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Roteiro Para o SeminÁrio Com Os Prefeitos Eleitos

Roteiro Para o SeminÁrio Com Os Prefeitos Eleitos

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ROTEIRO E CONTEÚDO PARA O SEMINÁRIO COM OSPREFEITOS ELEITOS
INTRODUÇÃO GERAL
 No primeiro semestre de 2008 pudemos realizar Seminários de Formação Política paranossos pré-candidatos em boa parte do país. Muito ensinamos, mais muito mais debatemose, mais ainda, apreendemos.País de dimensões continentais o nosso, apresenta uma enorme diversidade de aspectossociais, econômicos e culturais.Este trabalho agora realizado, que está na direção do diálogo com nossos prefeitos eleitosnão pode deixar de lidar com este acúmulo. Daí nossa preocupação em produzir não um“manual”, mas um roteiro de diálogo e debate. Não a norma exata, mas a tentativa deamarrar as diversas pontas disso que se define como gestão pública em função de tentar estabelecer o que seria uma “gestão PPS”, derivada de nossa forma de ver-o-mundo enossas propostas de longo prazo. Não haverão de encontrar aqui o aprofundamento ou a tecnificação de cada item, isto viráem outros desdobramentos deste processo, mas a preocupação de estabelecer  principalmente a relação entre todas estas partes diferentes do corpo, referentes não só àgestão pública e seus atributos, mas a seu ambiente institucional, sua relação com o Estado.O que buscamos produzir é uma apresentação a nossos gestores de um todo coerente queoriente o debate e as escolhas que fatalmente deverão ser feitas.ETAPA PRÉVIAAplicação de um questionário extenso sobre o prefeito e o município, com pelo menos 30dias de antecedência.Este questionário servirá de base para orientar as falas do Seminário, pois informará o perfildo grupo de prefeitos, o perfil dos municípios e o grau de compreensão destes prefeitos emrelação a suas realidades locais.O material servirá, ainda, para formar um Cadastro Nacional de Prefeituras ligadas ao PPS,que poderá ser utilizado na Secretaria Nacional de Poder Local e na Secretaria Nacional deOrganização.
Nota
- Sem qualquer dúvida uma atividade de planejamento ligada a um projeto deorganizar e sustentar as relações do partido com seus mandatos eleitos, na área executiva,terá que passar por um cadastro.O CURSO SERÁ DADO EM QUATRO ETAPAS:1) Debate sobre as propostas de campanha e sua implementação;2) A Gestão PPS;3) Pacto de Ação;4) Indicadores: avaliação e controle do desempenho das prefeituras.
ETAPA UM
Debate livre com os prefeitos sobre as propostas de campanha e como pretendemimplementá-las.
Nota
- Este debate é importante, pois exporá intenções e vontades que devemos conhecer erespeitar, sob o risco de prejudicar o processo de aproximação entre o partido e as gestõesmunicipais.O Seminário deverá ser, na realidade, uma busca de “mediação”, uma abertura de diálogoentre nossas propostas e o chão real da gestão municipal.
 
Devemos reconhecer que não temos nem a cultura municipalista, nem a cultura de relaçãoentre as instâncias dirigentes partidárias e os executivos. Sendo assim é sempre melhor começar escutando.
ETAPA DOIS
Apresentação em sistema de seminário dos principais pontos que envolvem na atualidade oconceito de gestão pública, em sistema de seminário.
Introdução
"Mudanças técnicas na forma de governo em si mesmas nem fazem uma nação competente,nem feliz, tampouco valorosa. Somente conseguem tirar do seu caminho empecilhosmecânicos, sendo, pois, pura e simplesmente meios para um fim”Max Weber – Parlamento e governo na Alemanha reordenada.Uma retrospectiva da ação estatal no período pós-1930 demonstra que os programas dereforma e modernização administrativa tiveram resultados extremamente discutíveis edesiguais . Ao passo que o Estado precisava “crescer” para acompanhar maiores demandasda sociedade - legislação trabalhista no período de Getúlio Vargas, desenvolvimentismo aqualquer custo no período Kubistchek, aprofundamento do modo capitalista e docapitalismo de Estado na ditadura, retomada das demandas sociais por mais serviços públicos na Constituição de 88, como exemplos pontuais - este crescimento das funções eatribuições do Estado esteve muito longe de um planejamento sistemático e de ser postonum eixo coerente.Décadas de tentativas de “modernização”-adequação às demandas do processo históriconacional, talvez fosse um termo mais preciso para descrever o processo- do Estado brasileiro foram marcados muito mais pela descoordenação e pela improvisação, resultandonum conjunto extremamente desigual em que convivem núcleos de excelência intelectiva eoperacional, com vastas áreas de absoluta rudimentariedade na formulação , execução econtrole de políticas públicas. Nestes embates entre a máquina burocrática existente e asdiversas propostas alterantes/estruturantes, numa parte significativa das situações oestamento burocrático foi capaz de absorver e “reinterpretar” na sua conveniência as maisdiversas propostas. Daí termos uma complexa estrutura onde convivem ao mesmo tempo asreminiscências patrimonialistas, reforçadas pelo frouxo controle efetivo, tanto interno comoexterno, e pelas premências de manutenção das bases políticas da estrutura de poder,estruturas clássicas de burocracia tradicional, onde a burocracia se vê como um fim em si própria, e áreas mais modernas já estruturadas nos moldes de uma administração maiseficiente e conforme as demandas atuais.Legislações foram aperfeiçoadas, como o caso da Constituição Federal de 1988 e da Lei deResponsabilidade Fiscal, principalmente no capítulo do planejamento orçamentário, doequilíbrio entre receitas e despesas e na transparência da gestão pública, mas a norma por sisó não foi completamente capaz de se sobrepor à cultura dominante nos gestores e noserviço público. Estruturas complexas, o SIAFI é o maior exemplo, mas há outras, forammontadas para dar mais segurança e controle às operações orçamentárias, mas elas por si próprias não geram resultados mais eficientes na ponta final do processo: a cidadania.Mesmo o pesado investimento social no “controle”, via criação da Controladoria Geral daUnião, o crescente envolvimento do Ministério Público nas questões de gestão pública, amaior tecnificação dos Tribunais de Contas e a criação de mecanismos de participação dacidadania na gestão, pouco têm alterado o quadro.
 
