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Introdução ao Budismo

Introdução ao Budismo

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Introdução ao Budismo compilada de várias fontes.
Introdução ao Budismo compilada de várias fontes.

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Categories:Types, Research, History
Published by: João Gabriel Varela Madureira on Oct 11, 2011
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1
Introdução ao Budismo
1.Índice
1.Índice 1
 
2. Aviso 2
 
3.1 Budismo 2
 3.2 Contexto Histórico: Reacção contra o formalismo excessivo do Brâmanismo 33.3 Vida do Buda 33.4 Duas correntes principais na actualidade – Theravada e Mah
ā
y
ā
na 43.5 Tripla jóia 4
4. Quatro Nobres Verdades 5
 4.1 A Primeira Nobre Verdade – Sofrimento – Dukkha 54.2 A Segunda Nobre Verdade – A aparição do sofrimento – Samudaya 54.3 A Terceira Nobre Verdade – A cessação do sofrimento – Nirodha 54.4 A Quarta Nobre Verdade – O caminho – Magga 64.5 Três Práticas 6
5 Natureza do mundo e dos seres 6
 5.1 Tudo está em permanente mudança 75.2 Anatt
ā
ou doutrina da não-alma 75.3
Śū
nyat
ā
ou vazio 75.4 Objectos Compostos 75.5 Três marcas da existência 75.6 Cinco skandhas ou agregados que compõem os seres 75.7 Quatro alimentos 85.8 Seis órgãos sensoriais 85.9 Karma 85.11 Sa
s
ā
ra 95.12 Seis Reinos Samsáricos e um modelo psicopatológico por eles formado. 95.13 Natureza do Buda 105.14 Terra Pura ou Campo Búdico 105.15 Frutos Kármicos 105.16 Descrição da realidade como fractal 105.17 Pensamento e pensador 115.18 Ego 115.19 Duas formas de verdade 115.20 Três níveis de verdade 115.21 Identidade universal - Tath
ā
t
ā
115.22 Meios hábeis (Up
ā
ya) 125.23 Zen 125.24 K
ō
ans 12
6. Ética (s
 ī 
la) 13
 6.1 Cinco Virtudes ou Pañca-S
 ī 
lani 136.2 Compromisso com a verdade 136.3 Formar as suas próprias opiniões 136.4 Não aceitar uma verdade única – parábola da jangada 13
 
26.5 Especulações metafísicas inúteis 146.6 Confianças 146.7 Natureza igualitária da condição humana 156.8 Mett
ā
ou compaixão 156.9 Ahi
s
ā
ou não-violência 156.10 Três Aflições ou Kle
śā
s 156.11 Cinco impedimentos (Pañca N
 ī 
vara
ā
ni) 156.12 Sete factores de Iluminação (Satta Bojjha
g
ā
) 166.13 Dez deveres do Rei 16
7. Meditação ou
bh 
ā
van 
ā
17
 7.1 Sam
ā
dhi 177.2 Vipassan
ā
177.3
Ā
n
ā
p
ā
nasati 177.4 Tonglen 187.5 Oito Libertações 18
8.
Bh 
ū
mis 
e
ā
ramit 
ā
18
 8.1 Dez bh
ū
mis ou estádios do boddhisattva 188.2 Dez aperfeiçoamentos ou p
ā
ramit
ā
s 198.3 Prajñ
ā
p
ā
ramit
ā
ou aperfeiçoamento do conhecimento 19
9.Guia de pronúncia 20
 
