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COMENTÁRIO BÍBLICO KRETZMANN - Parte1 - Mateus

COMENTÁRIO BÍBLICO KRETZMANN - Parte1 - Mateus

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Livro de Mateus.
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O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS
INTRODUÇÃO
 
O apóstolo e evangelista Mateus é o autor do primeiro evangelho sinótico. Era um publicano.Chamava-se Levi, e era filho de Alfeu. Exercia seu ofício, antes de sua conversão, em ou perto dacidade de Cafarnaum, Mt.10.3. Estava assentado na exatoria, quando Jesus o chamou, Mt.9.9; Mc.2.14-15; Lc.3.27-29. Não há dúvida, quanto à identidade do antigo publicano Levi com o posterior apóstolo Mateus, quando se compara as passagens paralelas, como também o costume dos judeusde, por ocasião de algum evento importante na vida, adotar um novo nome. Cf.At.4.36; 12.12;13;9.Está evidente, através de todo este evangelho, que o autor foi um judeu-cristão da Palestina, cujafamiliaridade com o método romano de coletar impostos indica para um conhecimento pessoal dotrabalho dos publicanos. Mateus nunca foi alguém distinto no círculo dos apóstolos. Era quieto esem ostentação. Um discípulo feliz na companhia de seu Senhor. Somente tanto é registrado de suaatividade depois da ascensão de Cristo, que ele esteve empenhado como missionário entre os judeus da Palestina. A tradição diz que ele passou seus últimos anos da vida na proclamação doevangelho na Etiópia e outros países gentios, e que morreu em idade avançada.O objetivo do evangelho segundo Mateus está indicado, quase, em cada seção do livro. Escreveu para seus concidadãos. Não, porém, na língua hebraica ou aramaica, como alguns têm pensado
12
),mas em grego que, naqueles dias, era a língua comum do oriente. Seu alvo foi mostrar a gloriosaculminação do tipo e da profecia do Antigo Testamento, ou seja, provar que Jesus Cristo, o filho deDavi, o rebento do tronco de Jessé, é o Messias prometido. Mostrar que toda a vida, sofrimento,morte e ressurreição de Cristo é o cumprimento da Antiga Aliança. Fornecem abundante evidênciadisso, tanto a tabela genealógica que estabelece a reivindicação que Jesus é o filho de Davi, como areferência contínua ao Antigo Testamento, e a freqüente repetição da frase “para que secumprisse”. Este é o fato principal que o autor deseja imprimir em seus ouvintes. No que se refere à data do evangelho, vê-se do capítulo 27.8 e 28.15, que foi escrito algum tempodepois do acontecimento dos fatos neles escritos. Também parece evidente, que foi composto antesda destruição final de Jerusalém. Pois, o autor, sem dúvida, teria feito, no evento referido,referência ao cumprimento da profecia de Cristo sobre a ruína daquela cidade. Relatos antigosdizem, que o evangelho de Mateus foi o primeiro a ser escrito, sendo sugerida, com algum grau de plausibilidade, a data de 60 AD. O fato que a posterior e final atividade missionária de Mateus nãolhe permitiam o tempo para um trabalho literário, torna possível que ele o escreveu enquanto aindavivia na Palestina, compondo-o em Jerusalém.A autenticidade deste evangelho não pode ser colocada em dúvida. Considerações históricas etextuais sustentam, não só a autoria de Mateus, mas também que este livro faz parte do cânon e pertence aos escritos inspirados da Bíblia. Podemos estar seguros que temos hoje o evangelho talcomo Mateus, um dos apóstolos do Senhor, o escreveu e na mesma forma em que o redigiu pelainspiração do Espírito Santo
1
Veja Schaller, Book of Books, § 180.
2
 
