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O bomcomunicador oral
1.
Tem consciência do quantose expõe quando fala face a face;
2.
Conhece o tema e se prepara previamente para o que irá dizer;
3.
Analisa que tipo de mensagemquer passar e o que espera da re-ação dos interlocutores;
4.
Tem poder de síntese, criativi-dade e boa memória;
5.
Possui bom vocabulário e sabelidar com a expressão corporal;
6.
Sincroniza as mensagensverbais com as não-verbais.digeridos ou deram margem acomentários negativos.Um bom líder é um bom con-tador de histórias, como o erao comandante Rolim, da TAM.Ao se postar ele mesmo na pistarecepcionando os passageiros deseus aviões com tapete vermelho,além de toda a atenção conferidaaos clientes e das histórias quecontava, colocava-se na posturade seus funcionários com simpa-tia e dava-lhes o exemplo. Comsua atitude, virou um ícone paraa empresa e seus colaboradores.A figura do líder participativoera mais comum nos antigosgestores e parece estar fazen-do falta às organizações. Hoje,Samuel Klein, das Casas Bahia,e Luiza Helena Trajano, doMagazine Luiza, são bons exem- plos dessa conduta.Ainda parece ser difícil paraos executivos brasileiros con-duzir platéias e expor projetos,tarefa que poderiam contar como auxílio de um profissional decomunicação. Talvez por essadificuldade, alguns apelam parao virtuosismo tecnológico, pre-ferindo apresentar seus power points, escrever e-mails e ela- borar “blogs do presidente” ater contato com os funcionáriosdiretamente. “A presença físicaé fundamental. Muitos chegamcom seus carros na empresa,estacionam, pegam elevador pri-vativo e não sabem como são oucomo estão as pessoas nas fábri-cas. Vivem encastelados, distan-tes de todos, pilotando a empre-sa atrás de suas mesas. Nadasubstitui a oralidade”, comentaZanetti. Talvez esses executi-vos se esqueçam de que, muitasvezes, o funcionário só quer ser ouvido. Mas se não há quemesteja disposto a esse contato, elefica frustrado, comprometendoseu desempenho e, conseqüente-mente, o dos demais.O consultor lembra que aoouvir os colaboradores, muitasidéias se revelam grande sucesso.E conta o caso de uma visita quefez ao interior de Santa Catarinaquando dirigia o marketing deO Boticário. Ele foi investigar quantos presentes, em média, aslojas vendiam para o Dia dosProfessores. Numa delas, a pró- pria lojista detectou e lhe contouque, para alunos de uma mesmaclasse de uma escola, foram ven-didos muitos perfumes Thaty.Isso porque não havia sugestõesde presentes Boticário para a professora. A partir da consta-tação, foi criado todo um traba-lho mercadológico voltado paraas vendas no Dia do Professor,virando uma data comemorativamuito rentável para a rede.
Rádio peão
Quando a empresa não tem umaestrutura eficiente para comuni-cação interna e cujos líderes nãoestão abertos ao relacionamento,os funcionários encarregam-sede fazê-lo, dando origem à rádio peão. Trata-se de comunicaçõesinformais entre os colaboradores,que correm em paralelo às infor-mações oficiais. Mecanismo ágile de alta difusão, a rádio peãofunciona independente da vonta-de da alta direção ou das chefias.Seu sucesso advém do fato delasatisfazer à curiosidade dos cola- boradores sobre supostas açõesda empresa. Juntando o que umsabe com a informação do outro,nem sempre se chega à realidade,mas esse quebra-cabeça muitasvezes é a única fonte de informa-ção dos funcionários.Para muitos comunicadores, arádio peão é a vilã da comunica-ção interna. Zanetti acha que issosó acontece nas empresas que nãotêm a mesma agilidade que essecanal paralelo. “Há jeito de usar a rádio peão a favor da empresa,só que não dá para ter controle doque é dito. Ela sempre existirá,mas a organização tem que agir mais rápido para não virar fofocageneralizada”, alerta.Uma das formas de combater arádio peão é fazer programas deencontro entre a direção/chefia eos colaboradores. E aí vale café
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