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Melissa - A Meretriz Do Mal - Carlos Orsi Martinho

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melissa, a meretriz do mal
uma fantasia científica da “intempol”® por carlos orsi martinho
 
‘tis now the moment still and dread when sorcerers use their baleful power;when graves give up their buried dead to profit by the sanctioned hour:(mathew lewis, “the monk”)
* * *
como é possível que não reconheçamos a presença de algomaior do que nós, movendo-se adiante dentro de nós e ao nosso redor?(teilhard de chardin, “o fenômeno humano”)
* * *
“how c-could you?”“it was easy”(mickey spillane, “i, the jury”)
 
prólogo
a mesa do comissário pedroso é uma confusão de pais. atuaresponsável pelo departamento de ordem ideológica, ele se vê à beira de umcolapso, ou do desemprego – provavelmente, de ambos.os informes são os mais disparatados: um pitecantropo que desenvolveu métodos primitivos (porém engenhosos) para extrair nitratos do esterco, glicerina das plantas e em seguida passou a, ao que tudo indica, tentar inventar a tnt; um camponês medieval quediscursa contra a exploração nas glebas e a mais-valia; nas ruas de são paulo do século xxii, um pastor prega o mitraísmo.as idéias estão todas, todas fora do lugar.
* * *o galeão oslo, suas velas impulsionadas pelos ventos do éter, o timoneirofirme nas bombas de gás cavorítico, redistribuindo a massa gravitacional da nau,alternando repulsão e atração de acordo com as necessidades de cada momento,manobra com facilidade por entre os espaços ínfimos do aglomerado deasteróides, numa parte especialmente densa do cinturão entre marte e júpiter.a marinha etérea do império tem bases nas rochas maiores, ceres, vesta e palas, mas essas fortificações são mais cabeças de ponte em território hostil doque sinais de soberania. o cinturão é a província de piratas e renegados, onde asnaus a vela, que usam os balões antigravitacionais apenas como auxiliares demanobra, funcionam muito melhor que os grandes dirigíveis encouraçados.o galão chega o mais perto possível do núcleo do aglomerado, onde duasrochas do tamanho de casas giram em torno uma da outra – e de si mesmas – numa dança de possessos. os piratas chamam essas duas pedras de negros comcimitarra, numa alusão ao combate cerimonial da capoeira das lâminas.elas nunca se tocam. no centro exato do sistema há um volume de espaço, pouco menos de nove metros cúbicos, de calmaria total.vestindo a película atmostérmica contra os rigores do éter, tarik, capitão do

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