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SOB AS GELEIRAS
DE NEVADA
Everton

Autor
WILLIAM VOLTZ
Tradução
RICHARD PAUL NETO
(
P-273
)
Os abismos do tempo separam Perry Rhodan e seus
companheiros da Crest do Império Solar do ano 2.404.

No momento — depois do salto de quinhentos anos, provocado pela estação dos senhores da galáxia em Pigell — a nave-capitania se encontra no ano 49.488 antes do nascimento de Jesus Cristo, isto é, a nada menos de 51.892 anos do tempo real.

Em comparação com isso, a distância espacial que separa a Crest do mundo central do Império Solar — a Terra — é bastante reduzida. Pigell ou Tanos VI, que é o lugar em que se encontra a Crest, é um dos planetas do sol Vega. E, segundo os padrões cósmicos, de lá até o planeta Terra é apenas um pulo de gato.

Durante as lutas travadas com as tropas auxiliares dos moduladores de gens de Pigell, o Major Don Redhorse e os cinco homens que o acompanham ficam isolados na estação do tempo, sem possibilidade de receber auxílio. Não têm alternativa: são obrigados a dar este pulo. O transmissor de matéria é ativado de repente, e representa a única saída numa situação aflitiva. Don Redhorse e seus companheiros são arremessados para a Terra — e vão parar numa cidade situada Sob as Geleiras de Nevada...

= = = = == =Personagens Principais: = == = = = =
Major Don RedhorseComandante de um pequeno grupo
isolado.
Brazos Surfat, Chard Bradon, L. Papageorgiu, Olivier
Doutrevale Sennan BrankMembros do grupo sob
o comando de Don Redhorse.
Rovza Um agente do tempo dos senhores da galáxia.
Saith Um pensador falho, que parece disposto a apoiar Don
Redhorse e seu grupo.
Paroso Chefe dos pensadores falhos, que são caçados pelos
robôs espiões do Plath.
Kro'artruth Membro da claque do misterioso Plath,
governante da cidade-abrigo Godlar.
Prólogo

— O poder absoluto não se consegue por acaso ou pela sorte — disse o senhor da galáxia com um sorriso. — A brutalidade sem limites toma-se necessária para...

O ser que dizia estas palavras interrompeu-se e lançou um olhar para os receptores, cujas luzes de alerta se acenderam, espalhando um brilho vermelho.

— Um instante — disse o senhor da galáxia ao seu interlocutor. — Parece que os sensores de campo zero entraram em atividade.

Atravessou a sala sem demonstrar nenhuma pressa. Um
ser poderoso como ele não sabia o que era ter pressa.
O senhor da galáxia inclinou-se sobre os receptores e
seu interlocutor perguntou:
— Quem são os sensores de campo zero?

— São máquinas instaladas por nós num centro secreto situado em outro planeta — respondeu prontamente o senhor da galáxia. — Servem para localizar e classificar os ecos de campo zero do plano dos movimentos.

— Parece complicado — disse o visitante.
O senhor da galáxia mexeu em alguns comandos.

— O sensor de campo zero permite determinar com a precisão de um segundo quando foi usado um dos nossos transmissores.

— A hipótese verificou-se recentemente?

— Verificou-se — respondeu o senhor da galáxia e pela primeira vez deu a impressão de estar pensativo. — Um dos nossos transmissores temporais foi usado por inimigos da organização. Dentro de instantes saberei onde e quando isso aconteceu.

— E depois?
Um sorriso frio apareceu no rosto do senhor da galáxia.

— Eu já disse que só existe um método para firmar o poder pessoal. Deve-se destruir o inimigo assim que isto se tome possível. Parece que esta possibilidade está surgindo.

O ser grande e poderoso ligou um microfone, para
transmitir as instruções que lhe pareceram mais adequadas.

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