LITERATURA DE CORDEL.
A MORTE DE PATATIVA DO ASSARÉ
***Patativa do Assaré"Setembro passou/Outubro e novembro/Já estamos emdezembro/Meu Deus, que é de nós?", perguntava o poeta popular.
São versos de A triste partida , toada pungente cuja gravaçãodeixou o grande Luiz Gonzaga mais famoso do que já era. Seuautor, Antônio Gonçalves da Silva, conhecido e amado em todoo sertão do Cariri como Patativa do Assaré.Patativa bateu asas, que nem a Asa branca, o Sabiá e a Zabelê, eganhou as alturas.Deve estar animando forró de pé-de-serra no céu, com ZéDantas, Humberto Teixeira, Gonzagão, Jackson do Pandeiro eJoão do Vale.Viveu 93 anos, forte feito a Acauã, bonito que nem o AssumPreto,falante que só Zé Pretinho e cantante que nem Cego Aderaldo.Era do cordel e do repente; com ele morre boa fatia da culturanordestina (tá com o senhor agora, seu Ariano Suassuna).Estudo? "Quem sabe que nada sabe é quem possui maisestudo/Eu amo a Deuse ao mundo, me iludo e me desiludo/Pra não haver contratempo,vamos dar tempo ao tempo/Que o tempo resolve tudo".Freqüentou a escola durante seis meses e aprendeu tudo o queprecisava. O que não precisava, também.Vendeu uma cabra por 16 mil réis e comprou uma viola. Foi ser
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