/  13
Universidade de São Paulo
Faculdade de Direito do Largo São Francisco
Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento
(UNCTAD)

Organizações Internacionais I
Professores: Professor: Alberto do Amaral Júnior
Assistentes: Caio Gracco e Elaini Cristina G. da Silva

Alunos:
Jeane S. A. de F. Barbosa - nº. USP 5734300
Marina Ferro e Silva - nº. USP 4944567
Murilo Civolani Forlin - nº. USP 3733494
Natália Ferraz Granja - nº. USP 4947765
Natália Ferreira de Castro - nº. USP 4946656
Nina R.de A. Beggs - nº. USP 4945791
Renata F. C. da Silva - nº. USP 4944995
Renato Barichello Butzer - nº. USP 4945172
Ricardo Tadeu Sampaio - nº. USP 4947981
Silvio Pinheiro - nº. USP 4946281
Sonia Hashimoto Naves - nº. USP 4945697

Diurno Par - 7º semestre
São Paulo
2006
Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento
(UNCTAD)
INTRODUÇÃO

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento é um fórum de negociação e deliberação intergovernamental que foi criado em 1964, por iniciativa dos países em desenvolvimento. Trata-se do principal órgão permanente da ONU para apoiar os países em suas metas de desenvolvimento e integração ao comércio internacional. Essa organização buscaria, assim, promover políticas de desenvolvimento para os países periféricos, utilizando-se, para tanto, do fomento do comércio internacional.

Participam dessas conferências presidentes ou chefes de governo, que aprovam declarações e informes enviados à Assembléia Geral da ONU e outras Organizações Internacionais. As Conferências realizam-se a cada quatro anos e têm como braço executivo e, ao mesmo tempo, órgão supervisor, a Junta de Comércio e Desenvolvimento. Esse Fórum conta com ajuda de técnicos e organismos especializados, que realizam pesquisas e análises da conjuntura mundial e aprovam planos de ação para os países membros.

Há dois grandes grupos representativos na UNCTAD: o Grupo dos 77, formado por países periféricos, inclusive a China, e o G-8, composto pelos países centrais. Também têm sua importância os blocos regionais, como os da América Latina, Ásia, África e Oriente Médio.

O Grupo dos 77 foi instituído em 1964, simultaneamente à realização da I Reunião da UNCTAD, visando fomentar a criação de mecanismos de coordenação de políticas para atuação dos países em desenvolvimento no cenário internacional. Atualmente, esse Grupo conta com mais de 135 países, sendo que já obteve diversas conquistas. Uma das mais importantes foi fazer com que a Assembléia Geral da ONU aprovasse a Declaração e o Programa de Ação para uma Nova Ordem Econômica Internacional.

2
ATUAÇÃO DA UNCTAD

A UNCTAD, entretanto, não tem conseguindo alcançar plenamente seus fins. A esse respeito, o jornalista Joelmir Betting traduz a impressão de grande parte da mídia ao dizer que a UNCTAD é um “encontro de diplomatas que nada têm a fazer”.

A necessidade de desenvolvimento dos países ecoa: a ampliação da desigualdade está ameaçando a estabilidade das nações centrais. O diálogo entre os países ricos e emergentes tem se ampliado mais por imperativo de sobrevivência que por solidariedade. É nesse contexto que se torna imprescindível a atuação da UNCTAD. Não se objetiva que essa organização internacional seja um instrumento vazio para operacionalizar acordos da OMC, mas sim uma instituição preparada para enfrentar os desafios do desenvolvimento dos países pobres.

Podem-se apontar diversas metas a serem perseguidas pela UNCTAD, entre elas a necessidade de se devolver aos Estados nacionais o direito soberano para definição de políticas domésticas adequadas às suas realidades; de se deter a intervenção de outros países em defesa dos investidores e das transnacionais; de se submeter o comércio e as instituições aos princípios consagrados nas conferências da ONU. A UNCTAD, assim, buscaria um real compromisso dos governos com a superação das desigualdades na definição das políticas de combate à pobreza.

Atualmente, os grandes temas discutidos no âmbito da UNCTAD são o tema da agricultura e o da chamada indústria criativa. No que concerne à agricultura, ela é identificada como a principal atividade econômica dos países em desenvolvimento. Discutem-se, assim, políticas agrícolas, inclusive aquelas que possam prender o homem ao campo, para que não sejam agravadas as seqüelas do subdesenvolvimento, como a exclusão social e as desigualdades nos centros urbanos. Nesse contexto, é amplamente discutida a questão dos subsídios agrícolas concedidos pelos países centrais.

A indústria criativa, por sua vez, constitui-se daquelas que integram o ramo da informação e da cultura, como as indústrias cinematográfica, de livros, de rádio e televisão. Aqui, também se verifica a forte disparidade existente entre países centrais e periféricos.

3

Share & Embed

More from this user

Add a Comment

Characters: ...