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Fisiognomonia

Fisiognomonia

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Fisiognomonia
(def.): do Gr.
 physiognomonía
<
 physis
, natureza +
 gnomon
,o que conhece. A arte deconhecer o caráter dos homens pelas feições do corpo.A Fisiognomonia teve seu berço na Índia, quando osantigos habitantes daquele país estudavam as rugas docorpo, e as causas e origens das mesmas. Foi levada para aChina, desenvolvida e estudada como diagnóstico, principalmente pelo Dr. Pen Chião, considerado overdadeiro pai dessa ciência.Tida como uma subdivisão da Medicina Chinesa, a Fisiognomonia é estudadaatualmente por monges, acupunturistas, e por toda uma legião de leigos e profissionaisque reconhecem seu valor e importância como diagnóstico. Além de permitir que oespecialista conheça certas particularidades do caráter da pessoa, a Fisiognomoniafornece outras informações através dos traços faciais, relacionando-os à sua saúdefísica, emocional e mental. A causa pura está na sensibilidade do especialista perceber,no rosto do paciente, o diagnóstico que se manifesta, quando os detalhes são reforçadose as pequenas mudanças são tratadas como
 grandes
mudanças, e averiguadas as mazelasque não se manifestam (pseudo-saúde).As anormalidades que se tornam perceptíveis e reclamam com dores, tornam possívelo tratamento. Tabalhoso, porém, é identificar e atacar os males ocultos, que ainda não semanifestaram. Entretanto, se um paciente se sente, por exemplo, abatido e longe de seuvigor corpóreo (refulgência), e haja dúvidas quanto à razão dessa anomalia, isso poderáser resolvido pelo fisiognomonista, que identificará pelo seu rosto e nas áreasespecíficas, os males que o afligem.A frase de
O Silêncio dos Inocentes
(Silent of the Lambs, 1991) dá o tom de nossa busca. Uma agente do FBI insistentemente pergunta a um famoso ex-psiquiatracomedor de carne humana sobre o paradeiro de um assassino de mulheres que teria sidoseu cliente. Procurando mostrar em forma de enigma qual é o objetivo desse assassino,o canibal enuncia esta frase. Pois bem, o assassino não matava por ódio. Na verdade,gostava tanto das mulheres que queria ser uma delas. Entretanto, para alcançar seuobjetivo, ele raptava mulheres meio gordas. Mantendo-as em cativeiro, as engordavamais e mais. Então as matava e retirava partes de suas peles. Então as costurava.Pretendia fazer uma roupa com a pele das mulheres.Paul Valery tem uma frase, “o mais profundo é a pele”. Seja como for, o assassino demulheres parecia fixar a identidade delas no elemento mais material e mais visível.
Ser 
mulher passava por 
 parecer 
com uma mulher. Desta forma, para ele ser mulher não terianenhuma relação com a busca de uma possível alma feminina. Travestido com pelehumana morta, o assassino parece curto-circutar a lógica da linguagem não-verbal daaparência. Platão já havia chamado atenção para a inutilidade do mundo sensível. Oumelhor, sua única utilidade seria servir de degrau para ultrapassá-lo.
 
A fisiognomonia sempre baseou seus estudos na articulação entre a afirmação danecessidade de um mundo sensível articulada à crença na existência de outro, desta vezinteligível. Sendo que é deste que podemos inferir a verdade última. Trata-se, naverdade, da velha questão da engenharia dos métodos de previsão.
A Linguagem do Rosto
, de Umberto Eco, nos dá uma resumida introdução ao tema(1). Mostra-nos que Aristóteles já havia tocado no assunto. O dado básico é a hipótesede que poderíamos julgar o caráter de um homem ou animal a partir de sua estruturacorporal. Tal avaliação seria possível por conta de outra hipótese, as inclinações naturaistransformariam simultaneamente alma e corpo. Portanto, os traços do rosto deveriamremeter a características internas (éticas e morais) (ao lado, prisioneiro de campo deconcentração nazista).Eco nos conta que, com Charles Darwin e Cesare Lombroso, o século XIX confere aela um status científico. Procurava-se desta forma distinguir entre uma fisiognomonianatural (associações frágeis e ambíguas) e outra fisiognomonia, dita científica (baseadaem estudos anatômicos) (2). A frenologia postula que tudo encontra representação nasuperfície do cérebro: faculdades mentais, tendências, instintos, sentimentos. Por exemplo, aqueles com acentuadas qualidades mnemônicas tem o crânio redondo, olhossalientes e distantes um do outro. Combatida por todos, pretendia que, mesmo que umindivíduo seja honesto, sua honestidade é mentirosa porque sua conformação cranianamostra quem ele de fato é.Lombroso acaba ligando esta tradição às práticas racistas que, além do mais, revestemde caráter científico a visualização da figura do criminoso. Eco faz uma interessantereferência ao caráter lombrosiano-lavateriano da fotografia 3x4, que todos nóscarregamos na carteira de identidade. Em sua opinião, a própria fotografia nos deforma,tornando-nos “pessoas ruins” por nossa feiúra. Eco também faz referência à revista emquadrinhos... “Chegamos à revista em quadrinhos. E, de fato, a revista em quadrinhos ea caricatura são os lugares onde a fisiognomonia adquire valor fotográfico deestenografia e esboça, com poucos traços enfatizados, toda uma história psicológica emoral. Baseando-se exatamente nos preconceitos (e em parte na sabedoria antiga) deuma fisiognomonia natural:usando-os e reforçando-os”. (3) Notas:1. ECO, Umberto. A linguagem do rosto IN
Sobre os espelhos e outros ensaios
. Rio deJaneiro: Nova Fronteira, 1989.2. Idem, p.48.3. Ibidem, p. 52.Parte do texto retirado de:"http://corpoesociedade.blogspot.com/2008/03/rostos-fisiognomonia-i.html"
 
Leitura de Rosto e Leitura CorporalA Leitura
Temos como "mascarar" o consciente, não o inconsciente. O rosto expressa o mais profundo pensamento, o mais profundo sentimento, a mais profunda emoção.Os antigos médicos chineses faziam diagnósticos médicos apenas olhando para a pessoa. Sabiam sobre seus costumes, personalidade, hábitos, pois tudo estava traçadoem seus rostos.Segundo eles, cada órgão do corpo humano é associado a um elemento. O fígado e osórgãos associados, os (tendões, os olhos) são do elemento madeira; o coração e osórgãos associados (os vasos sangüíneos, a língua) são do elemento fogo; o baço e osórgãos associados (os músculos, a boca) são do elemento terra; os pulmões e os órgãosassociados, a (pele, o nariz) são do elemento metal; o rim e os órgãos associados, (osossos, o ouvido) são do elemento água.As rugas, refletem a falta de energia nos órgãos. Essa "falta de energia", de acordo comos 5 elementos na MTC nos revelam certos padrões de pensamento.

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