramos que foi feliz durante a vida e até nos momentos mais difíceis agiucom moral e nobreza. As atividades de cada um dá, ou não, nobreza e felicidade a vida, portanto, nesta visão umhomem de atitudes nobres nunca se tornará um homem infeliz por nunca ter tomado atitudes não nobres ou ignóbeisassim como também a felicidade ou os infortúnios dos amigos e decendentes deste homem antes e depois da morte nãosão capazes de tirar a felicidade de quem a tem ou da-la pra quem nunca a teve.Louvamos a felicidade? Louvamos aos deuses porque os comparamos conosco e vemos que eles são melhores,mas quando nos comparamos com a justiça e a felicidade sempre louvamos aquela, talves porque temos felicidade comalgo maior, assim como o prazer pois ambos não são louvados, nós os colocamos como algo que esta acima de nós.A felicidade é uma vitude e portanto para entender aquela devemos estudar esta. O político é o estudioso davirtude e para conhece-la como atividade da alma, deve estudar a alma, assim com um oftalmologista deve também ter um conhecimento geral de todo o corpo para entender o funcionamento dos olhos. As virtudes são as disposiçõeslouváveis do espírito, e elas são divididas em intelectuais (como a compreensão ou a sabedoria filosófica) ou morais(como a liberdade ou temperança), sendo por estas virtudes que consideramos os homens.
Livro 2
A virtude intelectual é adquirida com o tempo, ao passo que a virtude moral é adquirida pelo hábito, pois anatureza não nos dá virtudes, mas sim a capacidade de recebe-las e esta se aperfeiçoa pelo hábito, assim como asdemais coisas que nos vem por natureza, primeiro recebemos a potência e depois cumprimos a atividade, nos tornamos justos praticando a justiça, um exemplo de como isso acontece é o das cidades-estados, onde os legisladores tornam apopulação honesta imponto leis que dizem que se deve agir de uma maneira certa, da mesma forma transforma-se umacidade em um lugar ruim para se viver governando–a pelas regras más, assim como geramos a virtude a destruimos.Por toda esta importância é que devemos estudar os atos, pois eles constituem a vitude pelo hábito, quanto mais
 
enfrentamos nossos medos mais nos tornamos corajosos e quanto mais nos tornamos corajosos mais temos acapacidade de enfrentar nossos medos.O prazer e a dor estão ligados com a virtude dos atos, pois o homem que enfrentas seus medos e se alegra comisso é corajoso e o homem que o faz mas sente–se aborrecido ou sofre com isso é um covarde, fazemos as coisascertas por que nos dão prazer e deixamos de fazer as coisas erradas por nos trazer dor ou mesmo por não nos dar prazer, ou vice-versa, este é também o esquema usado no castigo, quando deixamos de fazer uma determinada coisapor que o castigo não nos faz feliz.As ações são ditas justas e temperadas quando são equivalentes às de um homem com estas qualidades, masisto não significa que aquele que as praticou tenha estas qualidades, mas que apenas as praticou deste modo, o que fazparte do caminho para chegar a ter tais virtudes, pois pela prática de atos justos se faz um homem justo e pela prática deatos temperantes se faz um homem temperante, e sem a prática de tais atos jamais se tornariam assim.Quanto à virtude, ela é uma disposição, pois não somos julgados por elas, mas sim consideram–nos por termosdisposição a uma determinada virtude. Ela é responsável a dar excelência aos nossos atos. O excesso e a faltadestroem as boas obras de arte, por isso o artista sempre deve buscar o meio termo, assim também é em relação àvirtude moral, onde as paixões e ações prescisam deste. Portanto a virtude é mediana, pois busca o meio termo, que érelativo, pois a cada situação tem–se um diferente, o que pra uma pode ser em excesso para outro pode ser falta, deve–se analisar o momento. As ações erradas, como o adultério, o roubo o assassinato, são sempre más, nelas não existenem falta nem excesso nem meio termo, sempre, em qualquer situação são desprezíveis. Alcançar o meio termo, assimcomo alcançar o centro de uma circunferência não é pra qualquer pessoa, mas para a que sabe agir em relação amedida, ocasião, motivo e maneira que convém, e por ser tão difícil chegar neste meio termo e tão facil se desviar deledevemos sempre nos distanciar de um extremo, caminhando em direção ao outro, nos aproximando da atitude mediana.Não censuramos o homem que se desvia um pouco demais ou de menos mas somente aquele que se desviaconsiderávelmente, pois este não passa desapercebido.
