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I. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO.....................................................................................2 II. CLASSIFICAÇÕES DAS CONSTITUIÇÕES.................................................................2 III. PODER CONSTITUINTE................................................................................................3 IV. A NOVA CONSTITUIÇÃO E AS NORMAS DO ORDENAMENTO ANTERIOR.....3 V. CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS QUANTO À EFICÁCIA: 3 VI. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS................................................................................4 VII. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE............................................................5
A) A Supremacia da Constituição ................................................................................. ..................5 B) Os Tipos de Controle de Constitucionalidade.............................................................. ..............6 C) O Controle Jurisdicional.......................................................................................... ...................6 D) Vantagens e Desvantagens dos Sistemas Difuso e Concentrado........................... ....................6 E) O Controle da Constitucionalidade no Brasil..................................................... .......................7 F) O Controle Concentrado de Constitucionalidade na Constituição de 1988.............................8 G) O Controle Difuso de Constitucionalidade na Constituição De 1988................................... ....9
A) Direitos e garantias individuais: .............................................................................................. .11 B) Direitos Sociais:.............................................................................................................. ............13 C) Da nacionalidade:.............................................................................................. ........................13 D) Direitos Políticos:...................................................................................................... .................14
XI. PODERES DO ESTADO.................................................................................................27 PROCESSO LEGISLATIVO:...............................................................................................29 C) PODER JUDICIÁRIO......................................................................................................33 XV. FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA.........................................................................39 XVI. DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS.....................43 XVII. ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL..........................................................................44
A Constituição pode ser conceituada, com base em diferentes critérios. É comum apontar-se os conceitos sociológico, político e jurídico. O conceito sociológico foi desenvolvido por Ferdinand Lassalle e enfatiza os fatores reais de poder na sociedade. O conceito político está relacionado a Carl Shimitt, para quem a constituição se refere à decisão política fundamental. O conceito jurídico está ligado a Hans Kelsen e entende a Constituição como uma norma jurídica fundamental. Kelsen também elaborou um, conceito lógico de constituição ao desenvolver a norma fundamental hipotética que não é norma jurídica, mas um fundamento lógico para o sistema de normas.
resultam de uma vontade autoritária, a exemplo das brasileiras de 1824, 1937 e 1967. As promulgadas são elaboradas por representantes do povo. As cesaristas resultam de uma elaboração autoritária, mas são submetidas ao referendo popular.
constituições rígidas são alteráveis por procedimentos complexos, diferentes dos estabelecidos para alteração das leis comuns. As constituições flexíveis são modificáveis pelos mesmos procedimentos previstos para alteração das leis comuns. As semi-rígidas ou semi-flexíveis distinguem uma parte, considerada mais importante e alterável de forma rígida e outra modificável pelos procedimentos comuns. A constituição brasileira de 1824 foi semi-rígida. As demais são classificadas como rígidas.
essenciais ao Estado (forma de Estado, forma de governo, regimes políticos, poderes do Estado e direitos fundamentais) e podem até existir fora da constituição formal. A constituição formal corresponde às normas que passaram pelo procedimento de elaboração das normas constitucionais, seja qual for o conteúdo.
Segundo Loewenstein, as constituições podem sernor mativas quando efetivamente conseguem disciplinar a realidade política e social;no minalistas quando pretendem disciplinar a realidade, mas não encontram ressonância;se mânticas quando não passam de um instrumento de legitimação do poder, vez que não há sequer a pretensão de ser aplicada à realidade.
Sempre houve diferença entre o poder de elaborar as normas fundamentais e o de criar as normas comuns. No entanto, a teoria do Poder constituinte somente se desenvolveu no século XVIII, a partir do abade Sieyès com o panfleto denominado “O que é o terceiro estado? ”, indicando como titular de tal poder a nação. Depois, prevaleceu o reconhecimento do povo como titular do poder constituinte.
O poder constituinte derivado é na realidade um poder constituído, já que está disciplinado pela constituição. Trata-se de poder secundário, limitado, condicionado. Abrange o poder de alterar a constituição, através de reforma ou de revisão e também o poder de elaborar as constituições estaduais, o que se chama de poder decorrente.
O surgimento de uma nova constituição acarreta a total revogação da constituição anterior, vez que são normas da mesma hierarquia. Não é aceita no Brasil a tese da desconstitucionalização pela qual as normas da constituição anterior poderiam continuar em vigor com o status de lei ordinária no que fosse materialmente compatível com a nova constituição.
As normas do ordenamento infraconstitucional anterior podem ser recepcionadas ou não. A recepção ocorrerá se houver compatibilidade material com a nova constituição. Ainda que não haja compatibilidade formal, é possível a recepção. Por exemplo, lei ordinária anterior editada para regular matéria para a qual a nova constituição exigiu lei complementar poderá ser recepcionada, havendo compatibilidade material, passando a ter o nível de lei complementar. As normas incompatíveis materialmente serão consideradas não recepcionadas ou revogadas, não prevalecendo na jurisprudência do STF a tese da inconstitucionalidade superveniente.
Segundo a conhecida classificação de José Afonso da Silva, as normas constitucionais podem ser de eficácia plena, contida e limitada. Todas as normas constitucionais possuem algum grau de eficácia. As de eficácia plena e as de eficácia contida têm aplicabilidade imediata. A diferença é que as de eficácia contida podem ter o seu alcance restringido por outras normas (p.ex. o art.5º, XIII, da CF assegura a liberdade do exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, mas permite que a lei estabeleça qualificações profissionais o que representa a possibilidade de limitação do alcance da liberdade concedida). As de eficácia plena, além de serrem aplicadas imediatamente, não podem receber limitações como, por exemplo, as normas que organizam os Poderes do Estado. As de eficácia limitada possuem eficácia mínima, dependendo da lei para a plena produção dos seus efeitos como, por exemplo, algumas normas que consagram direitos sociais. As normas programáticas são espécie de eficácia limitada e caracterizam as constituições-dirigentes, estabelecendo princípios de transformação
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