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Sermão do Monte XX: Os Juramentos e as Palavras do Crente (Mateus 5.33-37)

Sermão do Monte XX: Os Juramentos e as Palavras do Crente (Mateus 5.33-37)

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Material publicado em: www.base-biblica.blogspot.com, em 18/10/2011. Base Bíblica para a Vida Cristã: Um blog dedicado à publicação de estudos bíblicos.
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02/10/2014

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1
Capítulo XXOs juramentos e as palavras do crente
 Alejandro G. Frank 
Introdução
Este capítulo apresenta um novo ponto do Sermão do Monte. Nele, o Senhor exemplifica maisuma vez aquilo que ele já tinha afirmado quando disse: “
Porque vos digo que, se a vossa justiçanão exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus
” (Mateus5.20). O Senhor mostra no Sermão que existe uma essência no caráter do crente, o qual estáretratado nas bem-aventuranças. No verso em destaque, o Senhor enfatiza que essesprincípios não eram vividos pelos mestres da época, os fariseus e escribas. Por isso, eleenfatiza que a vida dos seus verdadeiros discípulos tem que se diferenciar em muito dessesfalsos mestres. Estes viviam uma vida legalista, baseada em regras práticas de justiça própria,porém, os discípulos de cristo deveriam viver uma vida espiritual, guiada pelo sentidoespiritual da Palavra de Deus.Temos visto que o Senhor criticou três aspectos das regras de justiça própria que os mestresda lei viviam: a forma de encarar a questão do homicídio, o adultério e o divórcio. Vamosagora considerar o quarto ponto que o Senhor destaca:
“Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirásrigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modoalgum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado deseus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim;não, não. O que disto passar vem do maligno.” (Mateus 5.33-37)
Estamos aqui mais uma vez frente a um problema muito atual. Ao igual que nos tempos deJesus, a questão da palavra e dos juramentos segue sendo um grave problema. Talvez meatrevesse a dizer que estamos em uma situação cada vez pior. Digo isto porque, quandocomparo a nossa geração atual com a dos nossos avós, vejo uma grande diferença sobre esteassunto. Muitos de vocês já devem ter escutado alguma pessoa idosa falar sobre a importânciada sua palavra. “Eu dei minha palavra para fulano que faria tal coisa, portanto vou cumpri-la”ou, por exemplo: “O Sr. Fulano é uma pessoa de palavra”. Por outro lado, por acaso jáescutaram pessoas mais jovens dar a sua palavra como forma de garantia? Já escutaram asnovas gerações falar da palavra como algo que tem muita importância? Atrevo-me a dizer quenão, ninguém se atreveria hoje a tentar estabelecer um compromisso baseado na palavra. Ascomplexas situações legais de nossos dias também são uma evidência do que estou afirmando.Ninguém mais se atreve a realizar um acordo sem ter, de por meio, um contrato por escrito.Também nos casamentos, tem sido comum evitar as cerimônias religiosas e contratosmatrimoniais, pois a maioria das pessoas não quer mais se comprometer. Não esqueçamosque, além disso, são poucos os que ainda acreditam na promessa de uma união permanentedo casamento. Tudo isto que tenho descrito é consequência da falta de credibilidade naspromessas e nas palavras dos homens. É isto o que também acontecia na época do Sermão doMonte.
 
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O contexto da época de Jesus
O juramento era uma questão muito respeitada e considerada solene pelos fariseus e escribasna época de Jesus. Eles sabiam muito bem que na lei mosaica do Antigo Testamento existiamvárias leis que regulamentavam esta questão. Quando se tratava de juramentos, era comumapelar o nome de Deus como testemunha do que estava sendo pronunciado: “O SENHOR, teuDeus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás” (Deuteronômio 6.13). Porconseguinte, a principal preocupação, quando se tratava de juramentos, era a de não quebraro terceiro mandamento: “
Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque oSENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão
” (Êxodo 20.7). A questão todado juramento estava ligada com a honra do nome de Deus.Até aqui, é evidente que não temos nada de errado. Os juramentos em si mesmo não erammaus. Inclusive, eles estavam regulamentados na lei de Moisés. Além disso, podemos vervários exemplos de homes santos de Deus que juraram e isto não foi considerado como umato pecaminoso. Jonatas e Davi fizeram um pacto sob juramento acerca da união que haveriaentre as suas descendências. Davi jurou a Jonatas que se lembraria da benevolência recebida eque trataria os filhos deste de acordo com a misericórdia que tinha recebido da parte deJonatas. Podemos encontrar muitos outros exemplos bíblicos, principalmente os do próprioDeus jurando por si mesmo acerca da aliança que tinha feito com seu povo Israel. No novoTestamento temos também um bom exemplo, o do autor aos Hebreus quando escreveu: “
Poisos homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda. Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento
...” (Hebreus 6.16). Oautor aos Hebreus diz que Deus fez juramento. O autor trata também os juramentos daspessoas, não como algo mau em si mesmo, mas como um acordo de paz. Ele até diz que o fimde uma contenda se dá através do juramento, isto é, através do compromisso que uma pessoafaz para finalizar a contenda. Por exemplo, se eu e minha esposa estamos tendo uma discussãoe não estamos nos entendendo, chega uma hora que um dos dois dirá: “está bem, vamosparar de discutir sobre isto, eu me comprometo a evitar que isto siga acontecendo, te dou aminha palavra que não ocorrerá de novo”, assim a contenda chega a seu fim. Embora nãotenha sido apelada a palavra “juramento”, é um compromisso que se está fazendo, um voto ouuma promessa. Chame-o como quiser, mas todos eles significam o mesmo na sua essência.Ora, se não é o juramento em si algo mau, qual é a verdadeira questão que o Senhor Jesus estátratando nesta parte do Sermão do Monte? Para entendermos isso vamos a dividir o estudonas quatro seguintes partes: (i) o que considerava a Lei do Antigo Testamento acerca dos juramentos; (ii) o que ensinavam os mestres da Lei sobre o assunto na época de Jesus; (iii) oensinamento de Jesus a respeito e (iv) e umas considerações finais sobre as implicaçõespráticas que isso tem para nós hoje.
Os juramentos na Lei do Antigo Testamento
Dois textos são os que abordavam a questão dos juramentos na Lei de Moisés. O primeirodeles era o seguinte:
“Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou juramento para obrigar-se a algumaabstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará. Quando,
 