Livro 3
As virtudes, ações e paixões, são de natureza voluntária ou involuntária, e após esta distinção nosso julgamentosobre os atos devem mudar, pois as ações involuntárias são dignas de perdão e até compaixão, pois são realizadas por ignorância, sob compulsão ou até mesmo pressão, deixando bem claro a diferença entre “na ignorância” e “por ignorância”, pois um homem bêbado age na ignorância e não pro ser ignorante, o que o difere daquele que ageinvoluntáriamente é o peso na consiência, a intensão, e o que age voluntariamente tem plena consiência do que vaifazer, mesmo nos momenos de cólera, pois se considerássemos estes momentos como de inconciência nenhum dosanimais ou criançlas agiriam por vontade própria, e as ações irracionais das paixões são tão humanas quanto aracionalidade e portanto não podem ser consideradas involuntárias.Depois de definido voluntário e involuntário, vamos discutir sobre a escolha, pois os animais e crianças praticamatos voluntários mas não os escolhem, assim como o homem em cólera, fora deste momento nós sempre escolhemosnossas atitudes, e a escolha é aquilo elegido de prefência à outras coisas.Quanto ás deliberações, não deliberamos sobre os fins,mas sobre os meios, um médico não delibera se deve ounão curar um paciente, mas sim como deve faze–lo, assim, clamamos por ajuda, discutimos e pedimos a opinião deterceiros porque não confiamos na nossa capacidade de decidir. Os bens são aquilo sobre o que nos deliberamos eescolhemos, e os fins aquilo que cada um deseja.Cocluindo, depende de nós praticar atos nobres ou vís assim como depende de nós sermos virtuosos ouviciosos. Ninguém recrimina um cego de nascença ou aquele que o é por causa de um acidente ou doença mas simaquele que o é pela bebedeira, pois foi de forma consiênte que ele escolheu tal caminho, da mesma forma agimosquanto a ignorância ou maldade alheia. O homem é o pai de sua pópria vontade!Falemos um pouco de coragem, que, como ja definimos, é o meio termo entre o medo, que é a expectativa domal, e a temeridade, ou “tudo posso”. O que se deve temer? Alguns temem a desonrra, o que é louvavel, pois aquelesque não a temem tornam-se desavergonhados. A idéia é que algumas coisas devem ser temidas, e só o homem queenfrenta estes males é que realmente é corajoso, temos que ver ainda, que coragem é um adjetivo relativo, pois ocovarde para guerra pode ser corajoso enquanto negociante. Sem dúvia alguma, a morte é o maior dos medos e aqueleque a enfrenta em nome da honra é o mais corajoso e digno desta.“Coragem é nobre, portanto seu fim é nobre, pois cada coisa é definida por seu fim, assim conclui–se que é comuma finalidade nobre que um homem corajoso age e resiste conforme lhe apronta a coragem. Porém, morrer para fugir da pobreza, ao amor, ou a qualquer coisa dolorosa, não é próprio de um homem corajoso, mas sim de um covarde, poisé fraqueza fugir do que nos atormenta, e um homem desta espécie enfrenta a morte não por ela ser nobre, mas paraescapar de um mal.”A paixão é confundida com a coragem pois ela, mais do que qualquer coisa, leva o homem a enfrentar o perigo eàs vezes, cegado pela paixão o faz não por coragem, mas por impulso, pois a paixão só torna-se coragem quando lhe éacrecentado os motivos e a escolha e para os verdadeiramente corajosos, que agem pela honra, a paixão só lhes dámais força. Não são corajosos também os otimistas, que só lutam por estarem vencendo com freqüencia, ou osignorantes, pois estes assim que tomam o conhecimento da realidade fogem dela. È por enfrentarem o que é penosoque os homens são chamados de corajosos, pois a coragem envolve o que é penoso pois é mais difícil enfrentar openoso do que abster – se do agradável.Temperança é o meio termo das paixões e prazeres. Podemos fazer a distinção de prazeres do corpo