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01/12/2013

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CAPíTULO
Aonda
(1897)-CamilleClaudel(Coleçãoparticular). Aartedespertanossossentidosecadaobradearte constituiumaexperiênciasingular.
A
estética
Chegamosfinalmenteaoúltimoportodeste nossocurso,concluindoassimnossoestudosobre ofazerhumano,realizadonestaunidade. Abordaremosagoraaquestãodaestética, vinculadaemgrandeparte
à
produçãoartística. Você
já
seperguntouporqueaarteeobelo sensibilizam,seduzem,atraemtantoaspessoas?
É
oqueveremosaseguir.
Quesesfilosóficas
Oqueéestética? Oqueéobelo?Oqueéarte?Abelezaéalgoobjetivoousubjetivo? Aarteéumfenômenosocialouuniversal? Existeumarelaçãoentreobeloeobom?
Conceitos-chave
estética,belo,beleza,arte,obradearte,técnica, juizodefato,juizodevalor,juizomoral,juizo estético,juizodegosto,educaçãoética, educaçãoestética,indústriacultural,culturade massa,culturapopular
 
Unidade4Grandesáreasdofilosofar
BELEZA
Iniciemosnossainvestigaçãosobreotemadestecapítulo,aestética,verificandoaetimologiadessa palavra.Elavemdotermogrego
aisthetiké,
quesig- nifica"perceptívelpelossentidos".Seuusoconsa- grou-se,noentanto,maisespecificamentepara referir-seatudooquepodeserpercebidocomo agradávelebelopelossentidos. Assim,dizemosque"algoéestico"quandocau- saumasensação
aprazível,
debeleza.Demodose- melhante,chamamos"centrodeestética"aumlugar ondesecuidadaboaaparênciaoubelezacorporal. Apalavraestéticatambémdesignaumaáreaes- pecíficadeestudosfilosóficos,definidapelofilósofo alemãoImmanuelKant(1724-1804)comooestu- dodascondiçõesdapercepçãopelossentidos. Teriasido,porém,oalemãoAlexanderBaumgarten (1714-1762)oprimeiroautilizaressetermono sentidodeteoriadobeloedassuasmanifesta- çõesatravésdaarte.Assim,comoestudoeteoriadobelo,aestética constituiumcampodeinvestigaçãofilosóficaque pretendealcançarumtipoespecíficodeconheci- mento:aquelequeserefereaoqueécaptadopelos sentidos.Seria,portanto,oextremoopostodoconheci- mentológico-matemático,quepartedarazãopara construirumconhecimento"claroedistinto",con- formeoidealdesaberpropostopelofilósofofrans
J
1346
RenéDescartes,noculoXVII(comovimosnos capítulos2e13). Aestética,porsuavez,partedaexperiênciasen- sorial,dasensão,daperceãosensívelparachegar aumresultadoquenãoapresentaamesmaclarezae distinçãodalógicaedamatemáica,comoveremos adiante.Seuprincipalobjetodeinvestigaçãoéofe- nômenoarsticoquesetraduznaobradearte.
o
que
é
obelo?
o
serhumanopodefazerjuízosdefato(dizero quesãoascoisas)ejuízosdevalor
(julgar
sedeter- minadacoisaéboa,ruim,agravel,bonita,feia etc.).Entreosjuízosdevalor,podemosdistinguiro juízomoraleojuízoestético.Eéesteúltimoque nosinteressanestecapítulo. Pelojuízoestético,julgamossealgumobjeto,al- gumacontecimento,algumapessoaoualgumoutro serébelo.Masoqueéabeleza? Deformageral,amaioriadaspessoasconcorda- riaquebeloéalgoquenosagrada,quenossatisfaz ossentidos,quenosproporcionaprazersensívele espiritual.Noentanto,essasmesmaspessoasnão chegariamaumconsensoquanto
à
belezadedeter- minadoobjeto.Tantoassimquejásetornousenso comumaafirmaçãodeque"gostonãosediscute". Tambémosfisofosquesededicaram
à
investi- gaçãodoqueéabelezanãosãounânimesquantoa essaqueso:parauns,abelezaéalgoqueestáob- jetivamentenascoisas;paraoutros,éapenasum jzosubjetivo,pessoaleintransferivelarespeito dascoisas. Ondeseencontraabeleza?
Estudo
em
mimenor
(1992)-AntonioPeticov. Oquetornatãobelosessesssaroscoloridosvoandosobreumapautamusical?Muitasvezesaobradearte
é
umenigmaaserdecifrado.Outalvezsejamesmoindecifráveleexistajustamenteparainstigarousurpreender.
 
