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Voz da Igreja - 19

Voz da Igreja - 19

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Published by Henrique Sebastião
Revista católica de apologética e defesa da fé.
Revista católica de apologética e defesa da fé.

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Published by: Henrique Sebastião on Oct 18, 2011
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São Paulo - SP
  e  m   n  o  m  e   d  a
      V      E      R      D      A      D      E
4
Revista de evangelização cristã católica - periódico mensal - ano 2 - 2011Uma publicação da Paróquia São João Batista do Brás
www.vozdaigreja.blogspot.com
19
Nesta edição:
Pequena biograa de um dossantos mais importantes da Igreja:
São Francisco de Assis
Uma reexão sobre a morte,a nitude e as razões do sofrimento
MARIA, MÃE DA IGREJA
Conheça um pouco melhor a história dadevoção mariana mais querida do Brasil:
Nossa Senhora da Conceição Aparecida
  d  o  u  t  r  i  n  a   |   e  s  p  i  r  i  t  u  a  l  i  d  a  d  e   |   t  i  r  a -  d  ú  v  i  d  a  s   |   p  r  á  t  i  c  a   |   p  o  l  ê  m  i  c  a   |   h  i  s  t  ó  r  i  a  d  o  c  r  i  s  t  i  a  n  i  s  m  o
g
G
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X
2
Após a partida, logo na primeira noite o exército se reuniu junto à cidade de Espoleto: Francisco, ainda doente e febril, ouviu aVoz de Deus: “Francisco, por que trocas o Senhor pelo servo?”. Eleentão compreendeu que deveria servir diretamente a Deus, aban-donou o ideal de cavaleiro e retornou a Assis humilhado, recebendomuitas zombarias. Francisco aos poucos se transformava. Passava horas so-zinho, buscava lugares isolados no campo... Quando encontrava ummendigo, doava tudo o que levava consigo. Aos poucos, ia se ha-bituando à oração. Em seu processo de conversão, sofria dúvidase fraquezas humanas, como ocorre com qualquer um de nós. Umdia, encontrou um leproso no caminho: diante das feridas e do maucheiro, quis fugir. Porém, movido por um grande amor, venceu osobstáculos, voltou-se para o leproso e o abraçou e beijou, reconhe-cendo nele um irmão. Aprofundava-se em sua vocação pela oração,pela espiritualidade e pelo amor fraterno.Em outra ocasião, achava-se em oração na capelinha deSão Damião, que se encontrava quase destruída. Olhando o cru-
cixo e as paredes caídas, ouviu um pedido de Deus:
“Francisco,reconstrói a minha Igreja!”
. Imediatamente aceitou sua grandiosamissão, mas ainda não a compreendia totalmente.No seu projeto de reconstrução da Igreja, usava recursos deseu pai. Este, já enfurecido e temendo o risco de perder seu patrimô-
nio nas mãos de um lho maluco, abriu processo junto ao Bispo paradeserdá-lo. Diante das acusações, na frente do Bispo e de todos,
Francisco lançou mão das próprias vestes. Nu, devolveu-as ao pai,dizendo: “De hoje em diante tenho somente um Pai, o Pai Nosso doCéu! “ E passou a devotar plenamente a sua atenção e suas ener-gias a Deus.Francisco ainda interpretava a ordem de Cristo literalmente:ele reconstruia igrejinhas caídas, com o trabalho de suas própriasmãos, assentando pedras. Comia do que lhe davam, mendigandopelas ruas, vestindo trapos de eremita. Converteu integralmente seumodo de vida.Depois de reconstruir a Igreja de São Damião, Franciscorestaurou outra capela próxima aos muros de Assis, e depois a Igre-