e da alma(como a honra). A temperança se relaciona com os prazeres do corpo, mas não com todos pois não são chamados deintemperantes aqueles que vêem cores demais ou ouvem músicas demais. Além do homem, nenhum animal tem oprazer relacionado assim, pois o cheiro de lebre não deleita o cão, mas este se deleita em come–la, e o fato do cheiro dalebre dizer–lhe que esta está perto o faz ralacionar. A intenperança nos domina não como homens mais como animais.Os intenperantes excedem, não só no prazer, mas também no sofrimento, como o homem que sofre demasiadamentepor uma perda se torna inconveniente. A intemperança é uma disposição mais voluntária que a covardia, pois é motivada
 
pelo prazer e a outra pelo medo, evitação. O homem temperante deseja as coisas como se deve desejar e no momentoem que se deve faze–lo, como determina o principio racional.
Livro 4
A liberalidade é o meio termo entre o a prodigalidade e a avareza, o homem liberal é desprendido, na medidacerta, de seus bens materiais, o pródigo é aquele que esbanja dinheiro a ponto de disipar todos os seus bens, e oavarento é prezo à riqueza pelo amor. Coisas úteis podem ser bem ou mal usadas, e a riqueza é uma destas coisas, ohomem que sabe usar–la é o liberal, que é louvado mais por dar o dinheiro que tem do que por saber receber da fontecerta, ele também sabe o momento, a quantia e a pessoa certa a receber, todavia aquele que dá às pessoas que nãodeve, busca o dinheiro na fonte errada, tendo em vista o que não é nobre ou sofre ao dar, não pode ser consideradoliberal. O homem liberal não é chamado assim por ter muitas posses, mas pelo modo de agir, tendo disposição em dar.O pródigo, que peca pelo excesso, pode ser considerado melhor que o avarendo, pois este por dar exessivamente acabana pobreza e com ela tem grandes chances de se tornar liberal quando “criar juízo”, além disso, ao dar demasiadamenteacaba por ajudar outras pessoas, diferentemente do avarento que não ajuda nem a si mesmo. Porém os pródigos nãovisam a honra e na ansia de gastar não exigem pegar riqueza da fonte certa, o que os torna também semelhantes aosavarentos que não visam o nobre e são apegados demais a riqueza que vem da fonte errada, diferente dos migalheirosque não dão para que não necessitem um dia de pegar dinheiro da fonte errada e eles não invejam o bem alheio, comoo avarento. A avareza é incurável.A magnificência é semelhante ao liberalismo, pois consiste nos gasto astronômicos mas na dose certa, com oobjetivo certo, portanto todo homem magnificente é liberal, mas nem todo homem liberal é magnificente, depende daquantia. O homem magnificente não deve gastar demais em coisas erradas, ele sabe gastar certo as quantias grandesem nome da honra, com bom gosto, e assim como o gasto seu resultado também deve ser grandioso. O homemmagnificente deve gastar, porém, dentro de seu orçamento, pois o homem pobre que tenta se tornar magnificente semter, no entanto, o suficiente para isso é tolo. Os mesquinhos são aqueles que em tudo que fazem verificam e reverificamo quanto devem gastar e sempre acham que estão gastando demais, acabam estragando um belo banquete por economizar palitos de dente, mas eles não são ofensivos as outras pessoas e por isso não é repreensíveis.A magnanimidade se relaciona com honras grandiosas e com o homem que esta a altura destas, pois aqueleque é arrogante a ponto de pensar que é digno da honras das quais não é, é tolo e pretensioso, embora nem todos quepensem estar acima do que realmente estão podem ser chamados de pretencioso. As pessoas que se considerammenos merecedoras do que realmente são são indevidamente humildes. A magnanimidade é como o coroamento dasvirtudes, pois ela as torna maiores e não existe sem elas por isso é dificil ser verdadeiramente magnânimo sem possuir