O conteúdo do evangelho pode ser resumido, brevemente, como o que segue. Mateusapresenta, antes de tudo, uma narrativa breve do nascimento e da primeira infância de Jesus.Segue, então, um relato do ministério do Senhor que foi introduzido com o batismo de João. Oevangelista dedica a maior parte do seu evangelho ao trabalho do Senhor na Galiléia. Nestaépoca ele treinou seus discípulos para o trabalho da pregação do evangelho do reino, o que, por fim, trouxe sobre ele o ódio sempre crescente dos judeus, em especial dos seus líderes. Nasegunda parte do evangelho há um relato detalhado da última jornada do Salvador paraJerusalém, dos seus últimos sermões e milagres, dos seus sofrimentos, morte e ressurreição. Oevangelho finaliza com o notável comando missionário do Senhor e de sua promessaconfortadora: “Eis, que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos”.Capítulo 1
 A Genealogia Legal de Cristo. Mt.1.1-17.
v.1.
 Livro da genealogia de Jesus Cristo, Filho de Davi, filho de Abraão.
Este é o título, oulegenda, que Mateus coloca no cabeçalho de seu livro. Todo o evangelho é um livro dagenealogia de Jesus Cristo, no sentido em que os judeus, em geral, empregavam a expressão emsituações semelhantes. Significa uma narrativa dos acontecimentos mais importantes na vidaduma pessoa, relatados de maneira mais ou menos breve, Gn.2.4;5.1;6;9;37.2; Nm.3.1. Oevangelista apresenta a história do nascimento, dos feitos, sofrimento, morte e ressurreição doSenhor Jesus Cristo. Mas os primeiros versículos são uma genealogia no sentido mais restritodo termo. Apresentam uma lista dos antepassados legais de Cristo, por meio do padrasto Joséque era um herdeiro legítimo do reino, o que também era uma idéia que interessava sumamenteaos judeus cristãos. Mateus chama a Jesus o filho de Davi, que foi o rei da idade de ouro do povo judeu. A promessa do Salvador, finalmente, foi restrita à sua família, 2.Sm.7.12-13;Sl.89.3-4; 132.11; Is.11.1; Jr.23.5. Cristo foi profetizado sob o próprio nome “Davi”, Ez.34.23-24; 37.24-25. “Filho de Davi” era o título oficial que os judeus aplicavam ao esperado Messias,Mt.9.27; 12.23;21.9. Por autoridade profética, haviam sido conduzidos a esperá-lo sob estadesignação. Mas, também, deveria despertar a atenção e conservar o interesse dos cristãos deorigem judaica, saber que o Cristo, que Mateus proclamava, era o filho de Abraão. Pois, elessabiam que o pai de sua raça recebera a promessa do Senhor: “Em ti e na tua semente serão benditas todas as nações da terra”, Gn.12.8; 18.18; 22.18. Por esta razão, ele se refere somentea estes dois pais, tendo em vista que, neste povo, a promessa de Cristo foi feita somente a estesdois. Mateus, por isso, enfatiza as promessas feitas a Abraão e Davi, porque ele tem umaintenção definida em relação a esta nação, querendo, como herdeiros da promessa, influenciá-los, num modo agradável, a aceitar o Cristo que lhes foi profetizado, e a crer que Jesus a quemhaviam crucificado, foi este homem”
3
..
3
)
 
v.2-16:
2) Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos; 3) Judá gerou deTamar a Perez e a Zera; Perez gerou a Esrom; Esrom, a Arão; 4) Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe, a Naassom; Naassom, a Salmom; 5) Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute gerou a Obede; e Obede, a Jessé; 6) Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da quie foramulher de Urias; 7) Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa; 8) Asa gerou a Josafá; Josafé, a Jorão; Jorão, a Uzias:9) Uzias gerou a Jotão; Jotão, a Acaz; Acaz, a Ezequias;10) Ezequias gerou a Manasses; Manasses, a Amom; Amom, a Josias; 11) Josias gerou a Jeconiase a seus irmãos, no tempo do exílio em Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel; 13) Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde, a Eliaquim; Eliaquim, a Azor; 14) Azor geroua Sadoque; Sadoque, a Aquim; Aquim, a Eliúde; 15) Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar, a Mata;Mata, a Jacó; 16) E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama oCristo.
Em três secções, em que cada uma tem quatorze membros, que retrocedem até Abraão que é o paidos fiéis, são relacionados os progenitores de José. Nenhuma pessoa, já nascida neste mundo, podiagabar-se de uma ancestralidade direta mais elevada ou ilustre, do que Jesus Cristo. Estavamrepresentados, nesta lista, os ofícios real, sacerdotal e profético em toda sua glória e esplendor.“São Mateus escreve seu evangelho numa maneira sumamente magistral, e faz três distinções dos pais de que Cristo procedeu: quatorze patriarcas, quatorze reis e quatorze príncipes. Há três vezesquatorze pessoas, como o próprio Mateus os chama. De Abraão a Davi, incluídos os dois, sãoquatorze pessoas ou membros. De Davi ao cativeiro babilônico novamente quatorze membros;... Edo cativeiro babilônico a Cristo há também quatorze membros”
4
.Uma comparação cuidadosa da lista, tal como dada aqui, e o relato encontrado no AntigoTestamento, 2.Cr.22.-26, mostra uma discrepância sem importância. Pois, Acazias, Joás e Amaziasseguiram após Jorão , antes de Uzias. A explicação desta dificuldade se encontra no fato queMateus pegou as genealogias tal como as encontrou nos repositórios públicos judaicos que, mesmoque corretas no principal, em algumas partes eram diferentes. Mas a omissão dos três reis nãotrouxe conseqüências ao argumento do evangelista, que consistia em mostrar a descendêncialegítima de José, o pai adotivo de Jesus, e, por isso, do próprio Jesus, numa linha ininterrupta, deDavi e Abraão. “Que necessidade há para muitas palavras? O próprio Mateus mostrasuficientemente que não desejou enumerar as gerações com correção judaica, e, assim, estimular adúvida. Pois, quase à moda judaica, coloca três vezes quatorze membros de pais, de reis e príncipesmas, com noção proposital, omite três membros da segunda secção, como se dissesse: As tabelasgenealógicas, realmente, são devem ser desprezadas, mas a coisa principal reside nisso que Cristo é prometido através das gerações de Abraão e Davi”
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.Outra dificuldade está no versículo onze, onde Josias é citado como pai de Jeconias, quando foi seuavô, 1.Cr.3.14-16. A solução é encontrada, ou na referência à exposição feita acima que mostra queMateus fez uso duma contradição deliberada, visto que os judeus tinham o costume de estender adenominação “pai” também ao avô; ou podemos adotar a leitura marginal que está baseada emalguns manuscritos gregos: “Josias gerou a Jaquim, e Jaquim gerou a Jeconias”. Isto também
4
2)Lutero11.2344.
5
Lutero, 7.7.

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