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TÉCNICAS ASSÉPTICAS

TÉCNICAS ASSÉPTICAS

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TÉCNICAS ASSÉPTICAS
Técnicas que se utilizam de um conjunto de processos, medidas ou meios para impedir ocontato do microorganismo com a F.O. (Ferida Operatória).
TERMOS EMPREGADOS
ASSEPSIA- conjunto de meios usados para diminuir os germes patogênicos de umadeterminada superfície;ANTISEPSIA- remoção parcial dos microorganismos da pele por agentes químicos (tecidosvivos);DESINFECÇÃO- destruição dos germes sem necessariamente eliminar os esporos(bacteriostático);ESTERILIZAÇÃO-é a eliminação total dos microorganismos inclusive esporos e inativação devírus;DEGERMAÇÃO- remoção ou redução das bactérias da pele, seja por meio de limpeza mecânicaou química (tecidos vivos);PREPARO PARA A INSTRUMENTAÇÃOUso de roupas privativas de circulação exclusiva no Centro Cirúrgico, gorros, máscaras eprotetores de sapatos (própés).
PREPARO DA PELE
Para um bom preparo da pele é necessário duas coisas água morna e sabão que reduzem aflora bacteriana à 50% a cada 1 minuto de escovação. Na escovação utilizam-se dois métodos:MECÂNICO E QUÍMICO.
MÉTODO MECÂNICO
No método mecânico faz-se uso de sabão ou anti-séptico, escovas com cerdas macias para africção da pele e água para enxágüe.
MÉTODO QUÍMICO
Usa-se em associação com alguns elementos do método mecânico, exemplo escova comsolução de PVP-I;A escolha do método para eliminação ou inativação dos microorganismos das mãos dependeda flora que se pretende atuar e da situação em particular. Nossa pele possui 10.000organismos vivendo em cm2 da nossa pele.Soluções anti-sépticas usadas:PVP-
I “POLIVINILIODOPIRROLIDONA” (nas versões alcoólica, aquosa e degermante);
 Clorohexidina (nas versões alcoólicas, aquosa e degermante);
 
 
Álcool à 70% líquido ou em gel;
FLORA TRANSITÓRIA
- constituída de microorganismos localizados nas unhas, regiãosublingual, dobras da pele, leitos ungueais das mãos. É a maior responsável pela transmissãode infecção pós-operatória. A flora transitória, por sua vez, é facilmente removível pela simpleslavagem com água e sabão ou destruída pela ação de anti-sépticos.
FLORA RESIDENTE
- constituída de microorganismos localizados em regiões mais profundas,glândulas sebáceas, folículos pilosos. A flora residente é de difícil remoção, não sendoremovível por escovação ou lavagem, mas pode ser inativada pela ação de soluçõesantisépticas.
DEGERMAÇÃO
Conduta de baixo custo e extremamente relevante no contexto da prevenção da infecçãohospitalar. É preciso, pois, que os profissionais de saúde sejam alertados e conscientizadossobre a necessidade de adesão aos corretos métodos para essa prática, uma vez que a floraresidente e, mais frequentemente a transitória, sejam as causadoras de contaminação einfecção hospitalar.
LAVAGEM BÁSICA DAS MÃOS
Esse método objetiva remoção da maioria da flora transitória bem como de sujidades, célulasdescamativas, oleosidades, suor, pêlos e alguns microorganismos da pele.a)
 
Abrir torneira sem encostar na pia para evitar contaminação;b)
 
Colocar de 3 a 4 ml de sabão líquido nas mãos, se o sabão for em barra enxaguá-loantes de usar;c)
 
Ensaboar as mãos por 15 a 30 segundos não esquecendo palmas, dorso, espaçosinterdigitais, polegar, articulações, unhas, e extremidades dos dedos e punho;d)
 
Enxaguar as mãos em água corrente, retirando totalmente a espuma e os resíduos desabão, sem respingar água na roupa e no piso e sem encostar na pia;e)
 