um caráter bom e nobre. Os humildes e pretenciosos não são considerados maus, pois não fazem mau a ninguém, sãoapenas equivocados.A honra também tem seu meio termo, não se deve deseja–la demasiadamente que se viva exclusivamente paraisso nem despreza–la ao ponto de torna–la irrelevante, o seu meio termo não tem uma definição própria, mas seusextremos agem sempre como se ele não existisse.A calma é o meio termo da cólera, ela tende ao excesso, que é indefinido, mas se assemelha como a pacatez. Ohomem que entra em cólera com as pessoa certas e nas horas certas são calmos (vingar-se é humano), aqueles queentram em cólera por qualquer motivo se tornam arrogantes e os pacatos demais, que não entram em cólera por nadadeste mundo, são tidos como tolos. Não é fácil dizer até quando se está no meio termo, mas aquele que quase chega aeste e o que passa um pouco, não merecem ser repreendidos, nem tampouco é possível definir o perfil daquelemerecedor de repreenção pois isto depende de cada situação.As pessoas que em sua vida social evitam demais magoar os outro e para isto concordam com tudo, sem jamaisse opor, para não desagradar outras são chamadas de obsequiosas, aduladoras, enquanto as que não estão nem aícom os sentimentos alheios e somente discordam, se opondo a tudo dito ou feito são consideradas grosseiras. Estasdisposições são censuráveis, assim como o seu meio termo louvável, mas este não tem um nome determinado, emborase assemelhe com a amizade, se difere dela por tratarmos estranhos e íntimos de maneiras diferentes, esta qualidade setrata de ser conveniente no concordar ou discordar.Falemos agora daqueles que buscam a verdade ou a falsidade tanto em atos e palavras quanto em suaspretenções. È considerado jactansioso o homem que se arroga em coisas que trazem glórias quando as não tem, oumais do que tem, o homem falsamente modesto tende ao contrario, a negar ou a minimizar o que possui e o homem queobserva o meio termo, não exagera nem subestima, é veraz quer em seu modo de viver quer em suas palavras,declarando o que efetivamente possui, nem mais nem menos. Cada uma destas formas de agir podem ser adotadascom ou sem um objetivo, mas cada um age segundo seu caráter, e o caráter do homem verdadeiro(veráz) é louvadoassim como o do homem falso (jactancioso) é repugnado. O homem veráz é assim com suas palavra e conduta, mesmoquando a honra não esta em jogo, evitando a falsidade, se compraz mais em atenuar a verdade do que em exagera–lapois os exageros são desagradáveis. O homem que diz ter mais do que possui sem ter objetivo algum com isso, ou emrazão de conseguir dinheiro é repugnante, sendo aquele que o faz com um objetivo honrrado, ainda que jactansioso nãoé merecedor de repreensão, pois não é a potencialidade que faz o jactancioso mas seu propósito. Os homem falsamentemodestos parecem mais simpáticos, mas por subestimarem seus atos e méritos negando possui-los, enquanto sãoóbveis são impostores e devem ser repreendidos.O lazer também faz parte da vida, como o falar e o ouvir, e o homem jocoso em excesso ou seja, aquele queprovoca riso sem levar em conta a conveniência do que diz, é considerado vulgar, enquanto aquele que não sabe ser engraçado e não suporta os que são, é rústico e grosseiro e aqueles que gracejam com medida são espirituosos.A vergonha é mais um sentimento que uma virtude, mas é tomada como medo da desonhra e por isso é umadisposição de caráter, ela é bem vista apenas nos jovens, pois estes vivem pela emoção, ela acaba servindo paramoldar seus caraters, já nas pessoas mais velhas, entretanto, a vergonha não é bem vista, pois um homem experientenão deve ter do que se envergonhar e caso tenha cometido um ato para tal, é uma pessoa má, pois nos envergonhamos

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