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Bruxaria Hoje - Gerald Gardner

Bruxaria Hoje - Gerald Gardner

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P
REFÁCIO
Bruxas da Inglaterra me disseram: "Escreva e conte às pessoas que nãosomos pervertidas. Somos pessoas decentes, apenas queremos ser deixadasem paz, mas há certos segredos que você não pode revelar." Após algunsargumentos sobre o que não deveria ser revelado, tive permissão de contarmuito do que jamais havia vindo a público em relação a suas crenças, seusrituais e suas raes para o fazer; também para enfatizar que nem suaspresentes crenças, nem seus rituais e práticas são maus.Escrevo apenas sobre o que ocorre no Norte, Sul, Leste e Oeste daInglaterra de hoje, em grupos de bruxas que eu conheço. Além disso, mostreia origem de pelo menos algumas das histórias que foram contadas sobre oofício. Posso apenas repetir as palavras de Lúcio Apuleio nas
Metamorfoses,
XL, 23, que escreveu um longo relato de sua própria iniciação nos mistériosem linguagem crítica, dizendo: "Contei a você coisas que, embora você tenhaouvido, não pode saber o significado".Museu da Magia e da Bruxaria em Castletown é o único no mundodevotado à magia e à bruxaria. Tenho provas materiais do que digo.Eu gostaria de manter contato com pessoas de outros grupos de bru-
LS
 para discutir esses assuntos e ouvir alguém que tenha mais informaçõessobre o tema da bruxaria.Desejo agradecer ao sr. Ross Nichols, editor da cristã
História e PréMagia,
por me fornecer informações suplementares e por suas sugestõese comentários muito úteis.
G. B. Gardner 
Diretor,Museu da Magia e da BruxariaThe Witches' MillCastletown, Ilha de Man.
 
I
NTRODUÇÃO
 
DA
E
DIÇÃO
B
RASILEIRA
 A Bruxaria Hoje,
de Gerald Gardner, é um marco no renascimento dabruxaria, ou na criação da wicca (palavra de origem anglo-saxã). Este livroserviu para trazer a público a bruxaria e para reavivar o interesse pelo tema,tarefa engendrada anos antes por
 Aradia, o Evangelho das Bruxas
deCharles Godfrey Leland, o importantíssimo
O Culto das Bruxas na EuropaOcidental 
de Margaret Murray* e
 A Deusa Branca
de Robert Graves, semesquecer, é claro,
O Ramo de Ouro
de Sir James Fraser. Todos estes livrossemearam o caminho para que a wicca viesse a florescer.Gardner passou a maior parte de sua vida trabalhando na Malásia. Destaforma, pôde entrar em contato com várias tradições exóticas. Este gosto fezcom que, após a sua aposentadoria e regresso à Inglaterra, ele ingressassena "Sociedade de Folclore". Além dela, ele percorreu os meandros doocultismo britânico, pesquisando as mais diversas fontes. Nessas pesquisas,ele conheceu Aleister Crowley e Old Dorothy Clutterbuck, importantes figurasem sua trajetória.Gardner foi membro da "Fellowship of Crotona", em New Forest, ondeele se deparou com Dorothy Clutterbuck, que o teria iniciado na bruxaria.Podemos imaginar que Gardner forjou a iniciação no
coven
de OldDorothy, ou, de fato, ele se deparou com este
coven,
talvez um grupoformado baseado no trabalho de Murray. Há quem diga que este
coven
nunca existiu, mas há relatos que dizem que na segunda grande guerra, emNew Forest, um grupo de bruxas se reuniu para impedir o desembarque dosexércitos nazistas.A própria existência de Old Dorothy Clutterbuck era colocada em dúvida;por sua vez, Doreen Valiente, discípula de Gardner, consegue provar aexistência de Old Dorothy Clutterbuck.
*
Lançado pela Madras Editora
 
Nada disso prova efetivamente a afirmação de Gardner e, por sua vez,também não a nega. O que salta aos olhos é o ecletismo de elementosusados por Gardner na confecção da wicca.Muitos dos rituais são criados a partir de elementos da Magia Ceri-monial, especialmente a advinda da Aurora Dourada
(Golden Dawn),
daMaçonaria, dentre outras fontes.Os fundadores da G.D Mathers, Westcoott e Woodman eram maçons emembos da SRIA, da qual, por sua vez, Hargrave Jennings era membro.Havia boatos da ligação de Jennings com um coventículo, e Gardner atéimaginava que ele poderia ser o "autor" do
Livro das Sombras.
As ligaçõesde Jennings com cultos fálicos são proverbiais.Hargrave Jennings era o autor do livro
Os Rosa-crucianos,
no qual narravárias facetas do ocultismo e dentre elas elementos da bruxaria.Duas fontes têm uma importância especial na criação da wicca: Aleis-terCrowley e Charles Godfrey Leland, através do seu livro
 Aradia, o Evangelhodas Bruxas.
Para alguns estudiosos, o verdadeiro "pai" da bruxaria wicca foi Aleis-terCrowley e não Gardner, sendo Crowley o autor do
Livro das Sombras*
Muitos anos antes, Crowley já havia se colocado como profeta na novaera e ressurgidor do paganismo. Tinha pesquisado e desenvolvido váriasvertentes da Magia e seria a pessoa ideal para "consultor" de criação de umculto de bruxaria.Gardner foi feito membro da O.T.O,** ordem Mágicka restruturada porCrowley. Lá ele veio a conhecer Kenneth Grant, dentre outros.A relação entre os dois (Crowley e Gardner) era amistosa, e o próprioGardner crê que uma das pessoas capazes de ter escrito o
Livro das Som-bras
era Crowley. Uma forma talvez de lhe dar a autoria sobre o livro, ou justificar a grande quantidade de material de Crowley.Independentemente de quem foi o autor, há inúmeras passagens deCrowley no
Livro das Sombras
de Gardner: "Eu sou a chama que arde emtodo coração humano, e no núcleo de toda estrela. Eu sou Vida, e o doadorda vida, entretanto, conhecer-me é conhecer a morte". "Eu os amo! Euanseio por vós! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou todoprazer e púrpura, e ébria no sentido mais profundo, os desejo."De todas as passagens, a mais clara é "Faz o que tu queres desde quenão prejudiques a ninguém" (ou correlata), uma adaptação clara de "Faz oque tu queres há de ser o todo da Lei", a máxima de Crowley. Ou ainda ouso do pentagrama "Meu número é 11, como todos seus números que são

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