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Livro Fundamentos Da Acupuntura Médica

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Livro Fundamentos da Acupuntura Médica1. O Contexto Histórico2. O Contexto Científico3. A Abordagem Científica da Acupuntura4. A Acupuntura Baseada em Evidências5. Documentação: A Pesquisa Clínica6. As Bases Neurobiólogicas da Terapêutica7. Neurociência da Acupuntura8. O Tratamento da Dor 1 - Atualização9. O Tratamento da Dor 2 - A Prática da Acupuntura10. O Tratamento dos Distúrbios Neurossomáticos Norton Moritz Carneiro Capítulo 1 - O Contexto HistóricoAs OrigensPara descrever o procedimento utilizado pelos médicos chineses, um clérigo europeucriou, no século 17, a palavra Acupuntura, reunindo as raízes latinas acus (agulha) e punctum (puncionar). A palavra se refere à inserção de agulhas através da pele, para produzir um efeito terapêutico, mas não traduz diretamente o nome original do métodoterapêutico. As palavras chinesas Zhen Jiu, nome chinês da especialidade médica damedicina tradicional chinesa, se traduzem por Agulha e Moxa, não contendo o ato de puncionar. A palavra moxibustão, usada no Ocidente para designar o uso da queima de preparação de folhas secas da planta Artemísia sinensis associado à Acupuntura, vem donome japonês da planta, mogusa.Com toda a sua antigüidade, a Acupuntura permanece contemporânea. Descrita por viajantes e cientistas europeus desde o século 16, é usada no Ocidente desde o século19, expandindo-se na década de 1930, e se difundindo em grande escala a partir dosanos 70. Desperta cada vez mais interesse, reforçado pelas demonstrações dos seusefeitos terapêuticos, e pelas suas importantes contribuições para uma ampliação doshorizontes da biologia e da medicina.Embora na definição da Acupuntura a agulha seja uma condição necessária, observouLorenz1, esta não é uma condição suficiente, assim como o bisturi não dá uma idéiaadequada do que seja a cirurgia. Isto é, sensu strictu, Acupuntura significa o métodoterapêutico, mas a sua prática pode estar vinculada aos fundamentos teóricos peculiares,meios semiológicos, propedêuticos e diagsticos que dirigem a execão dotratamento no contexto da medicina tradicional chinesa, ou pode ser baseada em outros parâmetros, que incluem conceitos de fisiopatologia e de terapêutica modernos, ou quecombinam os dados iniciais estabelecidos pelos chineses, e mais a abordagemcontemporânea.Até hoje a medicina chinesa surpreende, mesmo aos que já a conhecem. Surpreende pelos efeitos que excedem expectativas, e por ser uma ciência em progresso, de que sedescobrem novas possibilidades de aplicação.
 
Ainda hoje não é bem compreendida – naturalmente associada ao “exotismo” dacivilização chinesa –, mas a aparência de misticismo vem sendo desfeita. Enquantoexperimentações repetidas vêm demonstrando, segundo os padrões da ciência modernaa eficácia dos métodos da antiga medicina chinesa, o estudo da filosofia chinesa temevidenciado um sistema de pensamento racional e simples, não místico.Uma análise da inserção da Acupuntura no Contexto Médico-Científico se inicia aquicom uma apresentação da história do método terapêutico, incluindo a sua recenteglobalização, e com a revisão dos fundamentos teóricos da medicina tradicional chinesa.São revistas depois as importantes transformações da Ciência contemporânea, quefornecem ferramentas tecnológicas e conceituais adequadas para o estudo daAcupuntura de uma perspectiva científica, inserida no contexto do novo paradigma, daMedicina Integrativa. Capítulo 2 - O Contexto CientíficoSobre CiênciaA ciência deve ligar o Homem ao Universo.Ilya PrigogineA Epistemologia, ou Teoria do Conhecimento, por causa do seu pressuposto de que oConhecimento seja uma forma ou categoria universal que possa ser indagada como taltem sido rejeitada. Assume-se hoje como objeto de indagação os processos ou alinguagem cienfica, e o mais o “Conhecimento” em geral. A Teoria doConhecimento veio a ser substituída por outra disciplina, a Metodologia, que é a análisedas condões e dos limites de validade dos processos de investigão e dosinstrumentos lingüísticos do saber científico.Por outro lado, a Metodologia vem se constituindo como disciplina filoficarelativamente autônoma, e destinada à análise das técnicas de pesquisa empregada emuma ou mais ciências. Tais técnicas compreendem todo procedimento lingüístico ouoperativo, todo conceito como todo instrumento, do qual se valem uma ou maisdisciplinas para a aquisição e o controle de seus resultados. Envolve: 1, os problemasconcernentes às relações entre as ciências e as zonas de interferência entre ciênciasdiferentes; 2, a consideração dos problemas cognoscitivos singulares em uso em um oumais campos da pesquisa científica, podendo a Metodologia ser chamada de “crítica dasciências”.Define-se Ciência como um conhecimento que inclua, em qualquer forma ou medida,uma garantia de sua própria validade. Como conhecimento, Ciência se apresenta como ograu máximo de certeza. O oposto da Ciência é a opinião (Filodoxia em oposição àFilosofia, segundo Platão), caracterizada justamente pela falta de garantia acerca de suavalidade.As diferentes concepções de Ciência podem se distinguir conforme a garantia devalidade que se lhe reconhece. Essa garantia pode consistir: 1, na demonstração; 2, nadescrição; 3, na corrigibilidade.
 