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 porém, uma mulher fizer voto ao SENHOR ou se obrigar a alguma abstinência, estando emcasa de seu pai, na sua mocidade, e seu pai, sabendo do voto e da abstinência a que ela seobrigou, calar-se para com ela, todos os seus votos serão válidos; terá de observar toda aabstinência a que se obrigou. Mas, se o pai, no dia em que tal souber, o desaprovar, nãoserá válido nenhum dos votos dela, nem lhe será preciso observar a abstinência a que seobrigou; o SENHOR lhe perdoará, porque o pai dela a isso se opôs. Porém, se ela se casar,ainda sob seus votos ou dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou, eseu marido, ouvindo-o, calar-se para com ela no dia em que o ouvir, serão válidos os votosdela, e lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou. Mas, se seu marido odesaprovar no dia em que o ouvir e anular o voto que estava sobre ela, como também odito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou, o SENHOR lho perdoará.No tocante ao voto da viúva ou da divorciada, tudo com que se obrigar lhe será válido.Porém, se fez voto na casa de seu marido ou com juramento se obrigou a algumaabstinência, e seu marido o soube, e se calou para com ela, e lho não desaprovou, todos osvotos dela serão válidos; e lhe será preciso observar toda a abstinência a que a si mesmase obrigou. Porém, se seu marido lhos anulou no dia em que o soube, tudo quanto saiu doslábios dela, quer dos seus votos, quer da abstinência a que a si mesma se obrigou, nãoserá válido; seu marido lhos anulou, e o SENHOR perdoará a ela. Todo voto e todo juramento com que ela se obrigou, para afligir a sua alma, seu marido pode confirmar ouanular. Porém, se seu marido, dia após dia, se calar para com ela, então, confirma todos osvotos dela e tudo aquilo a que ela se obrigou, porquanto se calou para com ela no dia emque o soube. Porém, se lhos anular depois de os ter ouvido, responderá pela obrigaçãodela”. (Números 30.2-15)
O segundo era similar, mas mais suscinto:
“Quando fizeres algum voto ao SENHOR, teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque oSENHOR, teu Deus, certamente, o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém,abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti. O que proferiram os teus lábios, issoguardarás e o farás, porque votaste livremente ao SENHOR, teu Deus, o que falaste com atua boca”. (Deuteronômio 23.21-23)
Ambos os textos colocam os votos e juramentos no mesmo nível. Não existe diferença entreprometer e jurar algo. Mas o que pretendia a Lei com estes estatutos?Em primeiro lugar, ao igual que no caso do divórcio, que tratamos no capítulo anterior, temosaqui outro exemplo de uma lei para refrear o mal no meio do povo. Se os homens nãotivessem pecado, esta lei não seria necessária, pois naturalmente todos cumpririam oscompromissos pactuados. Esta lei dava uma elevada importância aos compromissos realizadospelos homens, de maneira que se evitasse agir impulsivamente prometendo qualquer coisaque depois não se poderia cumprir. Também buscava refrear o pecado do engano e a mentiraentre as pessoas, pois ela condenava o perjúrio.Um segundo aspecto desta lei, especialmente no primeiro texto considerado (Nm.30.2-15), éque ela estabelecia a questão da autoridade e submissão. Vimos nesse texto que os votos dasmulheres estavam sujeitas à aprovação do pai, no caso das solteiras, ou do marido, no casodas casadas. Já as viúvas e divorciadas tinham liberdade sobre o seus votos. É isto machismo?Porque esta sujeição das mulheres? A resposta jaz na questão da responsabilidade do marido

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