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A história vista de baixo

A história vista de baixo

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Burke é um inglês professor de História Cultura na Universidade de Cambridge e,colunista de um grande jornal de São Paulo no caderno “Mais” de domingo.
A HISTÓRIA VISTA DE BAIXO
1.0Da contestação sobre a história tradicionalmente contada pelas elites surge oconceito de história vista de baixo, mas este só começou a ter inserção dentro dahistória a partir de meados de 1966 com a publicação do artigo “The history from below” de Edward Thompson . Seguido em 1985 de um volume de ensaios comtitulo semelhante. Pag. 39 a 411.1 O objetivo do ensaio é explorar tanto as potencialidades como as problemáticasreferentes à escrita da história vista de baixo. Para isso são colocados dois temas: adiversidade temática que o método proporciona e o segundo é isolar algumasquestões evidenciais, conceituais e ideologias que este também levanta. Um dos problemas é a evidencia, já que poucos são os escritos ou memórias deixados por aqueles que pertencem as camadas inferiores da sociedade. O outro é de saber colocar exatamente no lugar certo os indivíduos e suas experiências, saber qualhistória vem de baixo. Pois nenhum historiador chegou à definição do que seriaexatamente a cultura popular no século XVIII. Pag. 41 a 432.0 A linha do historiador-pesquisador e sua influencia sobre a pesquisa ou sobre a busca das fontes. Por exemplo, historiadores marxistas davam primazia aos fatoreseconômicos, ou quando buscavam suas fontes restringiam-se àqueles episódios ou pessoas voltados para movimentação política. Considera que a história do trabalho cria para a história das pessoas comuns uma espécie de restrição. Pois acontecimentos políticos podem ser analisados da mesma maneira que tendências culturais e sociais.Pag. 44 a 472.2 É importante a consideração das fontes escritas como documentos oficiais ou semi-oficiais (relatórios, julgamentos, interrogatórios). Mas apesar da validade destes
 
documentos, os historiadores tradicionais ficam presos a estes e não vão atrás deoutras pesquisas, como imagens ou fontes orais. Ao se utilizar inclusive de outrasciências como antropologia ou ciências sociais, pode-se obter muito sucesso. Pag.47 a 532.3 A história vista de baixo, traz duas questões importantes: O fato de não se constituisomente como uma abordagem, mas também com um tipo distinto de história.Como abordagem, sugere uma correção da história das elites, e ao oferecer essaabordagem alternativa oferece uma compreensão mais rica da história, uma novaexperiência. E como um tipo distinto de história, ela não deve estar dissociada dasconcepções mais amplas da história. Pag. 53 a 552.4 O problema para os novos historiadores é compreender e obter sucesso na utilizaçãofontes e métodos. Novas perguntas sobre o passado e escolha de novos objetos. Novos tipos de fontes, entre outras. Há uma questão que a história de baixo levantaque é sobre a abrangência do historiador profissional, do acesso que deveria ter, emvez de restringir apenas aos professores acadêmicos e os alunos. Thompson achaque deveria haver uma maior participação do público externo nas universidades.Pag. 54 a 552.5 Destaca-se como objetivo dos escritores da história de baixo, principalmente dosque tem visão socialista ou sobre a história trabalhista, a mudança dessa restrição,aumentando o público e mostrando outra versão histórica, em vez da história da eliteque é bastante presente e de agrado blico. A permiso do conhecimentoampliado do nosso passado do ponto de vista da história de baixo, continua sendoatrativa. Pág.562.6 O interesse que a população tem se restringe apenas a “uma visão “porão-sótão”dasociedade no passado”, mostram apenas as modos de atuação das pessoas, asestranhezas, seus sofrimentos e privações, ou seja há uma ausência da abordagemdos problemas históricos mais elevados, em vez de situações locais isoladas.Quando se aprofundavam mais na história vista de baixo, alguns eram acusados deantiaquarianistas, dando se pouca importância a história de baixo. Pág. 57
 
2.7 Em determinadas circunstâncias o escritor da história vista de baixo teriam umarecompensa com o uso dos estudos de casos isolados ou similares maisconsistentes.Um estudo aprofundado proporciona uma compreensão funda dedeterminada sociedade, ao mostrar pessoas culturalmente diferentes estamos a um passo de mudar a “realidade cultural de forma mais erudita”. Pág. 57 a 582.8 A história vista de baixo é um campo frutífero, e atraiu alguns historiadores emvarias sociedades. Esses possuíam diversas tradições intelectuais e ideológicas e buscaram as diversas maneiras de quantificar seus achados. Superaram osobstáculos que impediam a prática da história vista de baixo. E mostraram como pode se estruturar a história em novos conceitos em relação a esta temática.pág. 58 a592 .9 Há alguns tempos atrás muitos se negavam a escrever sobre temas sociais como:crimes, religião, cultura popular, família, camponeses. A reconstrução da vida baseadas neste temas ajudam o esclarecimento de diversas áreas da história que poderiam ficar no ostracismo. A história vista de baixo une os grupos sociais , poisalguns se encontravam perdidos ou nem sabiam da existência de sua história social.Ela traz até nós a nossa própria identidade visto que, não apenas mostra-a do pontode vista da elite, ou seja, em termos dos monarcas, generais ou outros. E vai além ,ao demonstrar a classe trabalhadora como agentes e que suas ações muitas vezes,mudou o mundo no qual viam. Pág. 592.10 A história vista de baixo até agora tenha causado pouco impacto. Embora proporcione a identidade das classes mais baixas, ela deve sair desse conceito e ser usado como crítica e se firmar corrente principal histórica. Deve ajudar aos não bem-nascidos que temos um passado e que viemos de algum lugar e só assim poderemos alargar a história da corrente principal para mais além, do que elamostra.pág. 59 a 60
HISTÓRIA E ETNIA

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