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 PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR
Art. 1º. Emenda a Lei Orgânica do Município de Maringá, para modificar a redação do Art. 56,
caput,
eincluir os Artigos 10-A, 10-B e 56, § 3º:
 Art.10-A. As emendas à Lei Orgânica, leis complementares e leis ordinárias aprovadascom base em Projetos de Iniciativa Popular, somente poderão ser alteradas por meio denovos Projetos de Iniciativa Popular.Parágrafo Único: No trâmite de Projetos referidos neste artigo, a redação original só poderá ser alterada, acrescentada ou suprimida pelos Vereadores após consulta popular, por meio de audiência pública. Art. 10-B. A manifestação popular de que trata o art.10, II, poderá ser realizada por meioda internet, em formulário eletrônico que contenha a identificação e o número do título deeleitor dos signatários.(...) Art. 56: Os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito, dos Secretários Municipais ouequivalentes e dos Vereadores serão fixados pela Câmara Municipal somente no últimoano da legislatura, até trinta (30) dias antes das eleições municipais, vigorando para aseguinte, observado o disposto na Constituição Federal.§ 3º A votação dos subsídios de que trata o art. 56 não poderá ocorrer em SessãoExtraordinária ou em Regime de Urgência, devendo ser precedida de uma audiência pública e votada em dois turnos, com interstício de no mínimo 10 (dez) dias entre eles.
Art.2º. Ficam revogadas as Leis Municipais 9.104/11 e 9.105/11.Art.3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
 JUSTIFICATIVA
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular tem forte cunho político-pedagógico, de educação cívica.Fomenta a movimentação política dos cidadãos e a formação de uma consciência democrática eparticipativa. Consciência necessária não somente na hora do voto, para selecionar criteriosamente osmandatários para a próxima legislatura (ou próxima gestão político-administrativa, no caso doExecutivo), apesar da mesmice e falta de qualidade da maioria deles. Porém, acima de tudo, consciênciade que a democracia não acontece somente a cada 4 (quatro) anos; implica em participação cotidiana eativa de todos nos assuntos públicos. Caso contrário, transforma-se apenas em uma palavra oca, vazia edestituída de sentido.A aprovação das Leis 9.104 e 9.105, ambas de 2011, em regime de urgência, em apenas umatarde, acontecendo o segundo turno em uma sessão extraordinária, violou o fundamento máximo daRepública Federativa brasileira: a soberania popular, ao simplesmente ignorar a sociedade e aprovar umaumento de gastos públicos, como se estivessem desvinculados de seus eleitores.A utilização do chamado regime de urgência se deu de forma arbitrária e em patente afronta aoregimento interno da própria Câmara de Vereadores, que diz em seu art. 202, § 1º, que a urgência especialsó poderá ser proposta para matérias que, examinadas objetivamente, demonstrem necessidade prementede aprovação, resultando em grave prejuízo a falta de sua deliberação imediata.

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