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Pedagogia e Arte Rudolf Steiner

Pedagogia e Arte Rudolf Steiner

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11/12/2012

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text

original

 
1
..
"
""
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~ {
 _"_--1
PEDAGOGIA E ARTERudolf Steiner":' GA:304a
Stuttgart,
25 de
março
de 1923
Meus queridos amigos. desde os primórdios da antiga Grécia. uma frasebem conhecida e muito citada chega à humanid'ade como uma adverncia.ressoando nas profundezas da alma:
uHomem, .
conhece-te .a..
ti...
mes,mo','.~' 
Écolocada diante do ser humano uma enorme 'exincia;. muitas .vezes'. opercebida tão fortemente', .ou
seja,
.a exig.ênqi~
. , 9 ~
_que ~o.
se~
hu~ano traveconhecimento com seu ser verdadeiro e.'real, 'seu v~rdade'iro
e
real significado, universal. através dasua'atividade anímica e espir~tual mais.yaliosa.;. .:';',.- Bem: em geral
é-
assim 'que, ,qu~ndo uma exigência 'destas
é
coloc~da 
àhumanidade,
num a
determinad~
época: ~
,pa~ir de
um local significativo,
elã
não,
está indicando algo de fácil realização,
.a19'O
que possa ser atingido facilmente,'mas, antes ".de tudo, indica a auncia.
n~ ssa
época," de algo espec.~al cujaconcretização
é
dicil. E quem olhar para
tr.~s
na História.
o
de maneirasuperficial. teórica, mas de
forma,
a
sentir
historicamente,
antigas ,épocas
dacivilização humana," iperceber que o surgimento desta.~'exincia
,na
antiga
Grécia significa, no
fundo,
a
diminuição
'e não o.
crescimento da
força
do, autoconhecimento humano, da força de
um verd'~déiro
e.profundo
conhecimentodo homem.Pofs" olhando para trás •.
paraaquêl~"
'épo.eB
do
des~nvolvimento'humano no qual o sentir"rellgioso,
o'obs.ervar artf~tiço
e
O"c9h~.ecer
conceituai
e
idea,Lainda
se
uniam 'em
uníssono, serítimo~ .como ~naqu~l~ 'p~~í~do de
uniãoharmoniosa entre..a religião,
a _ l.a r te
e a ciê'ncia".'
o ""'s e r'
humano
se percebianatural'mente como a pia, como
'8
imagem
'do espírito
.di.vino
que permeia eintarpenetra
o
mundo.
9
horn~rrL~ª-Q!@.:~~_I:J.!I!~~~pI.ov.enienteae. Deus na terra.' .'E
na
verdade, nos
primórdiosdª--_b!lmª.o.tgª,g~.i~~~[ª~.,.
~ .Y .iç J e n ~ ~
qu'e ,"o ~autocohhecímentonlfm-ãhõ-'.
'- ê r ã - - - p - r c ic u r a d o ';';
'Qº~:~,çºo,he.clme'nto.
d . e . . . .- .
Deus~ no
conheCImento aõ~£f_~~i!fq~'~n.~-=9Iig~'TIh~~pif.@?I.p'rl!Il9rºi~.1atuªr1te.l)o bo.mªI.Tl,que
a.o
'~ ~ .~ i i i c f 
te 'rn p o
era vivenciad~ ..
,~.,p~nsada
,_como:.sendo.a".orig~rn,.
pr~!TIordiat
~o
univeliõ~-Qué~fn-dó,-'em"-
te m p o s '
muito
antigos."
o '
homem. :pro,nunci,ava o
que
na
nossa língua soaria' 'aproximadamente como
"eu",
ele pronunciava ao 'mesmotempo a
~oma
de
toda.s
as forças centrais do ser
tJnivers~t e.fazia
re.ssoar n.esta. palavra com a
qual
des'ignava a si
mesmo,
aquilo"queé
o.ser atuante e criativono universo. Ele se sentia uno a este universo no
se'u'
cerne mais íntimo.
O
queoriginalmente era evidente. que aparecia
aos
olhos tal
como
as
cores
se, manifestam no mundo .fora ao órgão da visão. tornou~se posteriormente algodifícil de ser conquistado. E, se nesses tempos. passados, surgisse ao homemum apelo para o autoconhecimento. se ele ouvisse um ser extraterreno dizer afrase
"conhece-te 
a
ti mesmo"
dificilmente um ser terrestre a diria - eleresponderia:
"Para que serv
o esforço
do autoconhecimento? Nós, homen
 
