Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
29Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Sistema Carcerario Brasileiro

Sistema Carcerario Brasileiro

Ratings: (0)|Views: 3,844 |Likes:
Published by anon-984717

More info:

Published by: anon-984717 on Oct 17, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/01/2013

pdf

text

original

 
Sistema Carcerário Brasileiro Atualmente milhares de presos cumprem pena de forma subumana em celassuperlotadas, apinhados uns sobre os outros. O sistema carcerário se propõe a recuperar e reeducar os presos e prepará-los para retornar à sociedade e se tornarem produtivos para que não reincidam em práticas delituosas.Infelizmente isso não ocorre, e cada vez mais encontramos presos reincidentes. Os presos ficam na maior parte do tempo ociosos na maioria dos presídios, eles só semovimentam na hora do jogo de futebol. Não há assistência médico-odontológica, psicológica e nem por assistentes sociais junto aos familiares. O que a sociedade lucracom isso? Nada, apenas mais violência.O custo por apenado é bem elevado nas nossas cadeias, em torno de R$ 300,00 (emmédia) para manter um
 status
degradante e angustiante no seio dessas instituições.Quem vai à uma penitenciária sente o clima degradante que reina e que entra em nossaalma e empregna e que não nos deixa por alguns dias consecutivos à visita. Será que odinheiro destinado à manutenção do sistema carcerário é empregado nos projetos do presídio? Ou será que toma outra destinação?Muitos proclamam que os indivíduos ali trancafiados não têm nenhuma chance derecuperação e que a pena de morte deveria ser aprovada e aplicada e com isso haveriauma redução do problema da superpopulação carcerária. Bem, será que realmente seriaessa a solução? Penso que não. Poderia amenizar em médio prazo o problema dasuperpopulação carcerária, reduzindo em cerca de 20 a 30%, mas teria que se dar aosacusados a mais ampla e irrestrita possibilidade de defesa e recursos
ex officio
até oúltimo grau de jurisdição para diminuir as chances de erro judiciário. Mas esse tema é bem complexo e merece uma atenção especial.O prisioneiro deveria ter as horas preenchidas com alguma atividade profissionalizantee que o ajudasse a recuperar a auto-estima e fosse uma fonte de renda para quandotivesse de enfrentar o mundo fora do presídio. Atendimento constante de médicos, psicólogos, odontólogos e assistentes sociais. Condições mínimas de saúde, o fim dassuperlotações nas celas, o fim das agressões físicas e sexuais dos agentes carcerários ede outros presos, e ter os seus direitos constitucionais assegurados.O Estado não deveria arcar com o ônus de custear o sistema carcerário e deveriatransferir essas atividade para a iniciativa privada, a exemplo do que ocorre em outros países. Com isso, tirar-se-ia um peso das costas do Estado, e o dinheiro que era utilizadoneste setor poderia ser utilizado em outra área com um maior retorno social.
 
Algumas pessoas perguntarão se a iniciativa privada vai querer dirigir e explorar economicamente o sistema carcerário. Afirmo que pode ser um ótimo negócio, poistem-se em um único lugar várias pessoas que podem fornecer mão-de-obra barata e quecom treinamento pode gerar riquezas.A ocorrência de fugas e rebeliões diminuiria consideravelmente em conseqüência dasituação favorável do meio, sendo os presos tratados e vistos como pessoas e não comoanimais, como acontece hoje.Destarte teríamos a ganhar, a iniciativa privada com mão-de-obra barata, o preso com otratamento humano e consequentemente a sociedade, com o resultado desta iniciativa.É óbvio que o Estado não se afastaria totalmente, pois seria criada uma agência parafiscalizar a atuação nos presídios e penitenciárias e também para punir asirregularidades, a exemplo do que ocorre com a Anatel nas telecomunicações. Com issodesentravaria o estado e conseguiríamos resocializar os detentos. 
Luiz Guedes da Luz Neto7
º
Período do UNIPÊluzneto@openline.com.br
CONCEITODireito Penitenciário, Ciência Penitenciária e Penologia
O art. 24 da Constituição Federal Brasileira optou pela denominação de "DireitoPenitenciário" eliminando outras denominações como "Direito da Execução Penal" ou"Direito Penal Executivo".
O Direito Penitenciário
é o conjunto de normas jurídicas que disciplinam o tratamento dossentenciados, é disciplina normativa. A construção sistemática do Direito Penitenciárioderiva da unificação de normas do Direito Penal, Direito Processual Penal, DireitoAdministrativo, Direito do Trabalho e da contribuição das Ciências Criminológicas, sob osprincípios de proteção do direito do preso, humanidade, legalidade, jurisdicionalidade daexecução penal.Já a
Ciência Criminológica ou Penologia
, é o estudo do fenômeno social, cuida dotratamento dos delinqüentes, e o estudo da personalidade dos mesmos, sendo umaciência causal-explicativa inserindo-se entre as ciências humanas. O objeto da Ciência
 
Criminológica antigamente, limitava-se ao estudo científico das penas privativas deliberdade e de sua execução, atualmente compreende ainda o estudo das medidasalternativas à prisão, à medidas de segurança, o tratamento reeducativo e a organizaçãopenitenciária.
HISTÓRICO DO DIREITO PENITENCIÁRIO EA CONSEQÜENTE EVOLUÇÃO DA PENA DE PRISÃOA Antigüidade
A antigüidade desconheceu totalmente a privação de liberdade, estritamente consideradasanção penal. Mesmo havendo o encarceramento de delinqüentes, este não tinha caráter de pena, e sim de preservar os réus até seu julgamento ou execução. Recorria-se à penade morte, às penas corporais e às infamantes.Durante vários séculos a prisão serviu de contenção nas civilizações mais antigas ( Egito,Pérsia, Babilônia, Grécia, etc. ), a sua finalidade era: lugar de custódia e tortura.A primeira instituição penal na antigüidade, foi o Hospício de San Michel, em Roma, a qualera destinada primeiramente a encarcerar "meninos incorrigíveis", era denominada
Casade Correção
.
Platão
propunha o estabelecimento de três tipos de prisões: uma na praça do mercado,que servia de custódia; outra na cidade, que servia de correção, e uma terceira destinadaao suplício. A prisão, para Platão, apontava duas idéias: como pena e como custódia.Os lugares onde se mantinham os acusados até a celebração do julgamento eramdiversos, já que não existia ainda uma arquitetura penitenciária própria. Utilizavam-secalabouços, aposentos em ruínas ou insalubres de castelos, torres, conventosabandonados, palácios e outros edifícios.O Direito era exercido através do
Código de Hamurabi ou a Lei do Talião
, que ditava:"olho por olho, dente por dente" tinha base religiosa (Judaísmo ou Mosaísmo) e moralvingativa.
A Idade Média
As sanções da Idade Média estavam submetidas ao arbítrio dos governantes, que asimpunham em função do "status" social a que pertencia o réu. A amputação dos braços, aforca, a roda e a guilhotina constituem o espetáculo favorito das multidões deste período

Activity (29)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Potirn liked this
Aristhea Araujo liked this
Aristhea Araujo liked this
Jessica Souza liked this
Leyd Souza liked this
Thaís Bruno liked this
Andréa Quirinop liked this
Fabiana da Silva liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->