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Construção Garrafas PET

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Garrafas PET
Mensagem: 2Data: Thu, 4 Dec 2003 22:42:29 -0200De: "Luiz Carlos Pereira" <pereira@mbox1.ufsc.br>Assunto: Re: CASA COM PAREDES DE GARRAFA PET
Senhores:Há cerca de uns cinco anos, venho usando as garrafas derefrigerantecomo material agregado à construção e edificação. As garrafas dePET sãodesenhadas daquele jeito todo arredondado, para permitir que umaparedemuito fina resista a uma pressão tão grande (180 lbs), e umaexcelenteagilidade diante de impactos. Assim como o ovo, a garrafa de PET éfeita para não rachar, a menos que sofra algum trauma perfuro-cortante.Minha primeira experiência de peso foi o aterramento de umavoçoroca,para a construção de um caminho. Uma pequena estrada, onde asgarrafas,cheias de água, eram espalhadas ordenadamente, espalhando terraentreelas, numa pequena camada excedente. O segredo é que o barro secompactaentre as garrafas, igualando as pressões interna e externa, o quetransforma tudo em um 'quase nada'. Levamos as garrafas vazias,enchendo-asno local, economizando muita energia e material de deposição. Agarrafadeve conter água, para aproveitar a qualidade dos líquidos, que éaincompressibilidade. Ou seja, a garrafa vira uma pedra. Da mesmaformafizemos com uma calçada de cimento, para o piso de uma sorveteria.Asgarrafas espalahadas, cobertas por uma boa camada de cimento a 3 X1 deareia e cimento. Sem brita. Cerca de seiscentas delas substituírammuitomineral que não foi consumido, ao mesmo tempo que conserva agarrafa bemguardadinha, cheia d'água, pelos próximos quatrocentos anos. Se agentenão aprender a cuidar da água, vamos precisar dela bem antes.
 
Faz uns três anos, que estamos usando as garrafas para substituirostijolos de barro. A quantidade de garrafas para preencher um metroquadrado é a mesma que seria de tijolos seis furos. Cerca detrinta garrafas.As ditas são dispostas na horizontal, ensacadas em embalagem decebola(aqueles sacos amarelos ou vermelhos, de ráfia), na horizontal,aproveitando-se para encaixar os fundos uns nos outros, Com isso,vamos ganharuma estruturação lateral, uma vez que nos gargalos amarramos osvergalhões de ferro 4,2 ou bambu, que vão manter as garrafasemparedadas. Paraajudar na firmeza da parede, estende-se um fio de arame recozidoaolongo dos fundilhos das garrafas. Este arame vai garantir um'aperto',aumentando a firmeza da estrutura. O que vamos ganhar é umaseqüência deespaços onde teremos muita massa de cimento, com outra onde aparedeexterna à garrafa é bastante delgada. Nossas paredes ficam comtrezecentímetros de espessura. Gosto de lembrar que a estrutura desustentação daparede (colunas) não é alterada, a não ser uma possível redução dedimensões, em virtude da diminuição do peso das paredes. Até omomentotemos montado paredes térreas, o que não alterou em nada aestrutura daedificação. A única coisa que fizemos, foi enfiar garrafas nacaixaria daviga do solo.Estou tentando colocar as fotos que temos num site, pra provocardiscussões e críticas. A lógica da parede é bastante simples.Leveza econforto termo-acústico, além de uma amarração na parede quepraticamenteimpedirá o rompimento. Se alguém bate com uma marreta, ganha-a devolta,pois a estrutura vibra mas não quebra. Além disso, os vergalhões easgarrafas ensacadas, dificultariam em muito qualquer tentativa deentrada, diferentemente dos tijolos, que têm uma baixa resistênciaao impacto.Quanto ao conforto térmico, não precisa dizer muito. Grandesbolhas dear parado, formando um verdadeiro edredon. Buscamos resgatar atécnicatão mal tratada, original dos que aqui viviam, que é o pau-a-pique,
 
estuque ou taipa. Se antigamente, e atualmente nos arrabaldes, ascasas sedesmontavam pela falta do cimento, hoje temos facilidade de umasériede elementos impermeabilizantes, que nos permite usar até o papelmachêcomo forma de agregado, revestindo-se com esses produtos,especialmentenas paredes internas. Existem alguns produtos que, quandoaplicados,fazem papelão ganhar textura de cimento. Só que no momento nãoestamosnos aventurando pelos produtos 'alternativos' de preenchimento,pois oque nos importa é agregar a garrafa no processo.Tenho acompanhado notícias de alguns empreendimentos nessa linha,através de toques da imprensa, mas todos os modelos apresentadosque conhecipecam por não agregarem o fator 'praticidade' às suasalternativas. Viuma reportagem de alguém que fez as paredes com as garrafastransversas, cheias de areia. Adorei, para fazer uma trincheira.Naquela paredenão passa nem bala de fuzil, pois o homem fez uma bela caixa deretenção.Aqui na UFSC, um laboratório do Departamento de arquiteturahttp://www.arq.ufsc.br/labsisco/labsisco.htmlestá desenvolvendoumprojeto com o uso das garrafas. Divergimos na estrutura daproposta,quando eles defendem a 'industrialização' do processo, através daconstruçãode placas pré fabricadas, que seriam montadas numa estruturacomercial.Para mim, só tem sentido montar as placas no galpão de triagem daCooperativa de Catadores, deixando a parte de alvenaria para serexecutadano local da obra.Quanto às motivações do poder público, acredito que o mercado dareciclagem do PET, como reconversão de matéria-prima, ainda nem seestabilizou. Experiências como essa minha, são fruto de uma lógicacompletamenteavessa a essa, que começa quando se pensa o produto como umadisponibilidade de recurso, e não como um problema. De todo modo,sistematizaressa proposta não é tarefa fácil, pois ela traz consigo oprincípio daauto gestão e autonomia ao atual modelo de dominação por que passaa

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