2
somos 
a
imagem de Deus que reluz, que ressoa, que aquece e abençoa 
o
mundo inteiro. Ao reconhecer 
o
que 
o
vento 'eva por entre 
as
árvores,
o
que 
o
raio envia através do ar,
o
que ressoa no 
trovão,
o
que transforma' 
nas nuvens,
o
que vive na haste do capim,
o
que.floresce na flor, recónhece-se também 
o
próprio ser'.
Quando tal conhecimento do universo,. quando o conhecimentoespiritual divino o foi mais possível ao longo do desenvolvimento progressivoda autonomia humana, o homem deixou soar o
"conhece-te 
a
ti mesmo" 
dasprofundezas de seu ser, indicando algo que anteriormente fora uma vincianatural do ser humano atuante no mundo, que foi se tornando cada vez maisdicil de
atingir.
Entre o aparecimento desta exigência -
"conhece-te 
a
ti mesmo" - 
e umaoutra afirmão surgida somente na nossa época, durante o último terço doculo XIX, temos um período importante do desenvolvimento humano. Estaoutra afirmação é. de certa forma, uma resposta à frase apolínea
"conhece-te 
a
ti mesmo".
Ela, foi enunciada por um excelente cientista naturalista do últimoterço do século
X IX :
"Jamais conheceremos - ignorabimusl
Temos queconsiderar este
"ignorabimus" 
como uma resposta à antiqüíssima frase apolínea,porque quando foi enunciada por Ou Bois-Raymond significava que a ciêncianatural moderna, que fez um progresso o grande, tem que parar. diante dedeterminados limites, o limite da consciência, por um lado, e por outro,. o .Iimiteda maria.
º
serhum~od~ª- conhecer- o ..Clue._~tá contido ente a
-=
consciência e a maté.ria-foi isto que este naturalista verbalizou, ele que bem-compreendeu ooque a pesquisa natural é capaz quando se toma grande. Mas,de acordo com a sua opino, o ser humano jamais será capaz de conhecer oque vive como mundo da conscncia na matéria corporal humana e como o quese passa no corpo humano de forma sica se transforma em vincia .interior da .alma que atua na consciência. [Mas o homem é exatamente a vida daconsciência na
matéria humana, o
espiritualizar
da matéria corporal. humana
atras dos impulsos da conscnci~ E quem o chegar ao conhecimento decomo a consciência permeia. influencia, vivifica a matéria corpórea do. homem.de como a matéria pode, por si mesma. ser levada àquela luz. na qual. aconsciência pode aparecer, não podepensar em realizar a exigência
"Homem,
conhece-te 
a
ti 
mesmo",
por
mais quase esforce.
Entre estas duas afirmações históricas
de
importância
universal.
"Homem,
conhece-te 
a
ti mesmo" 
e aÇQmo
seres humanos,jamais conheceremos 
o
atuar da consciêl}cia na maria'
existe um importante período de tempo nodesenvolvimento anímico do homem. Durante este período, ainda existia.suficiente foa interior humana, vinda dos tempos antigos, de modo que o queera evidente antigamente. ou seja, procurar o ser humano no ser divinomanifesto, era percebido assim: ao se empenhar, atras de sua força interior, ohomem irá conquistar lentamente o autoconhecimento.Mas esta foa auto.COIlhecedora foi se debilitando cada vez mais. té que no último teo do século
XIX ela havia
se ao raca que ressoou o negativo da frase apolínea,
após o ocaso definitivo do autoconhecimento:
"Homem, tu não 
és
capaz de te .
aufoconhecer".
 