Enxugar as mãos em papel toalha duas folhas e, com esse mesmo papel, fechar atorneira, desprezando-o no lixo;
ANTISEPSIA DAS MÃOS
A anti-sepsia é feita com substâncias que removem ou impedem o crescimento demicroorganismos da flora transitória e alguns da residente de pele e mucosas, chamados anti-sépticos.A antisepsia direta das mãos pode ser feita em locais onde a lavagem das mãos não é viávelnão estando às últimas sujas com matéria orgânica. A técnica, nesse caso, inclui fricção de 3 a5 ml de anti-séptico por no mínimo 15 segundos em toda a superfície das mãos. A secagemdeve ser natural no caso de ter sido álcool à 70%.Em procedimentos de risco que precisem de efeito residual dos anti-sépticos pode-se optarpela lavagem das mãos com água e sabão, seguida do uso do anti-séptico. Procede-se dessemodo, por exemplo: no preparo da dieta no berçário, preparo de solução enteral e parenteral,
 
na instalação de diálise, na instrumentação e sondagem de orifícios naturais, em punções,antes e após curativos.A escolha entre lavagem simples das mãos, uso de anti-sépticos e lavagem seguida de anti-séptico deve basear-se no grau de contaminação, no procedimento a ser realizado e naimportância de reduzir-se a flora transitória e/ou residente.
PREPARO PRÉ-CIRÚRGICO DAS MÃOS
É um procedimento que objetiva reduzir o risco de contaminação da ferida cirúrgica pelaremoção ou destruição dos microorganismos da microbiota transitória e pela redução ouinativação da flora residente.Para uma melhor eficiência do procedimento o profissional deve remover TODAS as jóias erelógios, ter as unhas aparadas e sem esmalte, não podendo ser usada unhas postiças. Escovasduras e reaproveitáveis devem ser evitadas.O material básico a ser utilizado consta de:Água em pias com acionamento de pé, cotovelo ou joelho;Dispensador de sabão líquido e anti-séptico;Porta papel toalha descartável;Compressas estéreis;Sequência de preparo cirúrgico das mãos:a)
 
Abra a torneira, molhando as mãos as mãos antebraços e cotovelos;b)
 
Coloque a solução detergente anti-séptica e espalhe-a nas mãos, antebraços ecotovelos. No caso da escova impregnada com anti-séptico, pressione a parte daesponja contra a pele e espalhe por todas as partes;c)
 
Pegue uma escova esterilizada e escove unhas, dedos, mãos e antebraços por últimoos cotovelos, nesta ordem, sem retorno, por cinco minutos, numa escovação com omesmo sentido, mantendo as mãos numa altura superior aos cotovelos;d)
 
Limpar sob as unhas com as cerdas da escova ou com o limpador de unhas (palitinhoque vem junto da escova);e)
 
Friccionar as mãos, observando espaços interdigitais e antebraço por no mínimo 5minutos;f)
 
Enxaguar as mãos em água corrente, no sentido das mãos para os cotovelos, retirandotodo o resíduo do produto. Fechar a torneira com o cotovelo, joelho ou pés, se atorneira não possuir fotosensor;g)
 
Aplique solução alcoólica do anti-séptico utilizado, deixando-o secar antes de calçar asluvas. Essa luva química ou luva séptica como alguns a chamam pode ser dispensável.Estudos já comprovaram que o uso da LUVA QUÍMICA promove colonização. Não useálcool após o uso dessas soluções, pois o efeito residual obtido por elas será anulado;h)
 
Enxugar as mãos em toalhas ou compressas estéreis, com movimentos compressivos,iniciando pelas mãos e seguindo pelo antebraço e cotovelo, atentando para utilizar asdiferentes dobras da toalha/compressa para áreas distintas.i)
 
Manter as mãos em plano elevado;

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