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Direito Fiscal

Direito Fiscal

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Direito Fiscal
 
2006/07
 
1António Manuel de Albuquerque Pereira – 2400030 – Direito
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
C
APÍTULO
I
 
 –
 
O
 
D
IREITO
F
ISCAL
,
 
T
RIBUTÁRIO
E
 
F
INANCEIRO
 
O imposto é uma transferência de recursos do sector privado para o Estado. O objectivo é umaafectação óptima dos recursos.Se acharmos que o Estado deve garantir um conjunto de obrigações, temos que estabelecerum preço a pagar por elas. Esse preço são os impostos e determina se as políticas sociais doEstado são mais ou menos intervenientes, se o Estado é mais ou menos providente.O trabalho é mais localizável do que o capital e por isso a pressão fiscal sobre ele é maior.O caminho será cada vez mais impostos sobre o consumo (IVA. imposto indirecto).
C
APÍTULO
II
 
-
 
O
 
I
MPOSTO
 1.
 
C
ONCEITO
D
E
I
MPOSTO
 
O imposto é uma prestação, a estrutura jurídica do imposto é obrigacional.
Objecto imediato
: obrigação de pagar;
objecto mediato
: prestação em si.Os elementos da estrutura do conceito jurídico do imposto também incluem sujeito, objecto,vínculo e garantia.O imposto tem natureza patrimonial ou pecuniária, não tem carácter de sanção.
É devido a entes públicos para a realização dos seus fins e que são os beneficiários:
Estado,regiões autónomas, autarquias.São ainda cobrados em Portugal mas entregues à Comunidade Europeia
impostos aduaneiros
 (cobrados sobre as importações).Há também institutos públicos sem base territorial que cobram impostos (
ex 
: FederaçãoPortuguesa de Futebol). É diferente dos grandes cobradores: entidades patronais,comerciantes, CTT,...Do ponto de vista
estritamente jurídico
, o imposto deverá definir-se como
 prestaçãodefinitiva e unilateral,
estabelecida pela lei a favor duma pessoa colectiva de direito público,para a realização de fins públicos, e a qual não constitui sanção de um acto ilícito. De acordocom este autor, é possível detectar na definição, três elementos caracterizadores distintos: oelemento objectivo, o elemento subjectivo e o elemento teleológico. Dentro do elementoobjectivo, podem-se encontrar diversos sub-elementos que convém distinguir e analisarindividualizadamente.
Objectivamente o imposto será:
 
Prestação
– relação jurídica obrigacional onde há um sujeito activo e um sujeitopassivo;
 
Dação em pagamento
– sujeito passivo entrega certo bem em pagamento dumimposto
 
Definitiva
– não há lugar a qualquer reembolso do contribuinte relativamente àprestação paga a título de imposto; as importâncias que o sujeito passivo transferepara o sujeito activo não lhes serão restituídas, a não ser que tenha sidoindevidamente tributado ou que, por lapso, lhe haja sido exigido imposto superior aoefectivamente devido; esta ideia de definitividade não contradiz o chamado"reembolso" do IRS (calculado com base numa taxa);
Unilateral
-
 permite distinguir imposto de taxa
; a prestação decorrente do
imposto diz-seunilateral
porque a ela não corresponde qualquer contraprestação por parte do sujeito activo;
 
Direito Fiscal
 
2006/07
 
2António Manuel de Albuquerque Pereira – 2400030 – Direito
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
por oposição,
a taxa
, que tem todas as características do imposto, dele difere na medida emque é
bilateral;
 
Situações em que podem surgir taxas:
a) Taxas burocráticas;b) Domínio público: é o conjunto dos bens públicos que não podem ser objecto detransacções;c) Licenças: Aplicam-se às actividades legais mas não livres; ou seja, exige-se opreenchimento de certos requisitos conducentes à obtenção de uma licença para certoefeito.
 
Estabelecida por lei
- o nascimento da obrigação do imposto e a revelação do seuconteúdo resulta exclusivamente da lei; a vontade das partes é irrelevante; emborapossa depender da vontade dos particulares o praticar ou não o acto tributável, oconteúdo dessa obrigação situa-se fora do campo da autonomia privada é sempredefinido pela lei; o carácter legal da obrigação fiscal torna-a irrenunciável,imodificável, pontualmente cumprida e indisponível.
 
Não constituir sanção dum acto ilícito
– distingue-se das coimas e das multas, asquais, consistindo igualmente numa prestação definitiva de direito público, visampunir certas violações da lei cuja gravidade deve ser sancionada pela exigência dedeterminadas importâncias aos seus autores. O imposto não sanciona.
 
