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He Gel 2

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A Filosofia política de Hegel
 política e razão
 
José Luiz Furtado
 A) Causalidade dialética
§ 01 Pressupostos ontológicos
A “Ave de minerva”, metáfora através da qual Hegel se refere à filosofia, levantaseu vôo ao entardecer. A reflexão filosófica vem tarde demais para dizer como deveria ser o mundo humano, mesmo sendo este
dever-ser 
pensado enquanto conformidade darealidade possível às idéias da razão. Ao contrário, para Hegel o mundo é
completamentedeterminado.
1
 Do ponto de vista ético os prinpios normativos o imanentes aodesenvolvimento histórico das instituições sociais; epistemologicamente falando a realidadeé inteiramente inteligível e, em termos ontológicos, todo o real é racional e tudo aquilo queestá contido nas idéias da razão tem uma existência efetiva no mundo, natural ou social. Adeterminação completa do mundo, sua plenitude ontológica, faz com que a filosofia - pelomenos a filosofia do próprio Hegel - possa ser, e seja efetivamente, um
discursointegralmente legitimado
2
, o refugiado em ideais irrealizáveis, ou limitado aoconhecimento dos fenômenos condicionados pelas estruturas sensíveis da representação(Kant). Sendo o real completamente racional, a nenhuma das figuras verdadeiras da razãodeve faltar efetividade. A tarefa da filosofia consiste em
explicitar 
a racionalidade domundo – natural e histórico - através da compreensão da lógica
imanente
da sua trama e da
necessidade
(racional) da sua transformação histórica progressiva e teleológica.De fato, na ética kantiana a determinação do sentido da história dá-se mediante a postulação da concordância das leis da natureza com um plano ou providência que conduzos homens, mesmo involuntariamente, para a realização de finalidades pensadas pela razãoque deveriam existir através da liberdade. O sentido do mundo humano deve ser lido a partir da postulação da atuação de causas naturais na história que constrangem os homens aagir por interesse próprio, mas realizando objetivos que estão de acordo com os princípiose finalidades da razão. Assim a racionalidade não é um princípio interno e imanente dodesenvolvimento da realidade. De acordo com Kant a "representão da relaçãoconcordante" de uma "causa suprema dirigida para realizar o objetivo último dahumanidade", com o propósito que a razão nos prescreve imediatamente de trabalhar paraconstruir uma "comunidade ética" ou um "reino dos fins", é uma "idéia em sentido teórico,isto é, transcendente"(PP, 62, 63, 64). Com isso Kant quer dizer que à idéia deconcordância das causas e motivações que atuam efetivamente no curso do mundo históricocom os ideais racionais do espírito humano, não corresponde nenhuma realidade efetiva, ouseja, não podemos conhecer essa concordância, não podemos saber se ela existe. Mesmoassim seria do mais alto interesse da humanidade que essa existência fosse possível. Por isso postular a concordância do curso da natureza com os propósitos racionais da liberdadehumana é algo apenas razoável.
1
Esse conceito de "determinação completa" é devido à Giannotti ( Kant e o espaço da Históriauniversal. In Idéia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita. São Paulo:Brasiliense, 1991).
2
Cf. Châtelet, F. Logos e Práxis. Rio: Paz e Terra, 1976, p. 45.
33

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