Read without ads and support Scribd by becoming a Scribd Premium Reader.
 
Você recebeu o seguinte material:
Um
Caderno de Prova
contendo 50 (cinqüenta) questões objetivas, cada uma apresentando 4 (quatro) alternativas:A, B, C e D
.
As questões estão assim distribuídas:
– 01 a 10: Português – 11 a 20: Legislação – 21 a 30: Noções de Informática – 31 a 50: Conhecimentos Específicos 
Um
Cartão de Respostas.INSTRUÇÕES1.
Após a ordem para o início da prova, confira o material recebido, verificando se a seqüência da numeração dasquestões e a paginação estão corretas. Se houver irregularidades, comunique a um dos fiscais.
2.
Verifique no
Cartão de Respostas
se seu nome e número de inscrição estão corretos.
3.
O
Caderno de Prova
poderá ser utilizado para anotações, mas somente as respostas assinaladas no
Cartão deRespostas
serão objeto de correção.
4.
Leia atentamente cada questão e marque no
Cartão de Respostas
a alternativa que mais adequadamente respondea cada uma das questões. A maneira correta de marcação é cobrir, fortemente, com
caneta esferográfica azul
ou
preta
,o espaço correspondente à letra a ser assinalada, conforme modelo abaixo.
5.
O
Cartão de Respostas
não poderá ser dobrado, amassado, rasurado, manchado ou conter qualquer registro fora doslocais destinados às respostas.
E, também, não será permitido o uso de borracha ou corretivo de qualquer espécie.6.
Formas diferentes de marcação, farão com que o
Cartão de Respostas
seja rejeitado pelo processo de correçãoeletrônica.
7.
Não serão registradas também as questões em que houver:
– falta de nitidez na marcação; – marcação de mais de uma alternativa.
8.
Mesmo que você termine antes, só poderá sair da sala
60 (sessenta) minutos
após o começo da prova.
9.
O candidato terá permissão para levar o seu
Caderno de Questões
somente depois de decorridas
2 (duas) horas
após o início da prova.
Após o término da prova, entregue ao fiscal o CARTÃO DE RESPOSTAS (devidamente assinado). O Candidato que nãoo devolver será eliminado do Concurso.BOA PROVA!
www.fesp.rj.gov.brconcurso@fesp.rj.gov.br
CONCURSO PÚBLICO
CÂMARA MUNICIPALDE VOLTA REDONDA
VEL MÉDIO
AGENTELEGISLATIVO I
Data da Prova: 04/06/2006 Turno: Tarde Duração: 3h 
 
C
ONCURSO
P
ÚBLICO
 
PARA
P
ROVIMENTO
 
DE
C
ARGOS
 
DO
Q
UADRO
P
ERMANENTE
 
DA
C
ÂMARA
M
UNICIPAL
 
DE
V
OLTA
R
EDONDA
C
ADERNO
 
DE
P
ROVAS
2
R
EALIZAÇÃO
N
ÍVEL
M
ÉDIO
A
GENTE
L
EGISLATIVO
I (P
ORTUGUÊS
)
A
GENTE
L
EGISLATIVO
I (P
ORTUGUÊS
)
L
EIA
 
O
 
TEXTO
 
ABAIXO
 
E
 
RESPONDA
 
ÀS
 
QUESTÕES
 
DE
 
N
º 01
A
10.
A DEPENDENTE
Indo ao banco receber seus proventos de aposentadoria (por que proventos, se provento é lucro, e que lucro hána magra aposentadoria?), recebeu, com o contracheque, esta convocação do Subsetor de Pagamento de Pessoal,do Serviço de Atividades Auxiliares, da Delegacia Regional do Ministério, no ex-Estado da Guanabara – DR 3.
Solicito seu comparecimento urgente na Delegacia Regional DR-3, no horário de11h às 16h30m, com a finalidade de receber formulário para devolução no prazo de30 dias, que implicará na suspensão de pagamento de proventos, conforme ofíciocircular 001/ 75, da Secretaria de Apoio Administrativo, deste Ministério.
Homem prudente, leu, matutou, decidiu. – Eu é que lá não vou, e o Subsetor fez bem em me prevenir. Pois se a devolução do formulário implica emsuspensão de pagamento, pra que iria eu devolvê-lo? E se não vou devolvê-lo, pra que iria apanhá-lo? Além domais, me causa implicância essa regência de “implicar em”.Depois, chegando em casa, tornou a ler o aviso e entendeu-o pelo avesso, que devia ser o certo: a nãodevolução do formulário é que implicará suspensão de pagamento dos proventos. Não estava claro, mas o escuroé aquele túnel que a gente tem de atravessar para atingir a claridade.Foi à Delegacia Regional. Lá recebeu o formulário, que consistia em requerimento a outra Delegacia, a dePolícia. Tratava-se de provar que seus dependentes estão vivos e dependem, para subsistir, dos recursos econômicosfornecidos por ele, aposentado.O formulário previa tudo, inclusive declaração de duas testemunhas identificadas por suas profissões eresidências, abono do requerente. “Declaramos, sob as penas da lei, que conhecemos o requerente e seusdependentes, sendo verdadeiros os fatos acima alegados”. De posse desses dados, o Delegado de Políciacomunicaria ao Delegado Regional do Ministério que tudo era verdade, e para isto o formulário minutava ostermos da comunicação.Por que tanto interesse em saber de seus dependentes, aliás um só, a esposa?Dar-se-ia o caso (hipótese inefável) de estar o Ministério empenhado em corrigir a injustiça social que pesa noBrasil sobre a condição uxória, posta sob a dependência do marido? Pretendia dar-lhe pensão gorda, que alibertasse do jugo desse tirano medieval, o esposo brasileiro? Assim avança o feminismo no mundo, e devemosbater-lhe palmas.Correu a dois cidadãos probos e pediu-lhes que atestassem a verdade da situação presente. Atestaram. Emseguida, mandou-se para o Distrito Policial do bairro, onde o relações-públicas de plantão lhe cortou as asas. – Nada feito, meu amigo. O Dr. Delegado não pode atestar que uma pessoa vive na dependência econômicade outra. Como é que ele vai saber? Pode atestar apenas que ela está viva, se o senhor trouxer declaração dosíndico do edifício. Caso o senhor more em edifício, é lógico. – Mas a Delegacia do Ministério... – A Delegacia do Ministério não pode ditar os termos de um atestado policial, entende? – Saiu meio circunscisfláutico, mas o síndico, aliás uma síndica gentil, não teve dúvida em atestar que DonaFulana, etc. só vive mesmo porque o marido lhe paga as contas...Jogado fora o formulário impróprio, e devidamente sacramentado o novo documento, voltou à Delegacia ministerialcom uma declaração perfeita, garantida por três assinaturas irretorquíveis: a sua, a da síndica gentil e a doDelegado de Polícia. – Tudo legal, agora? – É, vamos examinar – respondeu o funcionário. – Se estiver legal, não só o senhor não perderá os seusproventos, como também não cortaremos o salário- família de 40 cruzeiros mensais por um dependente, que osenhor vinha recebendo em confiança.(Carlos Drummond de Andrade, Os dias lindos)
510152025303540
 