I
J
~
!;:.: .:
3
Bem. se for assim - e a cncia natural como, é praticada maisrecentemente de fato leva a penetrar os segredos da natureza apenas na formaque corresponde às necessidades da humanidade moderna _ se a ciêncianat~r~I..deve.:onfe;ss.a
r não
se..r possível.reconh:cer a a.tuação.da.~nSC!êliCiana/1..•matena. entao e apenas outra formulao da constataçao dIzer:
"O
conhecimento do ser humano 
é
impossíver~Contudo.
devemos dizer agora algo
diferente.
Da mesma forma como a capacidade de reconhecer-seno conhecimentode Deus já estavaern processo de obscurecimento. quando ressoou a frase:
"Homem, conhece-te a ti mesmo'
assim também a renúncia aoautoconhecimento. ou seja. o
conhecimento 
do homemjá' estava em processode.Obscurecimento. q~ando foi colocada a exigê~cia
"Oh.
I  
homem, r~~" ..
. 1
na-t: qualquer autoconheclmento, a qualquer conhecimento do homem".
f.!!lmbemaqui esta frase não
indica 
o que nela está contido. massim o oposto vlvenciado
pela 
humanida~ ' .'Pois
pelo 
fato da força do
autoconhecimento 
terse tomado cada vez
mais 
fraca. j!havia surgido a ansie.da.dftpor
conhe.cer
o
ser
humaoo.e agora nãopornecessidade
teórica 
do
intelecto.
não através de
algum impulso científico,
masantes
q,[iginada 
pelos,
impulsos 
do coração,
pelos 
mais...profun.Q9simpulsos da..
alma 
humana.
A
humanidade já havia começado a sentir que, por mais que sepenetre no
"Conhecimento 
da natureza, da forma brilhante que tanto ofereceu à
humanidade 
moderna, não se penetrará com este conhecimentoda naturezanaessência do homem. Deve, no entanto,
existir 
um caminho para penetrar naessência do humano. A-P-actir.do osicionamento desta nova
exi ênciaelconhecimento 
do.homem, negado
pela ciência natural
na medida que
declara,
o oposto - ª,stá a9Jndode forma
fundamental, paralelo
a
outros âmbitos davida.o-ª.!Ís_ io '. edagó ico .da humanidade, o anse' , , ~o..b&"
u m _
f-ª'.a.cLO.illmlento 
correto uentreo homem _. ser humanQ~m devir, com o ser,
(3 ,
humano que
deve 
ser educado e instruíao. Justamentenesta época. em que sequis afirmar a desistência quanto a
qualquer 
Possibilidadede conhecimentodohomem - j~!amente nesta época também se manifestacada
vez
mais,_~través
d~_.-ª/mas 
humanas. preocUpadas-eom aeducação e
CH::flSfAQ;-S-
seguintecerteza: o
intelectualismõ,
o conhecimento exterior baseado nos sentidos e na'razão
= -
que também querem se aproximar do homem_ são inadequados para
lhe 
dar
algo 
através do
qual 
se possa tratar do ser humano em formação, dacriança. dos jovens
adolescentes 
de maneira educativa e instrutiva. Por issopercebemos nesta época. em
todo lugar,
a seguinte convicção: deve-se
apelar 
às forças do sentimento
eda 
vontade no homem.partindo do
desenvolvimento 
do
intelecto.
que trouxe
'resultados 
tão significativos para os conhecimentosexigidos por nossa época..
tifu? ~
deve
estimular unilateralmente 
a
i~ctualidade 
na cria~. n~Q_~ª~~Jº[!lª:l.ª-!11_~fª,~_~QJ~_~üm'COrineceaõr,
' rn.é;l,~L síõL algu.é.JIlÇ Q !n C ª-P_é!çL Q fldes. _
Mas, nesta proposta pedagógica se faz
valer algo 
importante:renuncia-se'à verdadeira introspecção sobre a entidade humana,à entidade do ser humanoem formão, a criaa; espresente uma vida quanto a ser
possível 
conhecer
algo 
no homem que sirva para
tratá-lo 
corretamentena educaçãoe no

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