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Rel GT Servico Publico Comunicacao Social

Rel GT Servico Publico Comunicacao Social

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Relatório do Grupo de Trabalhopara a definição do conceito de serviço público de comunicação social14.11.2011IntroduçãoI. PreâmbuloII. Conceito e princípiosII.1. ConceitoII.2. PrincípiosII.3. ActualidadeII.4. Estado, liberdades e pluralismoIII. ConcretizaçãoIII.1. ConteúdosIII.2. AgentesIII.3. Públicos, clientesIII.4. Financiamento e cadeia de valoresIII.5. Serviço InternacionalIV. RecomendaçõesV. Declarações de voto
 
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IntroduçãoO Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social foiconstituído pelo Despacho nº10254/2011 do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares,Miguel Relvas, publicado no Diário da República, 2ª série, nº157, de 17 de Agosto.A composição do Grupo de Trabalho (GT) foi a seguinte:João Luís Correia Duque, que coordenaAntónio Ribeiro CristóvãoEduardo Cintra TorresFelisbela Lopes, que se demitiu em 9 de NovembroFrancisco Sarsfield Cabral, que se demitiu em 30 de OutubroJoão Vasco de Lara Everard do Amaral, que se demitiu em 26 de OutubroJosé Manuel FernandesManuel José DamásioManuel Villaverde CabralManuela FrancoA missão do GT foi a de apresentar as suas conclusões, em forma de relatório, no prazo de 60dias.O GT recebeu contributos espontâneos e solicitou outros. A seu pedido, foram ouvidas asseguintes instituições:ANIM - Arquivo Nacional de Imagens em MovimentoAPIT - Associação de Produtores independentes de TelevisãoCT – RTP – Comissão de Trabalhadores da RTPGCS – Gabinete para os Meios da Comunicação SocialICA - Instituto do Cinema e do AudiovisualLusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A.RR – Rádio RenascençaRTP – Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, S.A.SEC – Secretaria de Estado da CulturaSIC – Sociedade Independente de ComunicaçãoTVI – Televisão Independente, S.A.O Grupo de Trabalho reuniu semanalmente. Entre 24 de Agosto e 9 de Novembro teve 10reuniões ordinárias e ainda mais duas extraordinárias para proceder às audições das diferentesentidades que convidou a pronunciarem-se. Essas reuniões de trabalho foram vivas e participadaspela maioria dos membros do Grupo, tendo sido possível aproximar posições de forma a chegara um relatório final amplamente consensual.
 
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Nos intervalos entre as reuniões, o Grupo trocou dezenas de mensagens electrónicas, através dasquais a maioria dos membros se foi pronunciando, em total liberdade, sobre os diferentesprojectos de relatório (foram elaboradas seis versões diferentes). Todos puderam fazercontributos nas suas áreas de especialidade e/ou preocupação, sendo as diferenças de opinião queforam surgindo dirimidas nas reuniões plenárias. Desde o início dos trabalhos que ficouestabelecido que, caso não houvesse consenso sobre parte ou o todo do relatório, os quediscordassem poderiam exprimir as suas posições através de declarações de voto que seriamapensas ao relatório final. Esta metodologia permitiu que todas as reuniões realizadasdecorressem de forma tranquila e muito construtiva. Em consequência, este Relatório é umtrabalho colectivo do GT, que apenas a ele responsabiliza. Foi aprovado por consenso, com umadeclaração de voto.I.
 
Preâmbulo1. O chamado «serviço público» de comunicação social,
maxime
de televisão, cujo modelo sedesenvolveu na Europa ocidental depois da 2.ª Guerra Mundial, é um fenómeno histórico que sedeve essencialmente à escassez de meios financeiros e tecnológicos privados, escassez essaagravada pela fragmentação linguística e a diversidade de sistemas políticos prevalecentes entãono continente.2. A definição desse «serviço público» é, pois, contingente e tem variado no tempo e no espaço.A sua associação aos ideais democráticos da Europa ocidental no pós-guerra é abusiva eenganadora. Países com outra dimensão territorial e populacional, assim como outra unidadelinguística, como os Estados Unidos e o Brasil, não possuem «serviço público» de comunicaçãosocial com relevância mínima e não são menos democráticos por isso. Inversamente, não háditadura – a começar pela portuguesa (1926-1974) – que não tenha desenvolvido aparelhos decomunicação e propaganda financiados pelo Estado e apresentados como sendo “serviçopúblico”.3. No espaço europeu contemporâneo, a noção de serviço público refere-se quer a um conjuntode obrigações orientadas para a satisfação de fins de interesse geral, tais como a promoção devalores do colectivo, a satisfação de necessidades estratégicas e interesses de política externa,quer ao conjunto das estruturas organizacionais que se dedicam a proporcionar e gerir os meiosnecessários à satisfação dos interesses acima referidos. Há importantes variações nos modelos de“serviço público” de país para país, diferenças que decorrem mais do carácter de cada sociedadee da herança das diferentes estruturas organizacionais e menos de concepções diferenciadas.Mais do que um “modelo europeu de serviço público”, há múltiplos modelos nacionaispesadamente influenciados pela experiência de cada país e pela necessidade de justificar asestruturas que foram sendo criadas ao longo dos anos.4. O actual Estado português herdou da ditadura e conservou, com dignidade constitucional,vários operadores de comunicação social financiados pelos contribuintes através de taxas e/ou

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