jornal da zona leste
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Trabalhadortemporário e seusdireitos
Com as proximidades do final do ano e oaumento do poder aquisitivo dos brasileiros,diversas empresas iniciam neste período ascontratações temporárias para atender a de-manda do consumidor. Para o Natal de 2010,foram contratados 140 mil funcionários tem-porários que segundo a Assertem (AssociaçãoBrasileira das Empresas de Serviços Terceiri-záveis e de Trabalho Temporário), desses 39mil foram efetivados.O comércio ainda é o grande impulsiona-dor do aumento das contratações, sendo res-ponsável por 98 mil temporários. Para esteano, a Assertem aponta que as contrataçõesserão 5% a mais que no ano passado, conti-nuando no comércio a maioria das vagas pre-enchidas pelos trabalhadores, com 70%.Além do Natal, outras comemoraçõescomo Dia das Mães e Páscoa, oferecem opor-tunidades para quem procura serviços tem-porários. No entanto, essa categoria de em-prego atende uma necessidade transitória,pois esses trabalhos "extras" possuem requi-sitos legais que diversos empregadores e em-pregados desconhecem. Alguns contratantestratam os trabalhadores temporários como seticas públicas para atacar essas questões. Com-parando o produto interno bruto per capita,em tese, um mexicano tem dois mil dólares amais do que um brasileiro.Imigração e emigração são problemas queenvolvem os governos federal, estadual e mu-nicipal. Não só mexicanos que tentam chegarao paraíso do Tio Sam. Recentemente umapesquisa mostrou que 90 por cento do latinoamericanos repatriados eram mexicanos. Hátambém os que usam o país como rota de pas-sagem para os Estados Unidos e são coopta-dos pelos "coiotes" que vendem a passagempela fronteira e muitas vezes essas viagens setransformam em tragédias. Há também pes-soas que vem da América Central para o Méxi-co em busca de oportunidade de trabalho umavez que apesar da crise o país continua cres-cendo. Ainda que aja um aumento tambémdas atividades criminosas do narcotráfico, e aschacinas entre grupos rivais, os sinais atuais sãoque o México vai bem e deve enfrentar a crisecom menos dificuldades que outros países. Asautoridades não escondem que a economia vaisofrer, mas estão otimistas e os números, atéagora, testemunham a favor.MEX, a Petrobrás mexicana.As exportações mexicanas, diferentemen-te das brasileiras, estão apoiadas na venda deprodutos industrializados, ou seja, de alto va-lor agregado. Mais da metade da produçãode veículos é exportada uma boa parte delapara o Brasil. Nós apoiamos nossa balança co-mercial principalmente em commodities agrí-colas e minerais, como nos tempos imperiais.Depois dos períodos áureos da cana de açú-car, café, algodão, chegou a vez da soja e dominério de ferro. Os compradores brasileirosde carrões certamente não acreditariam nospreços aqui. São, pelo menos, 40 por centomais baratos. Certamente a carga tributáriatupiniquim tem a ver com isso, mas tambémos lucros das montadoras instaladas no Bra-sil. A proximidade do mercado americano, apossibilidade de importar carros de lá, pro-movem uma competição que ajuda a derru-bar os preços. Qualquer taxista sabe os pre-ços dos carros e não acreditam quando dize-mos qual é o preço brasileiro. O México temcem milhões de habitantes, com graves pro-blemas de distribuição de renda, pobreza,analfabetismo, mas está desenvolvendo polí-Aqui no México, onde parti-cipo da cobertura dos Jogos PanAmericanos pela Record News,é possível fazer uma avaliação dos impactosda crise mundial em um país emergente comoo México. A impressão que se dá tanto pelonoticiário local como em contato com as pes-soas é que a crise ainda não chegou por aqui.Os mais otimistas dizem que não vai chegar euma das provas é que a moeda, o peso, tendea se valorizar frente ao dólar, como no Brasil.Isto não é visto como um problema, ainda queos produtos mexicanos possam custar um pou-co mais caro no mercado mundial. Um dólarhoje vale por volta de 13 pesos, e o banco cen-tral daqui não vai intervir se essa valorizaçãose confirmar. Aqui em Guadalajara, sede dos jogos, as lojas estão cheias, os shoppings lota-dos e os restaurantes com gente saindo pelogargalo. Os motoristas de táxis sapatios - esteé o gentílico dos nativos - também estão con-tentes fazem abalizados comentários tantosobre o preço da gasolina como das eleiçõespresidenciais do ano que vem. Em tempo, ospreços dos combustíveis aqui são políticos,como os do Brasil. Quem paga a conta é a PE-deiramente o que seu cliente realmente ne-cessita, e a empresa corre o risco de criar pro-dutos e serviços que complicam a tarefa deoptar, de decidir. Isso pode frustrar o cliente.Um estudo citado pelos autores mostra que osclientes pagariam um prêmio adicional de 8%por uma experiência mais simples como con-sumidores e 50% mudaria de marca para ob-ter um relacionamento mais simples, uma for-ma mais simples de decidir, de comprar.A complexidade tem três impactos distin-tos que prejudicam fortemente a empresa. Oprimeiro impacto é o dos custos. O segundorelaciona-se ao foco, desde que a complexida-de desfoca a empresa das áreas chaves de cres-cimento dos produtos e serviços que gerammaior