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Qualidade das Práticas em Intervenção Precoce: Uma Prioridade

Qualidade das Práticas em Intervenção Precoce: Uma Prioridade

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3009

Qualidade das Práticas em Intervenção Precoce: Uma Prioridade
Maria Elisabete Mendes1, Ana Isabel Pinto2 & Júlia Serpa Pimentel3
2

Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Portalegre Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto 3 Instituto Superior de Psicologia Aplicada

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O presente projecto, pretende caracterizar a realidade de serviços de intervenção precoce, bem como avaliar o grau de implementação dos modelos teóricos recomendados e a adequação
3009

Qualidade das Práticas em Intervenção Precoce: Uma Prioridade
Maria Elisabete Mendes1, Ana Isabel Pinto2 & Júlia Serpa Pimentel3
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Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Portalegre Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto 3 Instituto Superior de Psicologia Aplicada

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O presente projecto, pretende caracterizar a realidade de serviços de intervenção precoce, bem como avaliar o grau de implementação dos modelos teóricos recomendados e a adequação

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Published by: Fernando Manuel Oliveira on Nov 03, 2011
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3009
Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
Universidade do Minho, Portugal, 4 a 6 de Fevereiro de 2010
Qualidade das Práticas em Intervenção Precoce: Uma Prioridade
Maria Elisabete Mendes
1
, Ana Isabel Pinto
2
& Júlia Serpa Pimentel
31
Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Portalegre
2
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto
3
Instituto Superior de Psicologia Aplicada
O presente projecto, pretende caracterizar a realidade de serviços de intervençãoprecoce, bem como avaliar o grau de implementação dos modelos teóricosrecomendados e a adequação das práticas desenvolvidas pelos profissionais naresposta às necessidades identificadas ao nível da criança, da família e da gestãodos recursos da comunidade.A investigação tem focado, essencialmente, as percepções dos profissionais e graude satisfação dos pais e não o que se passa efectivamente no decorrer do programade intervenção. Assim, propusemo-nos a partir de uma autoavaliação efectuadapelos profissionais, analisar e observar as práticas implementadas no âmbito dediferentes programas de intervenção precoce.Os resultados deste estudo poderão contribuir para criar uma cultura de critérios dequalidade que permitam avaliar as práticas, bem como para introduzir uma culturade gestão de procedimentos no âmbito da intervenção precoce e poderão servirainda como estímulo para iniciativas de intercâmbio, formação e investigação.
Palavras-chave:
Intervenção, Precoce, Avaliação, Qualidade.
1.
 
INTRODUÇÃO
A partir da década de noventa do século passado, com a mudança do enfoque edos objectivos dos programas de intervenção precoce, as questões de investigaçãoprioritárias sofreram profundas alterações. Bailey e colaboradores (1998), consideramque os estudos que visam avaliar a eficácia dos programas de intervenção precocedevem abordar as percepções que a família tem relativamente à sua experiência esatisfação como participante no programa, bem como a influência que a intervençãoprecoce tem nos vários aspectos da vida familiar.No entanto, a avaliação das práticas em intervenção precoce não deverá limitar-sea identificar as percepções de pais e profissionais relativamente às acções desenvolvidasnos programas, mas deverá avaliar, também, eventuais discrepâncias entre os objectivosdelineados e a forma como estão a ser efectivamente implementados (Bailey, 2001;Dunst & Bruder, 2002).O estudo de Pimentel (2005) permitiu identificar discrepâncias entre as percepçõesde pais e de profissionais relativamente às práticas de intervenção precoce, sugerindo anecessidade de analisar as práticas efectivamente implementadas no âmbito dosprogramas.
 
