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HSMManagement9
julho-agosto1998
MODELO DE UM PLANO DE AÇÃOPARA ELABORAÇÃO DA VISÃO
yin
e o
yang
da estratégia e do desem-penho da organização.
A necessidade de uma visão nítida
Segundo as pesquisas e a expe-riência prática, é importante esta-belecer uma visão nítida porqueela inspira e motiva, fornece orien-tação e promove o êxito, é essencialpara as empresas do futuro e per-mite o
benchmark
do progresso e aavaliação dos resultados. É igual-mente importante haver coerênciaentre as visões pessoais e a visão daorganização. Essa coerência serádifícil se as visões não forem clara-mente enunciadas.Uma empresa com visão temrumo, planeja seu futuro de formaeficiente e tem condições de traba-lhar em conjunto. Contudo, ficouóbvio, e ao mesmo tempo surpreen-dente, que a maioria das compa-nhias bem-sucedidas não tem uma visão empresarial clara. Alguns consultores dizem que,quando reúnem pessoas-chave, elasmesmas se surpreendem com suasdivergências. Um dos oito princípiosbásicos da classificação de excelênciados especialistas em management Tom Peters e Robert Waterman,autores do clássico
Vencendo a Crise
(ed. Harbra), é “atenha-se ao pa-drão”. Um bom conselho, mas difícilde seguir se não se souber exatamen-te qual é o padrão. A necessidade de uma visão,entretanto, vai além. Ao adotaruma visão, as empresas e as pessoaspoderiam fazer escolhas maissensatas em recursos humanos. Assim, a organização teria maiorprobabilidade de selecionar novosfuncionários cuja visão pessoal fossecompatível com a da empresa, e vice- versa. Em ambos os casos, a maioriados equívocos poderia ser evitada.
Como nos certificar de “transformara teoria em prática”
Após estabelecer e enunciar uma visão, particularmente da organiza-ção, é preciso apropriar-se dessa visão, acreditar nela, externá-laatravés do comportamento e dasescolhas e pautar-se por ela todos osdias. É preciso transformar a teoria
Instrumento para elaboração de visão
(equipe gerencial)
Atual enunciado da visão
(todos os outros funcion
á
rios da empresa)
Reuniões de planejamento
(todos os n
í
veis gerenciais)Enunciado da vis
ã
o da organiza
çã
oOnde se est
á
agora e onde se deseja estarMetas e objetivos mensur
á
veis (dentroda vis
ã
o)
Sessões de planejamento individuais
(entre todos os executivos e os membrosde suas equipes)Enunciados individuais da vis
ã
oMetas (longo e curto prazos)Objetivos mensur
á
veis
em prática. Muitas organizaçõespregam na parede um belo quadrocom o enunciado de sua visão ou oimprimem em cartões de visita.Contudo, se o processo de elabora-ção da visão for apenas um caprichoe/ou não for adotado por todos,tudo não passará de um enfeite deparede ou algo para ocupar o bolso.Mesmo que compartilhada por to-dos, será preciso determinação paramanter a visão, pois o mundo ao re-
MODELO DE UM PLANO DE AÇÃOPARA ELABORAÇÃO DA VISÃO
dor tentará constantemente ofuscá-la.Nossa visão, principalmente quandoimplica o modo como vemos a nósmesmos, sempre precisará ser prote-gida contra o desejo natural de esca-parmos para uma zona cômoda.Muitos resultados negativospoderão ocorrer se estabelecermosuma visão distante da realidadediária. Tal visão não forneceráorientação real. Tampouco um
benchmark
realista, pelo qual se possafazer uma auto-avaliação.Talvez ainda mais importante,essa distância da realidade poderá sertudo, menos motivadora. Sérios reve-ses ocorrem devido a essa discrepân-cia. O ceticismo que as organizaçõesprovocam quando não se pautam porsuas visões acaba se transformandoem falta de confiança generalizada
.
O processo de elaboração da visão
Descobrir nossa visão real talvezseja uma questão de estabelecer osmeios e os fins. Os exemplos deêxitos são muitos e diversificados.Por exemplo, há uma cadeia defast-food de frango que descobriu sersua visão (fim) proporcionar expe-riência de trabalho a jovens america-nos. Ela atinge esse fim fazendosanduíches de frango (meio). Se omeio e o fim fossem invertidos, seriauma operação muito diferente.Um bom enunciado de visão deveexpor aspirações financeiras eespirituais (os fins) em cerca de 25palavras ou menos, segundo oespecialista D. Shaaf
.
Sua formulaçãoimplica perguntas diretas e respostashonestas. Para John Naisbitt, “emalgum momento devemos nosperguntar qual é, efetivamente, anatureza do nosso negócio”.
Faça perguntas diretas e obtenharespostas sinceras
Qual é nosso objetivo? Qual é aforça que nos impulsiona? Quaissão nossos valores básicos? O quefazemos melhor? O que desejamosrealizar? O que gostaríamos demudar? Eis algumas perguntasque podem ajudar a saber quemsomos e/ou quem desejamos ser.Uma vez respondidas essas pergun-tas, é preciso considerar as “barreiras”
O ceticismo que asempresas provocamquando n
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