rentabilidade. Finalmente, a complexi-dade impacta diretamente processos, aumen-ta custos e consume recursos financeiros e detrabalho que deveriam ser dirigidos e concen-trados em setores de crescimento e rentabili-dade.Ser simples, pois, é mais um desafio para asempresas que querem vencer neste louco mer-cado.ge, CEO do George Group de Dallas e por Ste-phen A. Wilson, diretor da mesma consulto-ria, o livro discute que as organizações pagamum preço muito elevado diversificando seusprodutos ou serviços, mantendo uma linha ouportfólio que diversificou além do razoável.Com relação às pessoas, o fenômeno é fácilde ser verificado. Indivíduos altamente moti-vados vão se entupindo de tarefas e acabamtornando-se profissionais ruins naquilo queeram bons e tendo um desempenho geral abai-xo do satisfatório. Isso porque tentam fazerdemasiadas coisas com um tempo absoluta-mente limitado para fazer bem um amontoa-do de coisas.As empresas e organizações são vulneráveisao mesmo tipo de doença. A complexidade,ou a desordem gerada pelo acúmulo de pro-dutos, serviços, portfólio, etc. acabam "comen-do" os lucros, desfocando recursos escassos emascarando a verdadeira rentabilidade.A complexidade cria barreiras entre a em-presa e seu cliente. Do ponto de vista do clien-te, um portfólio complexo, desordenado, sig-nifica que a empresa não compreende verda-A economia globalizada e a informatiza-ção oferecem aos consumidores mais poder doque sempre tiveram - o de permitir a compa-ração entre dezenas de opções e preços no cli-que de um mouse, por exemplo.As empresas respondem expandindo seusmenus de produtos e de serviços e com issoestão sendo arrastadas e engolidas pela com-plexidade demasiada em seu negócio, o quepode fazer com que os possíveis ganhos sejamsimplesmente eliminados pela complexidadee pelo "abarrotamento" de produtos, mode-los, embalagens, etc.Quando temos muitas opções e total liber-dade da escolha, poderia menos ser melhor doque mais?Um novo livro intitulado, Vencendo a com-plexidade no seu negócio, (Conquering Com-plexity in Your Business - How Wal Mart, Toyo-ta and Other Top Companies are BreakingThrough the Ceiling on Profits and Growth -George Group Editor - 2004) sugere que emmuitos casos fornecedores e consumidorespoderiam se beneficiar de ter menos escolhasou opções a fazer. Escrito por Michael Geor-
Prefeitura criaferramenta deatendimento on-linepara denúnciascontra homofobia ecombate ao racismo
A Secretaria de Participação e Parceria(SMPP), a Coordenadoria de Assuntos de Di-versidade Sexual (Cads) e a Coordenaria dosAssuntos da População Negra (CONE), em par-ceria com a Coordenadoria de Inclusão Digi-tal (CID) lançou o Centro de Referência OnLine, uma ferramenta de serviço à sociedadepara o registro, via internet, de denúncias decombate à homofobia e crimes de racismo.Para quem não possuí acesso à internet,a iniciativa possibilita que as denúncias se- jam por meio dos Telecentros espelhadospela cidade de São Paulo. As denúncias de-verão ser feitas através do preenchimentode um formulário disponível no site da SMPP(www.prefeitura.sp.gov.br/smpp). Esta novaferramenta visa facilitar o atendimento à po-pulação para que assim o Poder Público pos-sa agir para coibir atos discriminatórios con-tra a população negra e população LGBT.Ao fazer a denúncia, é preciso que espe-cifique detalhes dos fatos ocorridos como: lo-cal, horário, pessoas envolvidas, o tipo de dis-criminação sofrida e outras informações que julgarem relevantes. Todas as informaçõesencaminhadas são sigilosas, nos termos da lei.Atualmente, a SMPP disponibiliza estesserviços realizados pessoalmente, o Centrode Referência em Direitos Humanos de Pre-venção e Combate a Homofobia, localizadono Pateo do Colégio, 5 - 1º andar e o Centrode Referência em Direitos Humanos de Pre-venção e Combate ao Racismo, também, lo-calizado no Pateo do Colégio, 5 - 2º andar.os mesmos tivessem fazendo "bico" e comisso, ao finalizar o trabalho, o empregadopoderá ajuizar uma ação judicial porque ine-xiste contrato estipulado entre a empresa e otemporário para reconhecimento do vínculoempregatício e demais direitos trabalhistas aque tem direito. O trabalho transitório temcomo prazo máximo três meses, sendo assim,após o período, o empregador deve contra-tá-lo ou demiti-lo. Além disso, o trabalhadorpossui direitos legais estabelecidos na CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas).O colaborador transitório deve seguir jor-nada de 8 horas, férias proporcionais, 13º pro-porcional, horas-extras, seguro de acidentesde trabalho, benefícios da previdência social,FGTS e ainda receber o provento igual dosfuncionários da mesma categoria.
Dra. Eliana Saad, advogada
Extra
Gostaria muito que vocês do Jornal da ZonaLeste publicasse minha reclamação que é oseguinte: no supermercado Extra não tem ban-cos no banheiro e nem próximo deles. Sou umapessoa idosa, ando com dificuldade e nas pa-redes do lugar também não tem corrimão. Agerência da loja da Rua Taquari precisa provi-denciar estes equipamentos.
Maria H. Benedetti
De como a complexidade e o entulhamentepodem arruinar a sua empresa
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