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Consciência e liberdade

Consciência e liberdade

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Published by Geni Maria Hoss
Trata-se de um estudo sobre a consciência e liberdade, ressaltando a questão da partilha de opiniões, espaços, aspirações como próprio da condição humana. A comunhão de vida bem de suas expressões em todas as dimensões é próprio da condição de vida dos seres humanos. Na atual concepção antropológica e planetária, esta comunhão é estendida a todos os seres vivos.
Trata-se de um estudo sobre a consciência e liberdade, ressaltando a questão da partilha de opiniões, espaços, aspirações como próprio da condição humana. A comunhão de vida bem de suas expressões em todas as dimensões é próprio da condição de vida dos seres humanos. Na atual concepção antropológica e planetária, esta comunhão é estendida a todos os seres vivos.

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CONSCIÊNCIA E LIBERDADE
UMA POSSIBILIDADE NA PARTILHA- um estudo na perspectiva cristã -
Geni Maria Hoss, 2005
.....................................................................................................................................3introdução .....................................................................................................................31 A consciência ............................................................................................................. 51.1 Gênese da Consciência biológica ....................................................................... 51.2 O que é Consciência? ......................................................................................... 62 Consciência cristã ...................................................................................................... 82.1 Referências Bíblicas sobre a Consciência ..........................................................82.2 Referências pós-bíblicas sobre Consciência ...................................................... 92.3 Referências da Igreja Católica hoje ...................................................................103 Consciência moral....................................................................................................113.1 Concepções da consciência Moral....................................................................123.1.1 Teoria Biologista ......................................................................................... 133.1.2 Teoria Sociologista .....................................................................................133.1.3 Teoria psicanalítica, de Freud .....................................................................143.1.4 Teoria do equilíbrio psico-moral, de Jean Peaget ......................................143.2 Funções da Consciência Moral......................................................................... 143.3 Formação da Consciência Moral.......................................................................173.4 A consciência moral, pecado e discernimento moral........................................224 CONSCIÊNCIA E AS LEIS ......................................................................................254.1 Tipos de Normas morais ....................................................................................274.1.1 Lei Natural...................................................................................................274.1.2 Lei Positiva Divina .......................................................................................284.1.3 Lei Positiva em Geral..................................................................................295 CONSCIÊNCIA E LIBERDADE ................................................................................325.1 Tensão entre liberdade e determinismo ............................................................325.2 Liberdade compartilhada ...................................................................................355.3 Liberdade em Cristo .......................................................................................... 36CONCLUSÃO .............................................................................................................37Referências Bibliográficas ..........................................................................................38
INTRODUÇÃO
"A consciência é ao mesmo tempo o que existe demais humano e mais divino nos seres humanos."
ANTÕNIO MOSER
 
 Ocupar-se com o tema consciência significa perpassar o pensamento humanoem todas as épocas, pois o tema já esteve presente nas reflexões dos povosantigos. Ainda hoje o assunto continua sendo muito intrigante.Em função das mudanças aceleradas em todas as áreas, atualmente, urgerefletir sobre a importância da consciência humana neste processo e suasimplicações em nossa época. De um lado, faz-se sempre mais necessário integrar novos elementos a conceitos até então tidos como os mais significativos, de outro, aimposição de conceitos, nem sempre condizentes com a dignidade e realizaçãohumanas, faz-se possível em grande parte porque cada vez mais se suprime o valor da consciência e as opções são feitas em função de informações que carecem defundamentos.A consciência vista como parte integrante do ser humano, que lhe permitecriar uma história significativa peculiar e lhe possibilita fazer opções livres, confere-lhe uma dignidade inigualável. Mas se a consciência, como em tempos passados,não passa de um "fiscal" ou "homúnculo", sempre pronto a condenar os "maus atos",então perdemos algo de essencial do ser humano. Esta herança parece castigar ainda a geração de hoje, por isso, não é de se estranhar quando se depara, comode fato aconteceu, com um adolescente que diz: "Eu odeio a minha consciência!",frase que me motivou a fazer este trabalho.As reflexões de hoje não vêem a consciência em primeiro lugar na função decondenar o mal feito, embora não se exclua esta totalmente, mas de discernir o queé significativo e bom para cada ser humano e a humanidade como um tudo. Se aconsciência o levar a uma opção acertada, dicil é realizar-se e ser felizcarregando continuamente o peso de opções incoerentes com o sentido da vida.Muito menos podemos falar de uma pessoa plenamente livre, ou seja, da verdadeiraliberdade dos Filhos de Deus.A fim de se chegar a uma conceituação e valorização correta da importânciada consciência para o exercício pleno da verdade é necessário ponderar sobre asdiferentes teorias a este respeito, identificar suas verdades e seus limites. Assim sepode formular uma concepção adequada para o tempo e cultura de hoje, cientes deque não é possível esgotar o conteúdo e função da consciência humana.A Teologia Moral renovada, que foi e é, com certeza, um marco na história daTeologia Moral, enriqueceu a reflexão sobre a relação consciência-liberdade com4
 
 novos elementos. Não se pode por isso tratar do assunto sem se reportar àsimportantes reflexões que ela suscitou.O objetivo é seguir pensamentos importantes identificando a complexidadetema e ao mesmo tempo fazer uma reflexão sobre a necessidade de readequar osconceitos nesta área aos reconhecimentos da Teologia e das ciências humanas afim de que se chegue a uma postura coerente perante a consciência como "núcleomais secreto e sacrário do homem"
1
e condição para que este viva plenamente sualiberdade.Compreendendo a consciência como um importante fator na busca darealização humana plena não se pode deixar de considerá-la uma das "maravilhascriadas por Deus".
1A CONSCIÊNCIA
1.1nese da Consciência biológica
Muitas são as tentativas de identificar e conceituar o surgimento e a funçãofundamental da consciência.No passado remoto pensava-se que havia uma subsncia no corporesponvel pela formão da consciência. Por isso os pensadores gregosacreditavam que a mente e a consciência tivessem lugar definido nos pulmões e o ar seria responvel pela sua prodão. Embora no culo IV a. C. se tenhareconhecido o cérebro como centro de atividades mentais, continuava-se a atribuir auma determinada substância a responsabilidade pela consciência, transferindo-apara o líquido céfalo-raquiano.
2
Bem mais tarde, no século XVII, estando muitas teorias ultrapassadas econsideradas inconsistentes para o avanço daquela época, chegou-se aoquestionamento: Existe um “centro cerebral da consciência”? René Descartes
3 
acreditava que a mente, e com ela a alma, estaria localizada na glândula pienal.Com a contribuição dos teólogos de sua época, Descartes criou a imagem dohomúnculo, que se comunicava com a soma. Isto é, uma espécie de sala de controle
1
DOCUMENTOS DO VATICANO,
Gaudium et Spes
, § 16, Paulus, Clássicos de Bolso, 2001.
2
MARTINS DE OLIVEIRA, Dr. Jorge,
Localização da Consciência
, in www.epub.org.br, acesso,15/04/2003.
3
WOZNIAK, Robert H. http://serendip.brynmawr.edu, acesso 15/04/2003 (tradução particular).
5

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