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Texto extraído da Dissertação:
Uso das tecnologias no ensino das ciências:
 
a web 2.0 como ferramenta de aprendizagem
.
Bruno Silva Leite
quimicadobruno@gmail.com*Texto extraído da Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ensino deCiências (PPGEC), da Universidade Federal Rural de Pernambuco, como parte dos requisitospara a obtenção do título de Mestre em Ensino das Ciências.*(Páginas 41 - 95)
Ficha catalográficaL533u Leite, Bruno SilvaUso das tecnologias para o ensino das ciências: a web 2.0como ferramenta de aprendizagem / Bruno Silva Leite
 –
2011.286 f. : il.Orientador: Marcelo Brito Carneiro LeãoDissertação (Mestrado em Ensino das Ciências)
 –
 Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamentode Educação, Recife, 2011.Inclui referências e apêndice.1. Web 2.0 2. Teoria da flexibilidade cognitiva 3. Ensinode ciências 4. Ensino e aprendizagem 2.0 I. Leão, MarceloBrito Carneiro, orientador II. TítuloCDD 371.33
 
42(LÉVY, 1999). Indiretamente, o desenvolvimento das redes digitais interativas favorece outrosmovimentos de virtualização que não o da informação propriamente dita. Assim, a comunicaçãocontinua, com o digital, um movimento de virtualização iniciado há muito tempo pelas técnicasmais antigas, como a escrita, a gravação de som e imagem, o rádio, a televisão e o telefone(LÉVY, 1999).A Cibercultura é a terceira etapa da evolução que mantém a universalidade ao mesmo tempo emque dissolve a totalidade (LÉVY, 1999). Por fim Lévy (1999, p. 248) ressalta que a Ciberculturainventa outra forma de fazer advir à presença virtual do humano frente a si mesmo que não pelaimposição da unidade de sentido.
2.5. CONCEITOS DE WEB 2.0
A
Web 2.0
(termo que faz um trocadilho com o tipo de notação em informática que indica aversão de um software) é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por potencializaras formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar osespaços para a interação entre os participantes do processo. O termo Web 2.0, da autoria de Tim
O‘Reilly (2005), surgiu numa sessão de brainstorming no medialive international em outubro de2004. O‘Reilly observava um momento crucial na evo
lução da Internet que causava a enormepopularidade de uma nova geração de páginas web como por exemplo MySpace, YouTube,Blogger e Flickr (DE CLERCQ
, 2009). O‘Reilly fez as seguintes considerações:
 
A Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento dasregras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante édesenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhoresquanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligê
ncia coletiva (O‘R 
EILLY,2005).
Os organizadores desta conferência ―Web 2.0‖ constatavam que as novas páginas populares já
não eram páginas web de armazenagem de informação, mas sim
serviços web
gratuitos quepermitiam a eles e aos internautas participar na publicação em rede de maneira muito simples(DE CLERCQ, 2009). Gillmor (2004) afirma que as aplicações com plataforma na Web
 promovem a participação do cidadão que têm ―algo para dizer‖ e isto permite uma segunda
leitura das coisas, retirando dos
mass media
seu histórico privilégio de decidir a primeira versãoda história.
 
43A
Web 2.0
refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas, mas também a umdeterminado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e aprocessos de comunicação mediados pelo computador. De acordo com Primo, (2006, p.2), a
Web2.0
tem repercussões sociais importantes, que potencializam processos de trabalho coletivo, detroca afetiva, de produção e veiculação de informações, na (re)construção do conhecimentoapoiada pelos recursos tecnológicos. Um dos princípios fundamentais que abarca a
Web 2.0
étrabalhar a própria
web
como uma plataforma, isto é, viabilizando funções
on-line
que antes sópoderiam ser conduzidas por programas instalados em um computador.A Web 2.0 é um termo usado para designar uma segunda geração de comunidades e serviçosbaseados na plataforma Web. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para aWeb, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança naforma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores. A regra mais importante édesenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto maissão usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (BEHAR, 2009). Uma definiçãoclara e compacta da Web 2.0 resulta ser bastante difícil. Não somente porque há uma falta deconsenso ao redor da relevância e pertinência do termo, mas também porque se usa a palavra
―web 2.0‖ para indicar uma das
mudanças que sucedem simultaneamente o âmbito tecnológico,social e empresarial (DE CLERCQ, 2009).Muita polêmica envolve a relevância da terminação Web 2.0 que se situa no uso de um termo quefaz pensar em uma revolução
tecnológica
, já que ―2.0‖ parece in
dicar uma nova
―versão‖ da
internet mesma (DE CLERCQ, 2009). Para De Clercq
(2009) Tim O‘Reillly observou uma
mudança tecnológica suficientemente importante para falar de uma mudança de um novoparadigma: o uso da Internet como plataforma.Trata-se do uso do navegador como ambiente para as aplicações
webtop
(ao contrário dasaplicações
desktop
), aplicações que não requerem uma instalação no sistema operativo e que sãoimediatamente executáveis através de um navegador. Este tipo de aplicação facilita diversostrabalhos realizados na Rede.A Web 2.0 deu origem ao que foi batizado de desktop móvel, mas cuja denominação maisapropriada seria PC móvel ou webtop (MAIA; MATTAR, 2007). Ela torna praticamente
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