Para todas as chinesase para meu filho PanpanNota da autoraAs histórias contadas aqui são verídicas, mas os nomes foramalterados, a fim de proteger as pessoas envolvidas.Em chinês, "Xiao" na frente de um sobrenome, significa "jovem."Quando precede o primeiro nome, cria um diminutivo e indica maiorproximidade em relação à pessoa com quem se está falando.SumárioPrólogo 111. Meu percurso rumo às histórias das mulheres chinesas 132.A menina que tinha uma mosca como animal de estimação 213. A universitária 504. A catadora de lixo 695. As mães que sofreram um terremoto 856. No que as chinesas acreditam 1097. A mulher que amava mulheres 1168. A mulher cujo casamento foi arranjado pela Revolução 1349. Minha mãe 14510.A mulher que esperou quarenta e cinco anos 15511. A filha do general do Kuomintang i8012. A infância que não consigo esquecer 19913. A mulher cujo pai não a reconhece 21514. Uma mulher moderna 23715.As mulheres da colina dos Gritos 261Epílogo 277Agradecimentos 281PrólogoÀs nove horas de 3 de novembro de 1999, eu estava a caminho decasa, depois de dar uma aula no curso noturno da School of Oriental andAfrican Studies (SOAS) da Universidade de Londres. Ao sair da estação demetrô de Stamford Brook para a escura noite de outono, ouvi um somrápido atrás de mim. Não tive tempo de reagir e alguém me bateu comforça na cabeça e me jogou no chão. Instintivamente, segurei firme abolsa, onde estava a única cópia de um manuscrito que eu acabara deescrever. Mas o meu agressor não se deixou demover."Dá a bolsa" gritava sem parar.Resisti com uma força que não sabia que tinha. No escuro, nãoconseguia enxergar um rosto. Só estava ciente de que lutava com um parde mãos fortes, mas invisíveis. Tentei me proteger e, ao mesmo tempo,dar-lhe um pontapé no ponto onde achei que ficasse a virilha. Ele chutoude volta e senti uma dor aguda explodindo nas costas e nas pernas, e o3
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