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A ESCOLA CLÁSSICA LIBERAL

A ESCOLA CLÁSSICA LIBERAL

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A ESCOLA CLÁSSICA LIBERAL
ADAM SMITH (1723-1790)
Século XVIII e início século XIX: salto quântico na relação entre humanidade eecossistema: a revolução agrícola (enclosures) e a revolução industrial. A fábrica,a máquina a vapor, o tear mecânico e a produção em grande escala. A expansãodo mercado. A sociedade urbano-industrial. As novas classes sociais: oproprietário capitalista da terra, o empresário capitalista, o trabalhadorassalariado e o exército industrial de reserva. O plano político: as revoluçõesburguesas (Revolução francesa, Revolução americana, independência dascolônias...). A derrubada do absolutismo monárquico, do privilégio da nobreza, doclero e da servidão. A transformação do liberalismo de mera doutrina político-filosófica numa força política real. A separação entre estado e igreja. O início doprocesso de exaltação à ciência. A Economia Política.
1776: “
 A Riqueza das Nações
” (ADAM SMITH). A DIVISÃO DO TRABALHO erao maior progresso observável na economia, embora mais visível nas pequenasmanufaturas. A divisão do trabalho implica circunstancialmente no aumento dadestreza do trabalhador, na economia de tempo e na invenção de um grandemero de quinas. A ciência é outra circunstância. A conseência é aopulência universal que se estende às classes. Alta nos salários, renda e lucros. Ariqueza de uma nação é o seu TRABALHO – anual, abstrato e geral – não oacúmulo de moedas (concreto e específico). A EXTENSÃO DO MERCADO deve serampliada ao máximo, por bancos, transportes e entrepostos comerciais para nãolimitar a produção. Associação entre CAPITAL e TRABALHO. O dinheiro facilita aexpansão dos negócios como meio de troca. Valor: TRABALHO COMANDADO.Valor: renda da terra, lucro e salário; que representa a quantidade de trabalhocomandado por cada um. Paises ricos e manufaturados significam estar emestágio avançado da divisão do trabalho. O princípio: tendência humana para ocomércio, barganha e a troca. O gênio diverso das profissões é conseqüência dadivisão do trabalho.Denúncias ao protecionismo mercantilista, LIBERDADE.Laissez-faire, Laissez-passer, exceto nos serviços essenciais: exército, tribunais,obras públicas, educação e religião. Mão invisível: controle de mercado. Impostoproporcional e progressivo sobre a renda. Distinção entre preço nominal e preçoreal.
JEAN BAPTISTE SAY
 
(1768-1832)
 Obras: Traité de Economie Politique (1803), Cathecisme d’Economie Politique(1815), Lettres à Malthus (1820), Cours d’Économie Politique (1828). Discípulo edifusor de SMITH (França e EUA). Otimismo e Liberalismo: apogeu entre 1830 e1850. Ausência do fenômeno da renda na França do início do Séc. XIX, vastonúmero de pequenos e médios produtores rurais.- A indústria passará a constituiro fenômeno central da produção. A produção, um lugar proeminente na EconomiaPolítica. Ênfase no papel do empreendedor e do lucro.
Lei das Saídas:
Produçãoé a via de escoamento dos produtos. Impossibilidade de superprodução. Teoria doEquilíbrio Geral e do Ajustamento Autotico (oferta-procura, produtos erendimentos, fluxos reais e monetários, emprego e população).
 
ROBERT MALTHUS (1766-1843)
Obras:
Teoria da População
(1803)e
Principles of Political Economy” 
(1820). População cresce a progressão geométrica e os meios de subsistência aprogressão arittica. Rendimentos decrescentes. Poupança: causa dedesequilíbrios e crises de superprodução. Fato: empobrecimento das massasRemédio: Lei dos Pobres, celibato, castidade e controle da natalidade. Ênfase noconceito de demanda efetiva.
DAVID RICARDO (1772 – 1823)
Obra: “
Princípios de Economia política e Taxação” (1817)
. Economiapolítica: estudo que preside a divisão da produção industrial entre as classesque colaboram na sua formação. TEORIA DA RENDA DA TERRA: 1)
Homooeconomicus
 
,
ante opulentas terras livres, ele as escolhe e ocupa. Em primeirolugar ocupa as terras mais férteis. O preço de custo é único.
 
