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Morfologia do Conto Maravilhoso – Vladimir I. Propp
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Título: Morfologia do Conto MaravilhosoAutor: Vladimir I. ProppEditora: CopyMarket.com, 2001
Resumo
Vladimir I. Propp
O livro do folclorista russo V. I. Propp,
Morfologia do Conto Maravilhoso,
teve um destino bem estranho. Publicadoem 1928, suscitou alguma repercussão nos meios especializados soviéticos, mas pouco depois saía praticamentede circulação, devido ao combate ao assim chamado Formalismo Russo, entre cujos representantes Propp erasempre incluído. No Ocidente, o livro não chegou a ser muito conhecido, embora alguns estudiosos sereferissem a ele. Roman Jakobson, por exemplo, nunca deixou de salientar a importância dos estudosproppianos.No entanto, houve uma reviravolta completa em 1958, quando saiu uma tradução inglesa do livro. Passou-se,então, a perceber claramente que o estudo de Propp, embora concentrado num
corpus
de cem contos de magiarussos e sem nenhuma pretensão explícita de extrapolar essas conclusões para outros gêneros, dava explicaçãocabal a um fato que perturbava os folcloristas: a ocorrência dos mesmos esquemas narrativos em povos quedificilmente poderiam ter mantido contato entre si.Na década de 1960, o estudo de Propp esteve no centro de preocupação de toda uma corrente de estudiosos danarrativa, que procuraram descobrir normas gerais a partir dele. O livro tornou-se para muitos quase uma cartilhae suscitou polêmicas violentas, às quais o autor assistiu de longe, certamente surpreendido com este ressuscitarestranho de sua obra.Criticado por Lévi-Strauss como um "formalista" que teria pressupostos teóricos diferentes daqueles quesubjazem às abordagens estruturais, Propp reagiu com um artigo em que expunha a sua perplexidade. Nopresente volume, estão incluídos o estudo de Propp, o artigo de Lévi-Strauss, a resposta do folclorista russo e umtrabalho do etnólogo soviético E. M. Meletínski, no qual se analisa a importância da contribuição proppiana.Evidentemente, a relevância do trabalho de Propp transcende, e de muito, as polêmicas de momento, que foramtão freqüentes nos anos de 1960. Ele requer um estudo permanente e abre caminhos novos, quer para ainvestigação dos contos populares, quer para a reflexão sobre a narrativa em geral. Ademais, esse estudo tem dese valer de elementos recentes, pois muitos materiais sobre o assunto só foram divulgados nos últimos anos.Assim, o texto da resposta de Propp a Lévi-Strauss apareceu em tradução italiana em 1966, acompanhando umaedição da
Morfologia,
mas o original russo, utilizado para o presente volume, foi publicado somente em 1976,numa coletânea póstuma de trabalhos de Propp.Passada a turbulência dos anos de 1960, quando ocorreu a assimilação maciça da
Morfologia
no Ocidente, suapresença torna-se cada vez mais importante para o desenvolvimento de estudos sem conta.Capa:
Juarez Quirino da Silva
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