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De Sao Paulo a San Pedro de Atacama - Diario de Bordo

De Sao Paulo a San Pedro de Atacama - Diario de Bordo

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Narrativa, desde os preparativos de uma viagem de monomotor ao Chile.
Narrativa, desde os preparativos de uma viagem de monomotor ao Chile.

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Published by: Diogo Ribeiro da Luz on Oct 26, 2011
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11/09/2013

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Introdução
De São Paulo ao Deserto do Atacama, no norte do Chile, com muita tranquilidade, num mono-motor.Fiz a viagem, muito bem acompanhado do maravilhoso PP-LUZ, um Cessna 350, também conhe-cido por Corvalis ou Columbia 350. Este seu nome original, até que o projeto fosse adquirido erebatizado pela Cessna. O meu teve a casualidade de ser o primeiro entregue pela atual fabri-cante.Ele é todo construído em material composto, em fibras de carbono e vidro, semiacrobático, de 4lugares, cruzeiro típico de 170Kt, sobe até 18.000Ft e tem autonomia superior a 1.100 milhasnáuticas.O motivo inicial da viagem era conhecer a região de San Pedro de Atacama e visitar um sobri-nho, recém-nascido em Santiago do Chile.Por razões inexplicáveis, em pouco tempo havia três dúzias de pessoas formando o grupo daviagem. Todos em avião coemrcial, incluindo familiares meus. Ofertei a todos a possibilidade decompartilharmos o trecho aéreo. Silêncio... Ninguém respondeu. Sequer perguntando quantotempo demoraria ou se ia balançar ou se.... Sei lá. Às vezes penso que possa ter gente que nãogosta muito de voar. Difícil. Mas as circunstâncias haveriam de vingar esse desdém, mais adian-te.Como jamais insistir no convite para alguém embarcar comigo, deixei assim. Confesso que talvezaté tenha preferido o prazer do voo solitário, na companhia exclusiva do meu querido equipa-mento. Difícil pensar em mais de 3 ou 4 pessoas, junto de quem essa viagem pudesse ter sidomelhor. Acho até que estou gostando da idéia de escrever esse diário como forma de oferecerum pouco dos momentos felizes que vivi nesses dias.Então vamos aos preprativos.
 
 Planejando a Viagem
Estava claro que os pontos mais críticos da viagem seriam o cruzamento da Cordilheira dos An-des, com picos ultrapassando 20.000Ft. e a região do deserto, propriamente, com ventos fortese desencontrados e boa parte com fundos de vale beirando 15.000Ft.O plano, como de fato ocorreu, era fazer a viagem na primeira quinzena de outubro. O períodode verão oferece condições mais favoráveis para cruzar as montanhas. Naquela região as chuvase formações se concentram principalmente entre março e setembro, muitas vezes trazendoconsigo o componente gêlo.Comecei pesquisando os aeroportos internacionais próximos ao meu caminho, do destino à ori-gem, começando assim por Antofagasta, no Chile. Do lado brasileiro, Ponta Porã apareceu comomelhor escala. Para evitar um tiro longo antes de atingir a área dos Andes, considerei uma escalaem Salta, na Argentina. Depois de bastante pesquisar nas cartas e no prático e confiável, MapsGoogle, conclui que teria de passar uma boa hora ou mais entre 16.000Ft e o limite de 18.000FT,contornando os picos.Assim, tinha o esboço da minha viagem fazendo, São Paulo, Ponta Porã (Intl.), Salta (Intl.), Anto-fagasta (Intl.), San Pedro de Atacama, Santiago (Intl.), Uruguaiana (Intl.). E de volta a São Paulo.Aí, com certa frustração, mudei os planos. Não encontrei nem soube de alguém que tivesse feitotravessia semelhante. Ainda ouvi das pessoas que fiz contato, do Aeroclube de Salta e pilotos daregião, a forte recomendação para evitar aquela área, que seria muito arriscada para esse tipode avião, por fortes e inesperadas tempestades e falta de apoio.Não me convenci com as explicações, mas sendo um principiante nos voos andinos, resolvi aco-lher a sugestão e guardar esse trecho para um futuro próximo.Então optei por cruzar a cordilheira na ida, fazendo o caminho inverso que planejara para a vol-ta. O lindo Cruce VFR del Cristo, entre o sul de Mendoza e o norte de Santiago. Por esse caminhopode-se ver, não só o belíssimo Pico do Cristo, como também o mais alto do hemisfério. O famo-so Aconcágua.Dirigi assim, minhas atenções para Mendoza, onde rapidamente fui encaminhado a conversarcom o Sr. Alejandro, na ARO, (sala AIS deles). Um desses apaixonados pelo que faz. Daí parafrente foi uma tranquilidade, só. Ele me passou, por email as coordenadas a seguir, até comimagens. O caminho vai sobre a estrada que liga os dois países, pelo lado argentino seguindo oRio Mendoza e, no Chile, passa em Portillo descendo o Rio Colorado, até los Andes. É por baixoda aerovia usada pelos aviões de linha, que vão do Brasil. A altitude mínima de segurança é14.000Ft., sempre visual. Esse caminho me dava tranquilidade, pois já tinha feito boa parte decarro algumas vezes e o tinha familiarizado, na mente.Definida a rota São Paulo, Foz do Iguaçu (Intl.), Mendoza (Intl.), Antofagasta (Intl.), San Pedro deAtacama, Santiago (Intl.), Uruguaiana (Intl.) e São Paulo, um tanto mais longa, embora segura.Passei aos trâmites burocáticos.

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