3
C
ADERNO
 
DE
P
ROVAS
R
EALIZAÇÃO
N
ÍVEL
M
ÉDIO
A
GENTE
L
EGISLATIVO
I (P
ORTUGUÊS
)
C
ONCURSO
P
ÚBLICO
 
PARA
P
ROVIMENTO
 
DE
C
ARGOS
 
DO
Q
UADRO
P
ERMANENTE
 
DA
C
ÂMARA
M
UNICIPAL
 
DE
V
OLTA
R
EDONDA
Q
UESTÃO
1
Do texto da convocação consta “.
..no horário de11h às 16h30m
(L.4/5) – segundo a norma culta, anotação do horário deveria ser:A) no horário de 11 às 16:30mB) no horário das 11h às 16h30minC) no horário das 11 às 16h30mD) no horário de 11h às 16h30m
Q
UESTÃO
02
Considerando as qualidades imprescindíveis à produçãotextual, a redação da convocação apresenta transgressãosobretudo quanto à:A) coesãoB) ortografiaC) concisãoD) clareza
Q
UESTÃO
03
Apresenta valor expletivo a expressão sublinhada em:A) “...e que lucro há na magra aposentadoria?” (L.1/2)B) “Eu é que lá não vou.” (L.9)C) “Além do mais, me causa implicância...” (L.10/11)D) “...que a gente tem de atravessar...” (L.14)
Q
UESTÃO
04
A linguagem figurada foi utilizada no segmento:A) “o escuro é aquele túnel que a gente tem deatravessar...” (L.13/14)B) “Homem prudente, leu, matutou, decidiu.”(L.8)C) “Foi à Delegacia Regional. Lá recebeu o formulário...”(L.15)D) “ Por que tanto interesse em saber de seusdependentes...” (L.23)
Q
UESTÃO
05
A linguagem coloquial
não
está presente no segmento:A) “Além do mais, me causa implicância...” (L.10/11)B) “Tudo legal, agora?” (L.40)C) “...se não vou devolvê-lo, pra que iria apanhá-lo?...” (L.10)D) “Em seguida, mandou-se para...” (L.28/29)
Q
UESTÃO
06
No texto, constitui exemplo de coesão catafórica autilização da expressão:A) “Indo ao banco...” (L.1)B) “magra aposentadoria” (L.2)C) “com o contracheque” (L.2)D) “esta convocação” (L.2)
Q
UESTÃO
07
Depreende-se a utilização do recurso da ironia nosegmento:A) “Indo ao banco receber seus proventos de aposentadoria(por que proventos, se provento é lucro, e que lucro há namagra aposentadoria?)” (L.1/2)B) “Pretendia dar-lhe pensão gorda, que a libertasse do jugo desse tirano medieval, o esposo brasileiro?” (L.25/26)C) “– Nada feito, meu amigo. O Dr. Delegado não podeatestar que uma pessoa vive na dependência econômicade outra.” (L.30/31)D) “– A Delegacia do Ministério não pode ditar os termosde um atestado policial, entende?” (L.34)
Q
UESTÃO
08
Em “ ...e devemos bater-lhe palmas.” (L.26/27), o pronometem como referente:A) tirano medievalB) esposo brasileiroC) feminismoD) o mundo
Q
UESTÃO
09
Na expressão “hipótese inefável” (L.24), de acordo com ocontexto, o adjetivo significa:A) ininteligívelB) improvávelC) infalívelD) indizível
Q
UESTÃO
10
Apresenta transgressão à norma culta quanto à regênciao segmento:A) “...comparecimento urgente na Delegacia Regional...” (L4)B) “...é que implicará suspensão de pagamento...” (L.13)C) “Correu a dois cidadãos probos...” (L.28)D) “...e devemos bater-lhe palmas.” (L.26/27)
Search History:
Searching...
Result 00 of 00
00 results for result for
  • p.
  • More From This User

    Notes
    Load more