2) a populaçãoaumenta e novas terras são lavradas e de fertilidade inferior. O preço de custo éelevado. As terras de fertilidade inferior inferem o preço da mercadoria. Chama-se r
enda diferencial
à renda devida à diferença de preços de custos para terrasde fertilidade decrescente. 3) Quando todas as terras forem exploradas, os preçosprosseguem em ascensão porque a população continua crescendo. Esta alta vaiproporcionar aos proprietários de terras exploradas em último lugar uma
rendade monopólio.
Enquanto o proprietário territorial percebe uma renda cada vezmais ponderável, os lucros vão decrescer e os salários vão se manter ao nível dasubsistência. O capital tem, portanto, rendimentos decrescentes; para se obteremo produto suplementar é necessário incorporar quantidades cada vez maiores decapital e trabalho. VALOR: TRABALHO INCORPORADO, CONTIDO OUACUMULADO; soma de todos os trabalhos exigidos para se chegar à produção dariqueza.
TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS DO COMÉRCIOINTERNACIONAL. Propõe a supressão das taxas sobre as importações de cereais.Equilíbrio monetário: os metais preciosos possuem, em cada país, a mesmacapacidade de aquisição perante as mercadorias. A abundância de ouro determinano país uma alta nos preços (teoria quantitativa da moeda). A alta nos preçosproporciona um aumento das importações e uma retração das exportações,portanto um déficit na balança comercial. O déficit provoca, por sua vez, saídasde ouro e, portanto, uma baixa dos preços.
C: A ESCOLA SOCIALISTA
Caracteres gerais do Socialismo: 1) Igualdade: dos meios de produção, meiosde consumo, ou segundo SAINT-SIMON: “De cada um segundo sua capacidade, acada um segundo sua necessidade”. Tipos: a) participacionismo (individual eliberdade nas trocas); b) apropriacionismo (grupal e setorial); c) coletivismo(propriedade social). 2) Propriedade: limitão (coletivismo) ou supressão(comunismo). 3) Liberdade: economias planificadas na produção, circulação erepartição.
 
SOCIALISMO UTÓPICO
Fins do culo XVIII até o último teo do culo XIX. Características:espiritualista (ideal), voluntarista (ético), otimista (via pacífica) e doutrinário(não-científico).
Correntes: 1) Associacionista: supressão do regime da livre-concorrência emanutenção da liberdade. (Robert Owen, Charles Fourier). 2) Industrialista:reforma na produção (planificação) e repartição (propriedade privada sujeita àprodução). SAINT-SIMON. 3) Corrente de trocas: reforma na circulação (troca).PROUDHON.
ROBERT OWEN
(1772-1858). Proprietário de indústrias têxteis em UK,defensor do socialismo associacionista liberal. Ênfase na educão moral,instrução, assistência social; melhores condições de trabalho e alojamento.Legislação trabalhista e indústria –modelo. Associação tipo colônia agrícola comigualitarismo absoluto (critério da necessidade). Colônia de New Harmony (USA).Supressão do lucro pela supressão da moeda. Trabalho: única medida do valor(bônus de trabalho). Justo-preço.
CHARLES FOURIER 
(1772-1837). Associação livre e universal (propriedadesocietária).
Falanstério: ministério da falange hotel cooperativo
(centros deeconomia fechada e associação voluntária das classes sociais: proprietárioscapitalistas e operários) com objetivos agrícolas. Condenação e limitação àpropriedade privada. Princípio ético para supressão do individualismo e aalienação do trabalho (reformas na repartão e no processo de trabalho).Transformação do homem pela criação de um novo ambiente. Necessidadesessenciais garantidas e distribuição dos bens proporcional à forma de participaçãosocial (capital, terra, trabalho, talento e capacidade). Supressão do salário.Consumo individual e coletivo.
SAINT-SIMON
(1760-1825). Produtivismo ou socialismo industrialista.Estudo do quadro social e não do indivíduo. Lei da evolução (progresso). Lei daorganização (industrialismo). Objetivo de produção máxima. Condenação aodireito de sucessão hereditária (antagonismo de classes). Propriedade coletivados meios de produção e distribuão eqüitativa segundo os prinpios decapacidade e necessidade. Autoritarismo (organização da produção). Governo pormaras (invenções, exames e execução). Estado: distribuão, impulso efuncionamento do sistema.
PROUDHON
(1809-1865). Corrente do socialismo de trocas. Reforma nacirculação (ato de troca). Reconhece o direito de sucessão hereditária. Combateao industrialismo autoritário. Defesa do trabalho livre. Condenação à renda semtrabalho. Princípio da posse; crédito gratuito (banco de trocas); bônus de troca(sindicalismo).
JOHN STUART MILL
Para Stuart Mill, o homem tem, até certo ponto, o poder de modificar o seucaráter, se assim o quiser. Esta afirmação traz no fundo a questão da escolha eda vontade, o que pode ser dito, em outras palavras, que
"querer é poder" 
(Mill, 1981, p. 11-12). No seu pensamento estão presentes duas fidelidadesintelectuais, uma para a filosofia empírico-utilitária e outra para o liberalismo.

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