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06/14/2013

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o
diálogo
Diálogodesfeitopelovento
(1927)-RenéMagritte(Colãoparticular).
--------------------~
estaalturavocêjádeveestar convencidodequefilosofarémesmouma maneiraumpouco"diferente"depensarsobre ascoisas.
É
estaraberto
à
dúvida,
à
admiração, aoespanto.
É
estarembuscadeum pensamentoqueéuma"conversadaalmaconsigomesma",comodefiniuPlatão.Masquemfilosofaquerdialogartambémcomoutras"almas",outraspessoas,parachegarcomelas-idealmente-aumacordo.Issoquer dizerquefilosofarébasicamentepraticaro dlogo.Quetipodediálogo?
É
oqueveremoscommaisdetalhenestecatulo.
Questõesfilosóficas
Oqueéumdiálogo? Paraquedialogar? Comosefilosofa? Paraquefilosofar? Conhecemosoqueacreditamosconhecer? Oquepodemosafirmarcomcerteza?
Conceitos-chave
diálogo,conversação,discurso,precio,clareza, conhecer,generalizar,linguagem,todo diagico,dialéticasocrático-platônica
 
Situaçãofilosófica
Umastrônomo,umfísicoeummatemáticoestavampassandofériasnaEscôcia.Olhandopela janeladotremelesavistaramumaovelhapretanomeiodocampo."Queinteressante",observouoastrônomo,"naEscóciatodasasovelhassãopretas."Aoqueofísicorespondeu:"Não,nada disso!Algumasovelhasescocesassãopretas".Omatemáticoolhouparacimaemdesesperoe disse:"NaEscóciaexistepelomenosumcampo,contendopelomenosumaovelha
epelomenosumladodela
é
preto".
(STEWART,
citadoem
SINGH,
O
últimoteoremadeFermat,
p.147).
Analisandoasituação
Quemsãoostrêspersonagensdahistorieta
7
Oqueosaproxima?Oqueossepara? Sãoumastrônomo,umfísicoeummatemá- tico.Demodogeral,podemosdizerqueeles têmemcomumofatodeseremestudiososde trêsdisciplinaspertencentesàschamadasciên-ciasexatas(nasquaissepretendeumconhe- cimentoexato,precisoeobjetivosobreas coisas,combasenomodelomatemático). Aastronomiaeafísicaseaproximameseinter-penetram,poissãociênciasemquepredominaa observaçãodomundoconcreto,sensível,eque podemutilizaraexperimentaçãoparaconfirmar suashiteses(emboranemsempre,comonaastrofísica,cujoobjetodeestudoépraticamente inalcançável),visandoformularleisgerais.Por suavez,amateticapropriamenteditaconsti- tuiumaciêncianãoexperimental,quenãolida, demodogeral,comarealidadeconcreta,poisse baseiaemobjetosabstratos,ideais,eampliaseu conhecimentosobreelespormeiodadedução lógica,conduzidacomtodoorigor. Ondeestavam?Passavamporumasituaçãoro- tineira?EstavamnaEscócia,passandorias.Porisso,e pelodiálogoquelevaram,podemossupor,mes- mosendoessaumahistóriafictícia,queerames- trangeirospasseandoporesseps.Dequalquerforma,teriamsaídodesuarotina,desuavida cotidianaeencontravam-seemumasituação maisfavorávelàexperiênciadeestranhamento, deadmiração.Oquechamouaatençãodeles,quebrandoofluir"monótono"daviagem? Foiavisãodeumaovelhanegranomeiodo campoescos.Porqueissochamariaaatenção deles?Provavelmenteporqueasovelhasmaisco- mumenteconhecidassãodecorclaraoubranca. Umaovelhanegraéalgopoucofrequente,oque gerouumaquebra,umestranhamento,umaad- miração.Qualfoioresultadodessaquebra? Aquebralevou-osarefletirsobreoquehaviam vistoeainiciarumdiálogoemquecadaum expressouconcluesdistintas.Ditodemanei- ramaisprecisa:comoeramcientistas-istoé, estudiosos,pessoascomprometidascomoco-nhecimento-,cadaqualpassouaformularumahipóteseouafirmaçãoarespeitodoqueavisão deumaovelhanegraisoladaemumcampoda Escialhepermitiaconhecer"deverdade".Esse diálogoconstituiuma
paródia
domundocientí-fico,fazendoumacaricaturadastrêsciências.
Padia-
imitaçãooucaracterizaçãomica,satíricadealgumacoisa.
Comosepodeminterpretaraspalavrasdoas- trônomo?Interpretaréentenderoquefoidito,aprofun- dando-seemseusignificado.
É
cavoucar,esca-
 
