Ao pedido de parecer da AMO relativo à possibilidade de instalação de umaterro na Quinta de S. Francisco, a Directora Regional do Ambiente de Lisboa e Valedo Tejo, Dr.ª Madalena Presumido, emite
,
um parecer, a 26 de Maio de 1997,declarando que o terreno da Quinta de S. Francisco é apto para a instalação de umaterro sanitário (apenas com base numa visita ao local e numa planta de localização àescala 1/25 000!). A 4 de Junho, com vista à obtenção de financiamento Comunitário para a construção do aterro, a mesma Directora Regional, emite a Declaração 9/97 – declarando que o projecto “…
não se situa nem é adjacente a uma zona sensível do ponto de vista do ambiente e não terá efeitos negativos significativos sobre as pessoas, a água, o ar, o solo, a paisagem, a flora e o património cultural
”.A 11 de Julho de 1997, o Concelho de Administração da AMO delibera, por unanimidade, integrar o Sistema Multimunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos doOeste, bem como integrar a sociedade concessionária, e, ainda, contratar técnicos, para avaliação do terreno para o aterro sanitário.A 24 de Setembro de 1997, é entregue à AMO o relatório da Avaliação deTerreno. A avaliação efectuada, tendo em conta a hipótese de exploração de argilas,foi de
350$00/m
2
. Esta avaliação foi muito generosa, porque não se poderiamexplorar argilas pelo facto do terreno pertencer à Reserva Ecológica Nacional. Numa reunião do Conselho de Administração da AMO, realizada a 30 deOutubro de 1997, o Dr. João Fidalgo, Administrador da Empresa Geral de Fomento,informa que existem restrições orçamentais para a aquisição do terreno do aterro, cujocusto não deverá ultrapassar 10% do investimento global, que será da ordem dos 4,4milhões de contos, segundo a candidatura apresentada em Bruxelas, ao Fundo deCoesão. Na sequência desta informação, o Conselho de Administração da A.M.O.deliberou, por unanimidade, enviar ao Presidente do Conselho de Administração daCELBI uma proposta de aquisição de um terreno com 127 hectares ao preço de
450$00/m
2
“…
de forma a que se possa encontrar um justo equilíbrio entre ambas as partes, dentro dos parâmetros que permita a sua aceitação em Bruxelas
(…).”Contudo, a CELBI não aceita este valor e contra-propõe o valor de
500$00/m
2
.A 27 de Janeiro de 1999 é efectuada no Cartório Notarial de Bombarral, aEscritura de Permuta, Compra e Venda, simultânea, do terreno “Outeiro Sobreiro”, naQuinta da Bogalheira e do terreno da Quinta de S. Francisco.
De acordo com essaescritura a CELBI cede à Cerâmica Torreense os 127 hectares do terreno “OuteiroSobreiro” na Quinta da Bogalheira e recebe em troca os 97,3 hectares do terreno daQuinta de S. Francisco, para os vender em seguida à RESIOESTE por
635 milcontos
.Se descontarmos a este valor, 50 mil contos (50 000 000$00) dos eucaliptos(estamos a ser generosos, pois a avaliação dos eucaliptos em 1997 foi de 28.721.700$00) verificamos que o terreno foi adquirido por cerca de
600$00/m
2
.A 21 de Janeiro de 2000, é apresentado à Assembleia Municipal de Cadaval,que o tinha solicitado, o Estudo de Localização do Aterro Sanitário do Oeste, estudode macro-localização que compara dez locais para a instalação do Aterro Sanitário doOeste.
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 2550-069 VILAR CDVTel. / Fax: (+351) 262 771 060 – E-mail:mpicambiente@gmail.com– Web:http://mpica.info
2
Add a Comment