 ja de Santa Maria dos Anjos, a da “Porciúncula” (signica ‘pequena
porção de terra’). Nesta, São Francisco decidiu permanecer, arman-do ao seu lado uma choupana para dormir. Ele tomava um simpleslugar no mundo, sem nenhuma posse.Com o tempo, Francisco veio a compreender que deveria
reconstruir a Igreja dos éis, e não somente as igrejas de pedra.
Durante uma Missa, ele ouviu a leitura do Evangelho em que Jesusinstrui seus discípulos a não possuirem ouro nem prata, nem duastúnicas, nem sandálias, e que deveriam pregar a paz e a conver-são. No dia seguinte os habitantes de Assis viram-no não mais comroupas de eremita, mas com uma túnica simples, corda amarradaà cintura e pés descalços. A todos dizia: “A paz esteja com vocês”!Francisco assumiu uma vida apostólica, tornando-se peregrino emsua própria terra.Francisco falava do Evangelho nos lugares públicos. Falavae agia com tamanha fé, que o povo, que antes zombara dele, agorao ouvia com respeito e admiração. Aos poucos, suas palavras iamtocando os corações. E Deus deu a Francisco irmãos de conversão. O primeiro foio nobre
Bernardo, um antigo amigo seu; depois Pedro Cattani. Estes,
apaixonando-se igualmente pelo Evangelho, também doaram tudo oque tinham aos pobres! Começava ali um dos maiores exemplos devida em fraternidade, partilha e desapego que já existiu na história daIgreja, desde o tempo dos Apóstolos.Quando o grupo chegou a 12 irmãos, Francisco decidiu ir a Roma pedir autorização ao Papa para viverem a forma mais pura
O
FRANCISCO
DE
 ASSIS
UMA PEQUENA BIOGRAFIA DE UM SANTO MUITO AMADO
F
rancisco nasceu em Assis, Itália, em 1182, 
-
lho de Pietro di Bernadone dei Moriconi e PicaBourlemont. Seu nome de batismo era Gio
-
vanni di Pietro di Bernardone. Segundo umaversão da sua biograa, “Giovanni” passou a ser cha
-
mado “Francesco”, que signica “francês”, depois de
ter viajado para a França com o pai, ainda pequeno,e ter se encantado pela cultura daquele país. Outrasversões dizem que seu pai começou a chamá-lo assimem razão da nacionalidade de sua mãe, ou que essenome surgiu do gosto de Francisco pela língua fran-cesa, que em sua época era a linguagem da literaturasobre heróis e cavaleiros e do romantismo. Francisco viveu sua infância e juventude nafartura: seu pai era um rico comerciante de tecidos
(que desejava ver o lho continuar o próspero negó
-cio). Quando jovem, procurou realizar grandes ideais,destacando-se pelo entusiasmo. Vestia as melhoresroupas, dispunha de bom vinho e boa comida parapromover festas com amigos. Mas ele buscava umacausa maior, um propósito para sua vida.Naquele tempo ocorreu uma revolta do povocontra os nobres de Assis, devido às desigualdadessociais. Francisco e outros jovens tomaram partido afavor da causa social do povo. Mas Perugia, uma cida-de vizinha, mandou um exército bem preparado paradefender os nobres. Em meio à luta sangrenta, Fran-cisco foi preso, e permaneceu no cárcere por um ano.Seu pai pagou por sua libertação.Voltou para casa doente, enfraquecido e semum objetivo na vida. Nessa ocasião, a Igreja buscavavoluntários para lutar na defesa de territórios. Francis-co, que buscava um ideal de justiça, inspirado por his-tórias de heróis e cavaleiros, inscreveu-se e vestiu amelhor armadura.
“São Francisco e Cenas de Sua Vida” 
, deBonaventura Berlinghieri (1235): umadas mais antigas pinturas com otema São Francisco de Assis
 