Visõesidealista
e
empirista
Paraosfilósofosidealistas-cujatradiçãoco- meçanaAntiguidadecomofilósofogrego
Platão=-,
abelezaéalgoqueexisteemsi,éobjetiva.De acordocomateoriaplatônica,abelezaseriauma formaidealquesubsistiriaporsimesma,como ummodelo,nomundodasideias.Eoqueperce- bemosnomundosensíveleachamosbonito podeserconsideradobeloporqueseassemelharia
à
ideiadebelezaquetrazemosguardadaemnossa alma.(Paramaisdetalhes,revejaateoriadasideiasnocapítulo11.) Paraosmaterialistas-empiristas,comoofilóso- foescocêsDavidHume(1711-1776),abelezanão estápropriamentenosobjetos(nãoéalgopuramen- teobjetivo),masdependedogostoindividual,da maneiracomocadapessoavêevalorizaoobjeto- ouseja,ojuízodoqueéouobeloésubjetivo. Essegostoestéticoseria,emgrandeparte,desenvol- vidosobainfluênciadaculturaemquesevive.
VisãodeKant
Tentandosuperaresseimpasse,ImmanuelKant buscoumostrar,emseulivro
CríticadafaculdadedoJuízo,
que,emboraojuízoestéticosobreascoisas sejaumacapacidadesubjetiva,pessoal,háaspec- tosuniversaisnaperceãoesticadosindivíduos. Ouseja,nossaestruturasensível(osórgãosdossen- tidos)enossaimaginaçãosãoascondiçõesquetor- nampossívelapercepçãoestética,masessascondi- çõessãocomunsatodosossereshumanose,nesse sentido,podehavercertauniversalidadenasavalia- çõesestéticas.Vejamoscomoofilósofojustificaisso (cf.
CticadafaculdadedoJuízo,
p.93-104). Kantentendiaqueojuízoesticonãoéguiado pelarazãoesimpelafaculdadedaimaginação.Jul- gamosbeloaquiloquenosproporcionaprazer,o quenãoénadalógicoouracional,esimalgosubje- tivo,queserelacionaaoprazeroudesprazerindi- vidual.Paraofilósofo,"todososjuízosdegostosão juízossingulares". Noentanto,Kanttambémdizque"beloéoque aprazuniversalmentesemconceito".Issosignifica queéimpossívelconceituar,definirracionalmenteo belo,pois"quandosejulgamobjetossimplesmente segundoconceitos,todaarepresentaçãodabelezaé perdida".Mas,quandodizemosquealgoébelo, pretendemosqueessejuízoestejaafirmandoalgo querealmentepertenceaoobjeto,ouseja,nãodize- mos"istoébeloparamim",massim"isto
é
belo",
3471
Capítulo20Aestica
esperandoqueosdemaisconcordemcomessejul- gamento.Portanto,essejulgamentopretendeser vozuniversal,poiscontémumaexpectativadeque aquiloquejulgamosbeloseja,defato,belo. Essaexpectativatorna-sepossível,paraKant,de- vidoaofundamentodo
juízo
degosto,queseriaa vinculaçãouniversalentreobeloeosentimento deprazer.E,comodeterminadosobjetosdespertam emgrandequantidadedepessoasomesmosenti- mentodeprazer,éposvelsuporaexistênciade certauniversalidadenosjuízosestéticos.
Admiradaemtodasapocas,aobra-primado nioLeonardodaVinci,
MonaLisa
(1503-1507),é provavelmenteoquadromaisfamosodahistóriada pintura.
VisãodeHegel
DiferentementedeKant,queemsuareflexãole- vouemconsideraçãoapenasascondiçõesdaprópria estruturadasensibilidadehumana,ofilósofoalemão GeorgWFriedrichHegel(1770-1831)trabalhoua questãodabelezaemumaperspectivahistórica. Paraele,orelativoconsensoacercadequaissãoas coisasbelasmostraapenasqueoentendimentodo queébelodependedomomentohistóricoedode- senvolvimentocultural.Essesdoisfatoresdetermi- nariamcertaviodemundo,apartirdaqualalgu- mascoisasseriamconsideradasbelaseoutrasnão. Hegelprocuroudemonstraressateseanalisando ahistóriadaarte,daAntiguidadeatéseutempo,e demonstrandoqueanoçãodebelovariavaconfor- meaépocaeolugar.

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