10.Bibliografia 22
 
11.Índice Remissivo 23
 
2. Aviso
Como em qualquer religião antiga, há elementos filosóficos e folclóricos misturados nasnarrativas budistas. É difícil separar estes dois elementos, mas tentou-se dar maiorpreponderância ao
ensemble 
da filosofia budista, retirando conceitos igualmente de fontes
Theravada 
e
Mah 
ā
ā
na 
.
3.1 Budismo
do sânscrito “
Buddh 
” significando “desperto, iluminado, pensador”.O Budismo é hoje praticado por cerca de 500 milhões de pessoas. É uma religião ou umsistema filosófico que busca, acima de tudo, a verdade tal como ela é, através da destruiçãode várias ilusões nefastas, e o desenvolvimento do potencial de sabedoria, independência,desprendimento, liberdade e compaixão existente dentro de cada ser, através doreconhecimento de que a realidade não tem propósito intrínseco e de que somos portanto,na nossa capacidade de agentes, os maiores responsáveis pela nossa própria libertação.Penso que se pode dar a metáfora do budista como um computador que se programa a sipróprio, tendo como objectivo aperfeiçoar o seu conhecimento e pôr-se ao serviço de todosos seres. Os textos e termos budistas derivam das línguas sânscrito, p
ā
i, e das línguasvernaculares dos países budistas, principalmente
Mah 
ā
ā
na 
. Deu-se preferência nestetrabalho aos termos sânscritos nos conceitos mais ligados ao
Mah 
ā
ā
na 
, e ao p
ā
i nosensinamentos mais ligados ao
Theravada 
.
 
3
Os Ocidentais muitas vezes consideram o Budismo como uma doutrina nihilista, afirmaçãode que os Orientais geralmente se ressentem, mas que talvez tenha a sua verdade, veja-seas doutrinas de
anatt 
ā
e
śū 
nyat 
ā
, ou então consideram-na como uma doutrina pessimista,pela sua tónica no sofrimento inerente à condição dos seres vivos. Pelo contrário, a alegria éum dos sete factores de iluminação que devem ser cultivados. Os budistas afirmam que obudismo, na sua natureza, não é nem optimista nem pessimista, mas sim realista.
3.2 Contexto Histórico: Reacção contra o formalismo excessivo do Brâmanismo
As raízes do Budismo encontram-se no pensamento religioso da antiga Índia durante asegunda metade do primeiro milénio antes de Cristo. Nessa altura desenvolveu-se umareacção contra o Brâmanismo Védico. Formaram-se numerosos grupos ascéticos, cujosmembros eram conhecidos como
 
ś
rama 
as 
, que quebraram a tradição brâmanica erejeitavam a autoridade dos Vedas.As suas principais críticas eram:1. O formalismo excessivo dos brâmanes, que punham importância suprema na correctapronunciação de fórmulas religiosas e mágicas contidas nos Vedas.2. O rígido sistema de castas, e o desprezo das castas mais altas pelas castas maisbaixas.3. O sacrifício de animais e por vezes de humanos nos ritos religiosos.Foi neste contexto que surgiram, mais ou menos ao mesmo tempo, as doutrinas do Budismoe do Jainismo (diz-se que Buda e Mah
ā
v
 ī 
ra chegaram a encontrar-se). Mais tarde, oHinduísmo viria a conhecer uma renascença, passando a incorporar muitos conceitosprovenientes destes dois movimentos heréticos.Também nesta altura e no contexto dos
ś
rama 
as 
que se escreveram os Upani
ads, queviriam a ser adicionados aos Vedas.
3.3 Vida do Buda
1. Tradicionalmente, aponta-se o período da sua vida como estando compreendido entre563 e 483 antes de Cristo.2. Nasceu em Lumbin
 ī 
no que hoje é o Nepal.3. Os seus pais eram
Ś
uddhodana, líder do clã
Śā
kya, e rei de Kapilavastu, e a suamulher M
ā
y
ā
dev
 ī 
.4. Chamaram-lhe Siddh
ā
rtha (“o que alcança o seu objectivo”) enquanto que o nome dafamília era Gautama. Ficou conhecido como
Śā
kyamuni (“o sábio dos
Śā
kyas”).5. Ao nascer, o sábio Asita previu que ele seria um grande sábio ou um grande rei.6. O pai tentou protegê-lo do conhecimento do sofrimento e da morte.7. Aos 16 anos, casa-se com Yasodhar
ā
e tem o filho R
ā
hula.8. Aos 29 anos, sai do palácio para conhecer os seus futuros súbditos, e vê um cadáverà beira da estrada. Conta-se que o seu cocheiro Chandaka lhe contou pela primeiravez que os seres tinham doenças e morriam, o que o impressionou bastante, e o fazdecidir abandonar o palácio do seu pai e procurar a libertação do sofrimento atravésde práticas ascéticas com vários mestres.9. Tendo apreendido a doutrina de cada um dos mestres, e não ficando satisfeito,

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