Este processo tem conseqüências reais sobre o nível de gasto público, acabando por  penalizar o contribuinte via tributação sempre mais elevada. Já há um suficiente número defatores históricos para o estímulo ao gasto público como a expansão demográfica,envelhecimento populacional, urbanização, aumento de renda ou a própria condição doserviço público não poder compensar o aumento de seu custo pelo aumento de sua produtividade.Principalmente na área municipal o nível de serviços públicos se mantém, com as exceçõesde praxe, que confirmam a regra, abaixo de um nível mínimo de qualidade, em praticamente todos os setores da atuação do Estado. As patologias administrativas do patrimonialismo, burocratismo, favoritismo e nepotismo se mostram extremamenteresistentes e infensas a quaisquer terapias corretivas; enquanto que, no campo filosófico e programático, a máquina estatal continua a demonstrar grande descoordenação, ausência de propósitos unificadores e lerdeza na formulação e execução de políticas voltadas para asolução dos problemas nacionais.Vista a função principal do Estado, a sua razão de ser, que é a provisão do bem público.Visto o altíssimo custo pago pelos brasileiros que o exercício desta função. Visto o baixoretorno deste “investimento” compete e procede a crítica e a vontade presente na opinião decada um de que algo deva ser feito e muito tenha que ser melhorado. São recorrentes nosmeios de comunicação locais as entrevistas feitos “ao vivo” em postos de saúde, escolas públicas, pontos de ônibus e outros locais. Sempre há uma linha de crítica das pessoas àação pública municipal e sempre há o gestor dizendo que “logo” o serviço estará melhor eque o município irá investir tanto ou quanto. Meses depois a voltando ao mesmo local aequipe constata que pouco ou nada mudou, mesmo que o investimento haja sido feito.Há todo um debate, até apaixonado, quanto ao papel do Estado, seu “tamanho”, seu custo eoutras questões. Há campos radicais de defesa da visão de processo estatizante, afirmandoser competência única, até pelo mandato constitucional, do Estado questões como saúde,educação, segurança, habitação etc...Há campos radicais de defesa da visão de processo privatizante que defendem a incapacidade do Estado de cumprir suas finalidades sem a presença e o apoio da iniciativa privada ou, pelo menos do “terceiro setor” – as entidades privadas com fins públicos, como as ONG’s e OSCIPs - estimulando uma visão “demercado” do processo de gestão.Entre os dois extremos há uma miríade de propostas.Que o Estado brasileiro é ineficiente todos, ou a ampla maioria não petista, concordam. O problema vai estar nas propostas que rompam a ineficiência. Para os que defendem o processo estatizante seria mais uma questão de reestruturar, melhorar técnicas, aumentar controles, inclusive os “sociais”. Para os que defendem a visão de mercado, mesmo comtodos estes procedimento, ainda assim o Estado permanecerá ineficiente pelas falhasinerentes ao próprio ato de governo: falta de controle sobre o resultado de suas ações,incapacidade de garantir a perfeita circulação da informação, falta de controle sobre asreações do mercado, excessiva capacidade de interferência, negativa, da políticainstitucional no processo de gestão, como, por exemplo, o ciclo eleitoral onde o gestor “poupa” nos primeiros anos não visando o investimento objetivo, mas apenas para poder investir nos últimos anos, de forma puramente “eleitoral”, sem correspondência com asreais necessidades sociais. Algo do tipo: melhor um chafariz que o esgotamento sanitário.Certamente estamos muito longe de concluir este debate. Certamente, mundo à fora e emnosso país, inclusive, são realizadas todos tipo de experiências de um lado e de outro dodebate, mas também nas posições intermediárias. O Ministério Público e a justiça vêemintervindo diretamente, sistematicamente buscando estabelecer o que é e o que não éconstitucional. Questões como a terceirização de atividade-fim e mesmo de atividade-meio(peça de resistência das propostas mais voltadas para o mercado e, também, das patrimonialistas, em parte estimulada pela Lei de Responsabilidade Fiscal que fechou as

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