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Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
Universidade do Minho, Portugal, 4 a 6 de Fevereiro de 2010
Os modelos teóricos relativos à intervenção precoce devem adequar-se à realidadee cultura do país, tal como as práticas dos diferentes programas se devem adequar àscomunidades que servem, promovendo uma efectiva coordenação entre serviços erecursos locais e a participação das famílias (Bairrão, 2003).O Despacho Conjunto 891/99
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estabeleceu em Portugal as orientações relativas àspráticas de intervenção precoce, tendo sido concebido com base na legislação em vigornos Estados Unidos. A publicação deste normativo legal foi efectuada, tal como referemBairrão e Almeida (2002), sem ter havido um trabalho prévio no sentido de se perceberqual o estado da arte no nosso país e sem ter sido avaliado se seria este o modelo maisadequado à realidade Portuguesa.Assim, ao desenvolver este projecto de investigação propomo-nos: a) caracterizara realidade de serviços de intervenção precoce estruturados com base no enquadramentolegal em vigor; b) analisar em que medida os programas traduzem práticasrecomendadas a nível internacional, baseadas em modelos teóricos centrados na família;c) avaliar em que medida as práticas efectivamente implementadas pelos profissionaisrespondem às necessidades identificadas ao nível da criança, da família e da gestão dosrecursos da comunidade.Considerando que os estudos realizados até ao momento relativamente à realidadeda intervenção precoce no nosso país, em geral, e à região do Alentejo em particular(Franco e Apolónio, 2008), se baseiam na avaliação indirecta das práticas com base emquestionários ou entrevistas, este estudo pretende aprofundar o conhecimento acercadestas práticas, complementado os dados de inquérito com dados de observação dasacções efectivamente implementadas.
O desejo de introduzir critérios de qualidade, mecanismos de regulação eobjectivos comuns que permitam analisar as práticas profissionais mais do que asdescrições teóricas ou as estatísticas, parece ser um desejo partilhado pela maioriados protagonistas da intervenção precoce. Os legisladores querem conhecer autilidade dos serviços; os administradores a sua eficácia; os profissionais queremreconhecimento do seu trabalho e estimulo para a formação e investigação; os pais,cuja participação é decisiva, pretendem elementos concretos de orientação emrelação ao que podem e devem esperar da Intervenção Precoce (Ponte, 2004, p.23).
2.
 
MÉTODO
Os trabalhos efectuados por Hauser-Cram e colaboradores (2000), salientam que arealização de um estudo avaliativo deve corresponder a um desejo dos profissionaisenvolvidos a diferentes níveis. Deste modo, quer os financiadores e gestores do
 
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Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
Universidade do Minho, Portugal, 4 a 6 de Fevereiro de 2010
programa, quer os profissionais que prestam serviços directos, devem estar de acordorelativamente ao tipo e objectivos da avaliação.Com base neste pressuposto, garantimos que a implementação do presente estudoavaliativo correspondesse a um desejo dos profissionais envolvidos nos programas deintervenção precoce do distrito de Portalegre, quer ao nível da coordenação, quer daintervenção directa, tendo havido acordo relativamente ao tipo e objectivos daavaliação. Assim, após auscultar o interesse da equipa de coordenação distrital narealização deste estudo de avaliação das práticas em intervenção precoce, a investigaçãoiniciou-se com um processo de autoavaliação realizado por cada um dos profissionaisdas equipas de intervenção directa, sendo complementada por dados de naturezaqualitativa e quantitativa, através de análise documental e observação participada daspráticas. De facto, tal como refere Pimentel (2005), a relação que se estabelece entre oprograma, os seus utentes directos e a comunidade, só pode ser correctamente avaliadapela observação cuidadosa das práticas que são implementadas.
2.1 Participantes
Definimos como amostra de conveniência para o nosso estudo, as Equipas deIntervenção Directa (EID) do distrito de Portalegre, que integra a região Alentejo. Nestazona do país a implementação de serviços de intervenção precoce foi sendo estruturadacom base nas directrizes preconizadas pelo Despacho Conjunto n.º 891/99.Considerámos, ainda, como amostra para a nossa investigação alguns Serviços deIntervenção Precoce (SIP) da zona metropolitana de Lisboa, com o intuito inicial deestudar o instrumento de autoavaliação dos padrões de qualidade em intervençãoprecoce, mas que nos viria a permitir incluir também no nosso estudo algumas análisescomparativas das práticas, promovidas por equipas de duas regiões com um historialdiferente de criação de serviços.Na recolha de dados realizada, no que diz respeito à
autoavaliação dos padrões dequalidade em intervenção precoce
, participaram um total de 77 profissionais, dos quais42 desempenhavam funções em EID do distrito de Portalegre (55%), e 35 integravamSIP da zona de Lisboa (45%). A composição das equipas é muito semelhante nas duasregiões no que diz respeito ao tipo de profissionais que as constituem. Assim, osprofissionais que procederam à autoavaliação da qualidade das suas práticas emintervenção precoce (ver Tabela 1) pertenciam às seguintes categorias profissionais:

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