rafuncharasentrelinhas,oqueestáimplícito. Temosqueoastrônomoconcluiu,aoveruma ovelhanegra,quetodasasovelhassãonegrasna Escócia.Essaéuma
inferência
evidentementeequivocada.Nãosepodefazertamanhagenera- lizaçãoapartirdeumúnicocaso.Assim,pode- mosentenderquecertareferênciacaricatu-ral
à
astronomia(ciênciaquetratadeentendereexplicaratotalidadefísicadouniverso),bem comoaumatendênciamuitocomumnaspesso- as:adegeneralizarapartirdemuitopouco.
Infencia-
conclusãoaquesechegasobrealgoapartirdeou- troelementotidocomoverdadeiro,porqualquertipoderaciocínio.
Easpalavrasdofísico?Podemosdizerqueofísiconão
é
tãoexageradoquantooastrônomo,mastambémseprecipita, poissaberqueexisteumcasodeovelhanegrana Escócianãoimplicaaexistênciadeoutras,mes- moquesejamapenasalgumas,comoeleconclui. Essapoderiaseraúnicaovelhanegranessepaís. Portanto,faltourigoremsuaafirmação. Easpalavrasdomatemático
7
Omatemáticotembempresentetudoisso.Fa- zendousodalinguagemprecisaquecaracterizasuaciência,eleformulaumaafirmaçãorigoro-samentelógicaarespeitodetudooqueépossí- velconhecerapartirdaexperiênciaquehaviamtido:"NaEscóciaexistepelomenosumcampo, contendopelomenosumaovelhaepelomenos umladodelaépreto".Defato,tudooquese haviavistoeraumcampo,umaovelhapretae umladodela.Seelanãosevirou,ninguémviu seuoutrolado.Teoricamente,portanto,nãoé impossívelqueooutroladotivesseoutracor.Ao mesmotempo,porém,ousodaexpressão"pelo menos"emsuaproposiçãodeixaabertaapossi- bilidadedequeexistaoutrocampocomoutra ovelhanegra,bemcomoqueooutroladodelasejanegro.Vofariaalgumacrítica
à
mensagemtransmiti- daporessaanedota?Parapodercriticaressaanedota,vocêpreci- sa-depoisdeentenderbemotextoesuasen- trelinhas-iralémdeleeverseusproblemas:o quefalta,ondeeleéparcial,oquetemdemau oudebomete.Vejamosumexemplodisso. pessoasquenãogostammuitodasformula- çõesfeitaspormatemáticos,quandosetratade explicararealidadeconcreta.Elaspoderiamdi- zer,porexemplo,queodiálogoestáincompleto, quedeveriaterprosseguidocomobjeçõesdeou- trosespecialistas.Nessecaso,talvezumbiólogo pudessedizer:"Emboraseuraciocíniosejabas- tantecorretodopontodevistalógico,seconsi- deramososfatos,istoé,aexperiênciaquetodos nóstemosdarealidade,éaltamenteimprovável queessaovelhatenhaumacordistintadooutro lado.Alémdisso,dopontodevistabiológico..." eassimpordiante.Ouseja,aconversaçãopo- deriatercontinuado,enriquecidacomoutros argumentoseconhecimentos,cadapersonagem tentandoencontrarmelhoresfundamentosparasuasopines.Essaéumacaracterísticamarcan- tedodiscursofilosófico.

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