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3
79. Qual é a Boa Nova para o homem?
É o anúncio de Jesus Cristo, “o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16), mor-to e ressuscitado. No tempo do rei Herodes e do imperador César Augusto, Deus cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua des-cendência enviando “o Seu Filho, nascido de uma mulher e sujeitoà Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei, e nos tornar seus
lhos adotivos” (Gal 4, 4-5).
80. Como se difunde esta Boa Nova?
Desde o início os primeiros discípulos tiveram um ardente desejo
de anunciar Jesus Cristo, com o m de conduzir à fé n’Ele. Também
hoje, do amoroso conhecimento de Cristo nasce o desejo de evan-gelizar e catequizar, isto é, de revelar na sua pessoa o pleno desíg-nio de Deus e de colocar a humanidade em comunhão com Ele.
Creio em
 Jesus Cristo,Filho Unigênito de Deus
COMPÊNDIO
DO
CATECISMO
do Evangelho, conforme a escolha que haviam feito. OPapa achou muito duro esse modo de vida, mas deua permissão, e também os autorizou a pregar. Duranteessa visita, o Papa teve um sinal profético e reconheceuem Francisco o homem que vira em sonhos, segurandoa Igreja como uma coluna.O tempo passava e muitos outros irmãos foramse juntando ao grupo, desejando viver como Francisco.Os frades iam morar em choupanas ao redor da da Por-ciúncula. Dividiam suas atividades em oração, ajuda aospobres, cuidados aos leprosos e pregações nas cidades.
Também se dedicavam às atividades missionárias, indoem dupla a lugares distantes e pagãos; eram alegres,pacícos e amigos dos pobres.
Uma preciosidade para Francisco e os FradesMenores chegou através de uma linda e jovem nobre deAssis, chamada Clara (em italiano Chiara) d’Offreducci.Ela, que viria a se tornar também uma santa muito ama-da, e sempre lembrada quando se fala em São Fran-cisco, procurou-o pedindo para viver o mesmo modo devida. Ele ponderou sobre as duras condições a que elase submeteria, mas a recebeu com grande alegria. Clarafoi morar num pequenino convento, ajustou o modo devida dos Frades para as mulheres, e passou a receber,como Francisco, muitas companheiras de conversão.Muitos cristãos, vendo o exemplo de Franciscoe ouvindo sua pregação, decidiram seguir seu exemplo.Alguns lhe pediam conselhos. São Francisco viu o cres-cimento da Ordem, que se espalhou por diversas partesdo mundo. Ele não chegou à velhice, mas o seu corpofrágil se debilitava, agravado por um problema nas vistasque o deixou quase cego. Porém, mesmo doente, SãoFrancisco sempre esteve pronto para o trabalho, princi-palmente de Evangelização.Em certos períodos São Francisco se isolavapara orações e jejum. Numa dessas ocasiões, num mon-te chamado Alverne, de rochas gigantescas e escarpa-das, quis Deus que ele, que tanto buscou se assemelhar 
a Jesus, tivesse igualmente as feridas da crucicação.
Com muita dor, mas com intensa alegria por ter as mar-cas de seu tão amado Jesus no próprio corpo, São Fran-cisco recebeu as feridas que se mantiveram vivas até
o m de sua vida, 2 anos depois. Algo talvez difícil de
entender pela mentalidade fútil e hedonista de hoje, masassim é que Francisco foi coroado por Deus, como umaresposta por sua grande fé.Quando desceu o monte, ele, que sempre quiscaminhar a pé, se permitiu montar num burrinho, tal eraa sua debilidade. Quando ele se aproximava das cida-des, uma multidão já o aguardava: o povo, principalmen-te os pobres e doentes, desejava ir ao seu encontro.Pouco antes de morrer, de passagem por SãoDamião para despedir-se de Santa Clara e suas irmãs, oestado de Francisco se agravou e ele teve que passar anoite ali, numa choupana, sob condições de intenso frio.Pela manhã, o santo cantava um cântico que compôsem louvor a Deus, em que chamava de irmãos o Sol, as
estrelas, a Lua, a Terra, o vento e todas as criaturas: o
Cântico das Criaturas.Numa choupana junto à Porciúncula, no anoite-cer de 3 de outubro de 1226, Francisco pede aos irmãosque o dispam e o coloquem nu no chão, sobre a terra.
Recitando o Salmo 142, que os irmão acompanhavam
lentamente, São Francisco de Assis morreu cantando.
Ref.:
LE GOFF, Jacques. São Francisco de Assis, 8ª edição.Rio de Janeiro: Record, 2007.
São Francisco, vida e obra - cont.
II Seção - Capítulo 2º:
“...e em
 Jesus Cristo
, seu únicoFilho, Nosso Senhor”
81. Que signica o nome
 Jesus
?
Dado pelo Anjo no momento da Anunciação, o nome Jesus signica
“Deus salva”. Exprime a sua identidade e missão, “porque é Ele que
salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). Pedro arma que
“não existe debaixo do céu outro Nome dado aos homens pelo qual
possamos ser salvos” (At 4,12).
82. Porque é que Jesus é chamado
Cristo
?
Cristo
em grego,
Messias
em hebraico, signica Ungido. Jesus é o
Cristo porque é Consagrado por Deus, ungido pelo Espírito Santopara a missão redentora. Ele é o Messias esperado por Israel, en-viado ao mundo pelo Pai. Jesus aceitou o título de Messias, preci-
sando porém o seu sentido: “descido do Céu” (Jo 3,13), crucicado
e ressuscitado, Ele é o Servo Sofredor “que dá a sua vida em res-gate da multidão” (Mt 20,28). Do nome Cristo é que veio para nóso nome de cristãos.
83. Em que sentido Jesus é o
Filho Unigênito deDeus
?
No sentido único e perfeito. No momento do Batismo e da Trans
-
guração, a voz do Pai designa Jesus como seu “Filho Predileto”.
Apresentando-se a Si mesmo como o Filho que “conhece o Pai” (Mt
11,27), Jesus arma a Sua relação única e eterna com Deus, Seu
Pai. Ele é “o Filho Unigênito de Deus” (1 Jo 2, 23), a Segunda Pes-
soa da Trindade. É Ele o centro da pregação apostólica: os Apósto
-
los viram “a Sua Glória, como de Unigênito do Pai” (Jo 1, 14).
81. Que signica o Nome
Senhor
?
Na Bíblia, este título designa habitualmente Deus Soberano. Jesus
atribui-o a si mesmo e revela a sua soberania divina através do po-der sobre a natureza, sobre os demônios, sobre o pecado e sobre a
morte, sobretudo com a sua Ressurreição. As primeiras conssões
cristãs proclamam que o poder, a honra e a glória devidas a DeusPai são também devidas a Jesus: Deus “deu-Lhe o Nome que estáacima de todos os nomes” (Fil 2,9). Ele é o Senhor do mundo e dahistória, o único a quem o homem deve submeter completamente aprópria liberdade pessoal.

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