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Nietzsche, Friedrich - Obras as

Nietzsche, Friedrich - Obras as

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OBRAS INCOMPLETASFRIEDRICH NIETZSCHEOS PENSADORESiDados de Catalogação na Publicação (CIP)Internacional(Cãmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900.Obras incompletas / Friedrich Nietzsche ; seleção de textos de Gérard Lebrun;tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho; posfácio de Antonio Candido. - 5.ed. - São Paulo : Nova Cultural, 1991. - (Os pensadores)Inclui vida e obra de Nietzsche.Bibliografia.IBBN 85-13-00220-81. Filosofia alemã 2. Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900 I. Lebrun,Uérard, 1930- II. Torres Filho, Rubens Rodrigues, 1942- III. Candido, Antonio, 1918-IV. Título. V. Série.91-0205(' DI>-193Índices para catálogo sistemático:1. Alemanha : Filosofia 1932. Filosofia alemã 1933. Filósofos alemães : Biografia e obra 19:34. Nietzsche : Obras filosóficas 19:3FRIEDRIcH MEUSCHEOBRASINCOMPLETASSeleção de textos de Gérard LebrunTradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho NOVA CULTURAL1991Títulos originaisDie Philosophie inz tragischen Zeitalter der GriecherzDzzzeitgemcisse BetrachtmrgenJerrseits rori Gut und BoseZur Geuealogie der MoralGotzen - Dãmmeru ngDer AntichristEcce HomoDic eu,iye LViederkunft
 
"Dicht~rs ~erufuny", "I~ Szïden". "Der Wande rer","Vorr der Armut des Reichsten"OBRASINCOMPLETASCopyright desta edição, Editora Nova Cultural Ltda..São Paulo, na. ed.. 1991.Av. Brig. Faria Lima. '?000 - :;1 andar - CEP 014,52 -São Paulo, 51'.0 artigo "c) Portador--- está sendo publicado sol) licençado Prof. Autonio Candido de Mello e Souza, São Paulo.Direitos exclusivos sobre as traduções deste volume,Editora Nora Cultcu-al Ltda., São Paulo.A FILOSOFIA NA ÉPOCA TRAGICADOS GREGOS(1873)§1É certo que se empenharam em apontar o quanto os gregos poderiam encontrar eaprender no estrangeiro, no Oriente, e quantas coisas, de fato, trouxeram de lá. Era, semdúvida, um espetáculo curioso, quando colocavam lado a lado os pre-tensos mestres do Oriente e os possíveis alunos da Grécia e exibiam agora Zoroastro aolado de Heráclito, os hindus ao lado dos eleatas, os egípeios ao lado de Empédocles, ouaté mesmo Anaxágoras entre os judeus e Pitágoras entre os chineses. No particular, pouca coisa ficou resolvida; mas já a idéia geral, nós a aceitaríamos de bom grado,contanto que não nos viessem com a conclusão de que a filosofia, com isso, germinouna Grécia apenas como importada e não deum solo natural doméstico, e até mesmo que ela, como algo alheio, antes arruinou doque beneficiou aos gregos. Nada é mais tolo do que atribuir aos gregos uma culturaautóctone: pelo contrário, eles sorveram toda a cultura viva cie outros povos e, se foramtão longe, é precisamente porque sabiam retomar a lança onde um outro povo aabandonou, para arremessá-la mais longe. São admiráveis na arte cio aprendizadofecundo, e assim como eles devemos aprender de nossos vizinhos, usando o aprendido para a vida, não para o conhecimento erudito, como esteios sobre os quais lançar-sealto, e mais alto do que o vizinho. As perguntas pelos inícios da filosofia sãocompletamente indiferentes, pois por toda parte o iní-cio é o tosco, o amorfo, o vazio e o feio, e em todas as coisas somente os níveissuperiores merecem consideração. Quem, em lugar da filosofia grega, prefere dedicar-seà egípeia ou persa, porque essas são talvez mais "originais" e, em todo caso, maisantigas, procede com tanta desatenção quanto aqueles que não podiam contentar-se coma mitologia grega, tão esplêndida e profunda, enquanto não a reduziram a trivialidadesfisicas, sol, relâmpago, tempestade e nuvem, como seus
 
 primórdios, e que, por exemplo, pensam ter reencontrado na limitada adoração de umaúnica abóbada celeste, nos outros indogermanos, uma forma de religião mais pura do que a politeísta dos gregos. O caminho em direção aos inícios leva por toda parte à barbárie; e quem se dedica aos gregos deve sempre ter presente que o impulso desaber, sem freios, é em si mesmo, em todos os tempos, tão bárbaro quanto o ódio aosaber, e que os gregos, por consideração à vida, por uma ideal necessidade de vida,refrearam seu impulso de saber, em si insaciável - porque aquilo que eles aprendiamqueriam logo viver. Os gregos f losofaram também NIETZSCHEA FILOSOFIA NA ÉPOCA TRÁGICA DOS GREGOS§ 2como homens civilizados e com os alvos da civilização e, por isso, pouparam-seetimologicamente a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphos, ohomemde inventar mais uma vez, por alguma presunção autóctone, os elementos da filo-do gosto mais apurado; um apurado degustar e escolher, um significativo discer sofia e da ciência, mas partiram logo para cumprir, aumentar, elevar e purificar nimento constitui, pois, segundo a consciência do povo, a arte própria dofilósofo.esses elementos adquiridos, de tal modo que somente agora, em um sentido supe-Este não é prudente, se chamamos de prudente àquele que, em seus assuntos prórior e em uma esfera mais pura, tornaram-se inventores. Ou seja, inventaram a ca- prios, sabe distinguir o bem. Aristóteles tem razão ao dizer: "Aquilo que Tales e beça filosófica típica, e a posteridade inteira nada mais inventou de essencial aAnaxágoras sabem será chamado de insólito, assombroso, difícil, divino, masinúacrescentar.til, pois não se importavam com os bens humanos". Ao eleger ediscriminar assimo insólito, assombroso, difícil, divino, a filosofia marca o limite que a separa da ciência,assim como, ao preferir o inútil, marca o limite que a separa da prudência. A ciência,sem essa discriminação, sem esse refinamento do gosto, precipitase sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a todo preço; o pensar filosófico, aocontrário, está sempre no rastro das coisas dignas de serem sabidas, dos conhecimentosgrandes e importantes. Ora, o conceito de grandeza é mutável, tanto no domínio moralquanto no estético: assim, a filosofia começa com uma legislação sobre a grandeza, trazconsigo uma doação de nomes."Isto é grande", diz ela, e com isso eleva o homem acima da avidez cega, desenfreada,de seu impulso ao conhecimento. Pelo conceito de grandeza, ela refreia esse impulso:ainda mais por considerar o conhecimento máximo, da essência e medula das coisas,como alcançável e alcançado. Quando Tales diz: "Tudo é água", o homem estremece eergue-se do tatear e rastejar vermiformes das ciências isoladas, pressente a soluçãoúltima das coisas e, com esse pressentimento, supera o acanhamento comum dos grausinferiores de conhecimento. O filósofo

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