1. Toda demonstração implica em sistematização – em reunir os conhecimentos numsistema, como afirmou Kant: “a unidade sistemática é o que, antes de tudo, faz doconhecimento comum uma Ciência” (Crítica da Razão Pura, Doutrina do Método, cap.III). A demonstração é a sistematização das respostas às questões que foram submetidasà verificação experimental, com êxito (Instrumental para o Pensamento, Waddington).Trata-se do método científico, fundamentado em inferências fortes.Isto não significa que, como num passado muito próximo, o fato científico não passe deconjetura até que se tenha medido algo, apresentando números. Na realidade, a ciêncianão cuida de números, mas de relações lógicas. Ela é fundada sobre perguntas bemformuladas às quais se podem dar respostas definidas. A tarefa geral de medir com precisão faz parte da tecnologia, da engenharia, ou das ciências aplicadas.2. O caráter descritivo da ciência vem se formando a partir de Bacon, de Newton e dosfilósofos iluministas. O ideal descritivo da ciência não implica em que a ciência consistana reprodução dos fatos. O caráter antecipador do conhecimento científico resulta em previsões fundadas nas relações verificadas entre os fatos. Para Bergson1 “a ciência nãose detém sobre as coisas, mas sobre as relações entre as coisas ou situações”.As relações são outro nome para leis, já que uma lei não é senão a expressão de umarelação, e todos reconhecem como tarefa da ciência a formulação de uma lei.3. Uma terceira concepção é a que reconhece como garantia única de validade daciência a sua autocorrigibilidade. Proveniente das vanguardas menos dogmáticas daMetodologia contemporânea, esta concepção parte do princípio do abandono às pretensões de garantia absoluta, abrindo novas perspectivas ao estudo analítico dosinstrumentos de pesquisa de que dispõe a ciência. Peirce reconheceu o falibilismo como pprio de todo conhecimento humano, mas Morris Cohen expressou de modoconclusivo: “Podemos definir a ciência como um sistema autocorretivo ... A ciênciaconvida à dúvida. ... A dúvida e a correção se acham sempre de acordo com os cânonesdo todo científico de modo que este é o fio de sua continuidade”(Studies inPhilosophy and Science, 1949). Conforme Karl Popper2, “O velho ideal científico daepisteme – do conhecimento absolutamente certo, demonstrável – mostrou não passar de um ‘ídolo’”.A exigência da objetividade científica torna inevitável que todo enunciado científico permaneça provisório para sempre. Pode, é claro, ser corroborado, mas todacorroboração é feita com referência a outros enunciados, por sua vez provisórios.Apenas em nossas experiências subjetivas de convicção, em nossa subjetiva, podemos estar absolutamente certos. “Com a queda do ídolo da certeza, tomba uma dasdefesas do obscurantismo que barra o caminho do avanço da ciência. ... não é a posse doconhecimento, da verdade irrefutável, que faz o homem de ciência – o que o faz é a persistente e arrojada procura crítica da verdade”.A noção de autocorrigibilidade permite uma análise menos preconceituosa dosinstrumentos conceituais, de verificação e de controle de que dispõem cada ciência.O método científico estabelecido por Galileu no século 17, que se caracteriza pelaverificação sistemática, através de experimentos planejados, continua sendo empregadoaté hoje, com a adição das análises estatísticas.

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