Para a realização de fins públicos
- há impostos que são criados com finalidadesdiferentes:
impostos fiscais
: aqueles que têm uma finalidade imediata (a obtenção dereceitas que permitam a cobertura de despesas públicas);
impostos extra fiscais
:apenas mediatamente vão obter receitas para financiar despesas públicas;
impostos proibitivos
: pretendem incentivar determinados comportamentos. O sujeito activo é aAdministração Central ou os Municípios; o ente público pode ter base territorial oubase institucional.
2.
 
D
ISTINÇÃO
D
E
F
IGURAS
A
FINS
 
2.1 - Fronteira entre imposto e taxa
– esta distinção tem uma aplicação prática (ao contráriodo que sucede com a distinção entre taxa e preços);
Os impostos
carecem de aprovação parlamentar;
Principais questões:
As autarquias prestam um elevado número de bens divisíveis aos seus cidadãos, o que as levaa criar taxas sistematicamente (
exemplo
:
as taxas dos anúncios e dos reclames luminosos
); istogera uma licença (
 passível do pagamento de uma taxa
); a questão agrava-se quando asmesmas Câmaras, depois, vêm cobrar uma
taxa
do anúncio (
os tribunais tributáriosconsideram-na como um imposto, logo inconstitucional 
);
Primeira ideia
: ao pagamento de uma
taxa
contrapõe-se sempre a prestação de um serviço ouacesso a esse serviço
 
; sem haver a possibilidade de existência desse serviço, então estaremosna presença de um
imposto
 
; por outro lado, há também a ideia tradicional daproporcionalidade entre o serviço e a taxa cobrada (
 pelo menos não deve haver desproporcionalidade entre o serviço e a taxa cobrada
); na medida do possível, a
taxa
devecorresponder ao custo do serviço.
 
Direito Fiscal
 
2006/07
 
3António Manuel de Albuquerque Pereira – 2400030 – Direito
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
A
taxa
tem uma
contrapartida directa
(bilateral). Quem mais cria taxas são os entes públicosmenores, nomeadamente as autarquias (
não podem criar impostos
). São também os maiorescriadores e prestadores de serviços (
nomeadamente na área imobiliária
).
Na taxa
 
uma
contrapartida específica
 
;
no imposto não
há.
Taxas
são no fundo preços quese pagam para serviços genuinamente públicos.A contrapartida não tem que ser algo que se procurou mas a pessoa deu causa ao serviço.
Ex 
: alguém que é julgado por bater num polícia sofrerá a sanção aplicável nomeadamente opagamento de uma
taxa
; ter um BI; licença de construção de uma casa.O montante da taxa não tem que ser correspondente ao custo do serviço ou à sua utilidade. Ataxa pode ter como objectivo restringir o consumo do serviço em questão –
taxa moderadora
.Mas deve haver uma regra.
Princípio da proporcionalidade
(constitucional). Os tribunaiscobram a taxa consoante o valor da acção proposta mesmo quando o serviço prestado éexactamente igual.O problema é que se pretende manusear as taxas como verdadeiros impostos.Há que distinguir entre taxas e preços públicos (ou tarifas). As empresas municipais não têmpoderes para criar taxas mas sim tarifas. Preços, regulados pelo mercado, que são receitas dedireito privado.
Ex 
: Quanto à RTP, quando se achou que era igual às televisões privadas a nível de publicidadefoi terminada a cobrança da taxa de televisão.
Há 3 áreas que não temos dúvidas que são taxas:
1.
 
Utilização privada do domínio público;2.
 
Licenças e autorizações (permissivas do exercício de um direito)3.
 
Serviços (comissão de Bis, passaportes,...)
Ex 
: parar o carro na rua e pagar o parquímetro. É uma taxa. Utilização privada do domíniopúblico.Parar o carro num parque da Câmara. É uma tarifa. Já estamos no domínio público. Sobre estesincide IVA.
Contribuições especiais
Aparecem em 2 situações e só pontualmente.Em situações em que existem obras públicas que beneficiam particularmente uma região, osproprietários de prédios rústicos pagam uma contribuição especial. Este mecanismo serve paraevitar a especulação imobiliária e para equilibrar os mecanismos de mercado (oferta/ procura)pois por vezes os proprietários não têm possibilidades de pagar o imposto e colocam osprédios à venda. Esta figura é híbrida pois não há uma contrapartida específica mas há umbenefício indirecto.Trata-se de um
imposto
até porque a capacidade contributiva aumenta.
Imposto de camionagem
Os camiões (indústria) estragam as estradas e por isso pagavam um imposto especial que eraafecto à recuperação das estradas.Embora a prioridade dos impostos seja a criação de receitas para o Estado, a sua distribuiçãoobedece a um critério que não o das receitas. A origem dos impostos é legal e correctiva.

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