O soldado na igrejaChegou, de ajoelhouTrouxe no bolso da blusaUm baralho ele tirouE endireitando as cartasUma patota formou. Não viu que tinha atrás deleUm sargento ajoelhadoE ali observouTudo quanto foi passadoE disse: ─ Depois da missaVocê está preso, soldado!Efetuando a prisãoE seguiu no mesmo instanteFoi com o soldado presoA casa do comandanteDizendo ter cometidoUm crime muito agravante ─ Pronto, senhor comandanteEstá aqui preso um soldado,Que foi ao templo ouvir missaLá estava ajoelhadoEncarmassando um baralhoQue traz no bolso guardadoPerguntou-lhe o comandante: ─ Quem deu-te esta criação?Disse Ricarte: ─ Senhor,Se ouvisse minha razãoEu lhe dizia o motivoQue existe pra esta ação. ─ Que motivo tem vocêSabendo que é proibidoIgnora que o jogo No exército é abolido?Disse o soldado: ─ Meu jogoMuda muito de sentido ─ Muda de sentido, como?Disse Ricarte: ─ Eu direi; ─ Pois explique como é,Porque eu o ouvirei,Depois da explicaçãoO solto ou castigarei!
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