42(LÉVY, 1999). Indiretamente, o desenvolvimento das redes digitais interativas favorece outrosmovimentos de virtualização que não o da informação propriamente dita. Assim, a comunicaçãocontinua, com o digital, um movimento de virtualização iniciado há muito tempo pelas técnicasmais antigas, como a escrita, a gravação de som e imagem, o rádio, a televisão e o telefone(LÉVY, 1999).A Cibercultura é a terceira etapa da evolução que mantém a universalidade ao mesmo tempo emque dissolve a totalidade (LÉVY, 1999). Por fim Lévy (1999, p. 248) ressalta que a Ciberculturainventa outra forma de fazer advir à presença virtual do humano frente a si mesmo que não pelaimposição da unidade de sentido.
2.5. CONCEITOS DE WEB 2.0
A
Web 2.0
(termo que faz um trocadilho com o tipo de notação em informática que indica aversão de um software) é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por potencializaras formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar osespaços para a interação entre os participantes do processo. O termo Web 2.0, da autoria de Tim
O‘Reilly (2005), surgiu numa sessão de brainstorming no medialive international em outubro de2004. O‘Reilly observava um momento crucial na evo
lução da Internet que causava a enormepopularidade de uma nova geração de páginas web como por exemplo MySpace, YouTube,Blogger e Flickr (DE CLERCQ
, 2009). O‘Reilly fez as seguintes considerações:
A Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento dasregras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante édesenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhoresquanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligê
ncia coletiva (O‘R
EILLY,2005).
Os organizadores desta conferência ―Web 2.0‖ constatavam que as novas páginas populares já
não eram páginas web de armazenagem de informação, mas sim
serviços web
gratuitos quepermitiam a eles e aos internautas participar na publicação em rede de maneira muito simples(DE CLERCQ, 2009). Gillmor (2004) afirma que as aplicações com plataforma na Web
promovem a participação do cidadão que têm ―algo para dizer‖ e isto permite uma segunda
leitura das coisas, retirando dos
mass media
seu histórico privilégio de decidir a primeira versãoda história.