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CURY - O_direito à Educação

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O DIREITO À EDUCAÇÃO: Um campo de atuação dogestor educacional na escolaCarlos Roberto Jamil CuryIntrodução
Tanto quanto um direito, a educação é definida, em nossoordenamento jurídico, como dever: direito do cidadão – dever doEstado. Do direito nascem prerrogativas próprias das pessoas emvirtude das quais elas passam a gozar de algo que lhes pertencecomo tal. Do dever nascem obrigações que devem ser respeitadastanto da parte de quem tem a responsabilidade de efetivar odireito como o Estado e seus representantes, quanto da parte deoutros sujeitos implicados nessas obrigações. Se a vida emsociedade se torna impossível sem o direito, se o direito implicaem um titular do mesmo, há, ao mesmo tempo, um objeto dodireito que deve ser protegido inclusive por meio da lei.Hoje, praticamente, não há país no mundo que não garanta, emseus textos legais, o direito de acesso, permanência e sucesso deseus cidadãos à educação escolar básica. Afinal, a educaçãoescolar é uma dimensão fundante da cidadania e tal princípio éindispensável para a participação de todos nos espaços sociais epolíticos e para (re)inserção qualificada no mundo profissional dotrabalho.Por isso, o art. 205 de nossa Constituição Federal de 1988 é claro:
 
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 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família,será promovida e incentivada com a colaboração dasociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Dessa definição, bela e forte ao mesmo tempo, seguiram-se outrospreceitos visando à efetivação desse direito à educação jáproclamado no artigo 6º. da mesma Constituição como o primeirodireito social. Tal efetivação abrange desde os princípios e regrasda administração pública até as diretrizes que regem os currículosda educação escolar.A educação escolar é um bem público de caráter próprio porimplicar a cidadania e seu exercício consciente, por qualificarpara o mundo do trabalho, por ser gratuita e obrigatória no ensinofundamental, por ser gratuita e progressivamente obrigatória noensino médio, por ser também dever do Estado na educaçãoinfantil.Esse bem público, capaz de ser como serviço público, aberto, sobcondições, à iniciativa privada, é, no âmbito público cercado deproteção como, por exemplo, a Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional, o Plano Nacional de Educação e os parecerese resoluções dos Conselhos de Educação. Veja-se, por exemplo, avinculação percentual de impostos na Constituição, aobrigatoriedade do censo escolar e a avaliação de desempenhoescolar.
 
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Mas como se trata de um direito reconhecido, é preciso que eleseja garantido e, para isto, a primeira garantia é que ele estejainscrito no coração de nossas escolas cercado de todas ascondições. Nesse sentido, o papel do gestor é o de assumir eliderar a efetivação desse direito no âmbito de suas atribuições.A declaração e a efetivação desse direito tornam-seimprescindíveis no caso de países, como o Brasil, com fortetradição elitista e que, tradicionalmente, reservaram apenas àscamadas privilegiadas o acesso a este bem social. As precáriascondições de existência social, os preconceitos, a discriminaçãoracial e a opção por outras prioridades fazem com que tenhamosuma herança pesada de séculos a ser superada.Por isso declarar e assegurar são mais do que uma proclamaçãosolene. Declarar é retirar do esquecimento e proclamar aos quenão sabem ou se esqueceram que somos portadores de um direitoimportante. Declarar e assegurar, sob esse enfoque, resultam nanecessária cobrança de quem de direito (dever) e naindispensável assunção de responsabilidades por quem de dever(direito) em especial quando ele não é respeitado.Se a nossa Constituição põe como princípio do ensino a garantiade
um padrão de qualidade
(art. 206, VII), por contraste,assinala, no art. 208, § 2º que
o não oferecimento do ensinoobrigatório ou sua oferta irregular, importa responsabilidade daautoridade competente.
 

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