Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword or section
Like this
11Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
3 - Arthur e a Vingança de Maltazard

3 - Arthur e a Vingança de Maltazard

Ratings: (0)|Views: 1,683 |Likes:
Published by api-3736750

More info:

Published by: api-3736750 on Oct 18, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/18/2014

pdf

text

original

 
 
Everton
 
Volume 3
 
Capítulo 1
Finalmente um vento ligeiro girava o cata-vento! Ele já nãoagüentava mais aquele imobilismo, aquele sincio pesado. A quinacomeçou a guinchar e a chiar por todos os lados, como uma velha portafechada há muito tempo, e as pás giraram suavemente no ar quente. Elaspareciam uma colher remexendo um purê muito grosso. Preguiçosos demaispara lutar contra aquele ar tão pesado, muitos pássaros haviam decididopassar o dia fazendo a sesta, mas o guincho destoado do cata-vento eraexatamente o sinal que esperavam. As andorinhas, menos preguiçosas emuito mais brincalhonas do que seus colegas, foram as primeiras que searremessaram em cima dos fios dos postes de luz. Primeiro elas mergulharamna direção do chão para adquirir velocidade, depois se apoiaram em cima deum ar tão espesso como uma calda de marshmallow e corrigiram a trajetóriarente ao solo. Todos aguardavam aquele sinal. "Se as andorinhas conseguemse manter no ar, nós também conseguiremos", pensaram os pintarroxos, oscoleópteros e outros, insetos voadores. E todo aquele mundinho começou ase agitar e a pular de galho em galho para juntar-se ao trânsito.Com seu magnífico vestido de listas, a abelha também decidiravoltar para o trabalho e sobrevoava o jardim à procura de uma flor da qualainda não tivesse colhido o néctar. Não era uma tarefa fácil. O verão estavaterminando, o mês de setembro já começara, e não restava quase nenhumaflor intocada. Mas a abelha era uma operária trabalhadora. Ela percorreu o jardim metodicamente e passou em revista as margaridas, as papoulas doscampos e as outras flores selvagens.Como a colheita não prometia ser muito boa, e ela não podiavoltar para a colméia com as mandíbulas vazias, nossa abelha resolveu ir atéa casa. Ela fora avisada mais de cem vezes que ali era uma zona perigosa, eque era melhor evitá-la, mas uma abelha sempre se arrisca quando sua honraestá em jogo. Ela aproximou-se timidamente daquela casa, como se fosse um
 
templo maldito. A abelha nem desconfiava que, na sua essência, aquelafazendola era um templo do amor e do bem-estar, da alegria e do bom humor.Afinal, era a casa de Arthur.A grande varanda de madeira havia sido pintada de azul-claro,tão claro que ninguém ficaria espantado se uma nuvem viesse pousar nele. Oresto da casa recebera uma mão de tinta branca um pouco mais brilhante. Eramais chique.Nossa abelha entrou pela varanda coberta que acompanhava afachada da casa. Ali, o ar estava mais fresco, e um leve cheiro de tinta recém-aplicada tornava a atmosfera ainda mais agravel. A abelhinha estavaencantada. Enquanto se deixava levar por aquele vento fresco que a conduziasuavemente ao longo da casa, ela sobrevoou um monte muito peludo semrabo nem cabeça. Porém, quando a abelha passou por cima dele, o peludoespichou uma orelha e abanou o rabo para cumprimentá-la com um bom-dia eao mesmo tempo dar um sentido ao seu monte de pêlos. O peludo abriu umolho e viu a abelha passar por cima dele. Um olho vidrado, preguiçoso, comuma ponta de malícia envolta em uma bela camada de tolices. Não havianenhuma dúvida: era Alfredo, o cachorro de Arthur. O cão soltou um grandesuspiro e readormeceu imediatamente. Ele ficava cansado até quando sefalava dele.Nossa abelha abandonou Alfredo ao seu próprio destino, queera tornar-se muito mais um capacho do que um cão de caça, e dobrou aesquina da casa. O inseto estava cada vez mais embriagado por aquelecheiro maravilhoso de tinta fresca. As paredes cintilavam como miragens nodeserto, e o ar deslizava por elas como um tobogã. A abelha não entendiamuito bem por que o lugar tinha uma reputação tão ruim quando tudo pareciaser feito para receber visitas. Em contrapartida, não havia uma única flor nohorizonte. Mas a abelha parecia ter esquecido um pouco sua missão.Subitamente, ela viu um tesouro! Bem ali, bem em cima da

Activity (11)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Mayara Caroline Marçola added this note
ameio o livro. Mais uma vez vocês estão de parabens.Apenas uma observação este livro esta faltando partes.
Natã Cardoso liked this
Oxony20 liked this
Humberto Muax liked this
Nuno_S_R liked this
pati 001 liked this
DanielaRosindo liked this

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->