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Taekwon-Do, Arte e Vida
 
Academia Shaolin
Louveira
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sala 2
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telefone: (19) 3878 0871 ou (11) 9905 7750
BREVE RELATO DAHISTÓRIA DO TAEKWON-DOMUITO POUCO DIVULGADA
 Boosabum
 
Roberto Abdo
 
(1º. Dan)
 
23 de julho de 2011
 
BREVE RELATO DA HISTÓRIA DO TAEKWON-DO MUITO POUCODIVULGADA
 autor: Boosabum Roberto Abdo (1º.
 Dan Ch’ang Hon Ryu Taekwon
-Do)
Este trabalho foi baseado nos relatos divulgados através do livro “A KILLING ART – 
 THE UNTOLD HISTORY OF TAE KWON DO
, de Alex Gillis, que traz uma vastacoleção de notas, com o intuito de demonstrar crédito a sua obra. Aqui, deixarei debuscar tais referências, por entender que não é o caso.Devemos tentar entender essa história não por nossos princípios ou nossa realidade,porém buscar compreender o contexto, ou contextos, pelos quais ela se desenvolve.1
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O início e a invasão japonesa à Coréia.Choi Hong-hi nasceu no ano de 1918, em Yongwon, onde hoje é a Coréia do Norte,onde sua família haveria se estabelecido séculos antes, quando serviam os senhores dadinastia Choson na defesa de varias cidades naquela região.Seu pai, de formação confuciana, possuía uma próspera cervejaria que poderia terprovido a vida de sua família de forma confortável. Entretanto, quando Hong-hi contavacom sete anos de idade, seu pai se envolveu com uma
kisaeng
, que era a versão coreanada gueicha japonesa. Tal fato seria normal para sua realidade, a não ser pelo fato queele, traindo seus princípios, abandonou a esposa e levou seus filhos para viver com anova madrasta, causando assim a ruína da esposa oficial.Nessa época, com pouca idade, Hong-hi aprendeu a fumar, jogar e beber. Seu pai, porsua vez, entregou-se ao jogo e aos caprichos de sua mulher, que era viciada em ópio, oque o levou à falência e a voltar à primeira esposa.Para ajudar a manter sua família, o jovem Choi ajudava sua mãe cuidando de umapequena porção de terra, plantando vegetais, alimentando animais e produzindo tofu.Em 1938, com então vinte anos de idade, Hong-hi preparava-se para embarcar para oJapão a fim de completar sua educação formal que, após as virtudes filiais, era o maiorconjunto de valores para os coreanos. Sua mãe havia juntado sacrificadas economias eas lhe entregou na noite da véspera de sua viagem.Inadvertidamente e, também, contrariando seus princípios, naquela mesma noite ele saiupara jogar
 Hwatu
, um jogo coreano de cartas, com seus amigos e um certo lutador localchamado Haak Soon Hu, infinitamente maior e mais forte que Choi, que tinhaaproximadamente 1,55 m de altura e pesava uns parcos 45 quilos.O resultado da empreitada não foi favorável a Choi. O vencedor da noite era o enormelutador que, a certa altura, reivindicou o dinheiro que lhe era devido. Hong-hi nãoqueria, contudo, perder o fruto do árduo trabalho de sua mãe. Não seria possível
 
enfrentar seu adversário. Sem talvez raciocinar direito, apanhou um vidro de tinta emema escrivaninha próxima e o arremessou na testa do lutador. Apanhou o dinheiro deseu oponente e fugiu.No dia segu
inte seguia para Kyoto no Japão, com seu nome japonês “Yuseki
Nishiyama
, como obrigava o disposto nas regras impostas pelo país que subjugava aCoréia.Lá era comum a discriminação contra os coreanos. Casos de
bulling
como dizemos hojeeram freqüentes. Observando uma aula de Karate Shotokan, sentiu o poder dessa artemarcial, a qual começou a praticar com afinco.Nos quatro anos que permaneceu no Japão, Choi completou seus estudos de segundograu e já havia conquistado o 2º DAN em Karate.No ano de 1943, Choi foi forçado a ingressar no exército japonês. Tentou de diversasmaneiras escapar dessa obrigação. Muitos coreanos gostavam de lutar ao lado dos japoneses. Ele, porém, servindo na 30ª divisão em Pyongyang, era um rebelde. Juntou-se a um plano para escapar de sua unidade e juntar-se, com outros 29 companheiros, ao
líder rebelde Kim Il Sung. Esse plano ficou conhecido como “O Incidente
dePyongyang. Um soldado coreano os traiu e Choi e seus companheiros acabaram presosem 1944.Na prisão, fingindo estar arrependido, foi-lhe permitido praticar Karate, o que o ajudoua manter sua sanidade mental, além de impressionar os guardas, que lhe pediram quelhes ensinasse, enquanto ele aguardava sua provável sentença de morte no julgamentovindouro. Contra suas expectativas, foi sentenciado a sete anos na prisão de Pyongyang,cuja guarda continha coreanos. Parecia, portanto, que seria uma melhora de condiçõespara ele.O que ele encontrou lá foi totalmente contra suas esperanças. Em sua cela havia trêsprisioneiros. Deformados, com pus saindo de suas feridas, sarnentos. Havia sujeira portoda parte. Os lençóis e colchões ensebados com pus dos prisioneiros. Para ele, porém,o mais horripilante era o fato de os guardas coreanos serem colaboradores japoneses,serem por vezes mais cruéis com seu povo do que os invasores.Com o fim da guerra, outros fatos atormentaram Hong-hi. Após o jugo japonês, agora aCoréia estava sob a mercê da União Soviética e dos EUA. Arbitrária, e simplesmente, oterritório de seu país seria dividido pelo paralelo 38. Do dia para a noite sua cidade natalse tornara comunista. Em 1945, Choi se dirigiu a Seul, onde ingressou na AcademiaMilitar Coreana. Em um ano liderava a guarda local, continuando a ensinar Karate. Em1946 ele se perguntou por que ensinava aos soldados coreanos uma arte marcial japonesa, quando ele quase fora morto pelos japoneses. Naquele ano ele criaria sua
 primeira técnica, variação do Karate, um “bloqueio baixo”.
 Dentro de poucos anos, irromperia a Guerra da Coréia. Em 1952, Choi já era umGeneral de duas estrelas. Tinha como ambição ter certeza que seus soldados praticavamartes marciais, com o intuito de fortalecê-los. Contudo, suas obrigações de generaltomavam seu tempo. Ele necessitava de um instrutor para seus comandados. Esseinstrutor seria Nam Tae-hi, praticante de Tang Soo Do, Karate

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