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BIBLIOTECA DE REGENERAÇÃO
A SELVA
POR
SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO
TRADUÇÃO de Pe. MARINHOEM PLENA CONCORDÂNCIA COM O NOVO CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICOAprovada pelo Ex.
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Rev.
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Sr. D. Antônio Barbosa Leão,em despacho de 8 de setembro de 1928
PARA ORDINANDOS E SACERDOTES
Edição PDF de Fl.Castro - 2002Porto Tipografia Fonseca72, Rua do Picaria, 741928
 
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devem cooperar, ao menos pela oração. Conforme se verá no prefácio se-guinte, do tradutor francês, a
Selva 
é o livro clássico da formação e santificaçãodo clero. A nosso ver, se há livro que deva ser obrigatório para um ordinando,está este em primeiro lugar; por isso o apresentamos em português, ao dar-mos por terminada a nossa missão de diretor espiritual interino, do Seminá-rio do Porto.Foz do Douro, 13-10-1928.Pe. Marinho
PREFÁCIO DO TRADUTOR FRANCÊS
Mês de Maria de 1869.Começamos a série das obras destinadas especialmente ao clero. Aque vem agora, em primeiro lugar, apareceu em 1760, depois da
Verdadeira Esposa de Jesus Cristo 
, quando o santo Autor tinha atingido a idade de ses-senta e quatro anos. É o fruto das suas investigações e estudos, de cerca dequarenta anos, tanto para regular a sua própria conduta, como para dirigir osretiros eclesiásticos, que pregou pela primeira vez ao clero de Nápoles, porordem do arcebispo, em 1732, quando apenas contava seis anos de sacer-dócio. Era já olhado como um modelo e um mestre, para ser encarregado deformar outros ministros do santuário, em todos os degraus.Foi este livro um dos que obteve maior êxito, o que nos dá uma alta idéiados frutos produzidos. Em breve apareceu traduzido nas principais línguasda Europa. Conhecemos pelo menos cinco traduções francesas; entre elasavulta pelo seu mérito a de Mgr. Gaume, de que muitas vezes nos temosaproveitado.Na sua
Advertência 
, previne-nos o Autor de que não se preocupou coma ligação das idéias próprias de cada assunto; ver-se há contudo que nãofalta ali a ordem conveniente. Para a salientar quanto possível, segundo onosso método ordinário, dividimos cada assunto em diversos parágrafos.Graças a esta disposição, não só se tornará mais fácil apreender e reter asmatérias, mas até se poderá utilizar o livro tanto para meditação
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, como paraleitura espiritual.Aqui dum modo muito particular, convém recordar o que noutro lugar jádissemos: é que todas as citações de autores, notadas à margem, foramcuidadosamente verificadas, e por vezes corrigidas. Santo Afonso nem sem-pre pôde recorrer às fontes; teve de se contentar muitas vezes com o que lheofereciam os autores que tinha à mão, e que se limitavam a reproduzir asinexatidões dos seus predecessores, aumentadas com os copistas e tipógra-
PREFÁCIO
Há uns vinte anos que nos vimos dedicando principalmente à formaçãoeclesiástica, para a qual temos publicado alguns opúsculos, a que a traduçãoda
Selva 
vem agora por o remate. Em conseqüência da revolução de cincode outubro de 1910, tivemos de emigrar em maio de 1911 e só regressamosa 27 de fevereiro de 1912. Assim a Providência nos deparou ensejo de pre-parar lá fora as
Considerações Íntimas 
, que logo ao regressar cuidamos defazer imprimir. Escrevíamos então no prefácio:“Diante dos montões de ruínas, que ora se deparam a nossos olhos,devemos confessar que não sentimos a menor tentação de desânimo, antesque cada vez mais nos firmamos na convicção de que a Providência nosreserva enormes bens, sob a perspectiva dolorosa de grandes males. Estavaa cair de carunchoso o edifício da sociedade portuguesa, e tinha-se aluidocom a conivência, por vezes escandalosa, daqueles que mais deviam traba-lhar pela sua conservação. Sem dúvida, foi por isso mesmo que ele caiuquase sem ruído: mal se lhe sentiu o baque final, e, após um momento desurpresa, ouviu-se o ressoar de muitas palmas, — não poucas de príncipesda Igreja. Era a condenação do passado, o entusiasmo pelo presente e aesperança no futuro? Fosse o que fosse, não vem para aqui dizê-lo, porque aíndole desta obra o não permite. O que agora importa é delinear o novoedifício e assentar-lhe sólidos alicerces: eis o assunto que aqui tratamos.Três são, nas circunstâncias atuais, os apostolados a que os católicosportugueses se devem consagrar de alma e coração: 1.º, a formação e disci-plina do clero; 2.º, o ensino do catecismo; 3.º, o desenvolvimento e boa orien-tação da imprensa.A primeira, a maior e a mais meritória de todas as obras sociais é aformação de bons sacerdotes. A ela pois, mais que a nenhuma outra, deve-mos dedicar os nossos esforços. Quanto a nós, de boa vontade lhe presta-mos a nossa humilde cooperação. Anima-nos a convicção profunda de que éesta, em especial, a tarefa que nos incumbe na hora presente...Damos graças a Deus por vermos confirmado o vago pressentimento,com que então encarávamos o futuro: o vendaval passou, nas ruínas do ve-lho edifício ficou sepultada a simonia, e todos os príncipes da Igreja se achamhoje compenetrados da sua alta missão. Há muito a fazer, mas a orientaçãoestá traçada e é segura: os fiéis com os bispos, os bispos com o Papa. Agrande obra será sempre a formação de bom clero; e nela todos podem e
 
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fos. Daí a necessidade de rever os textos originais, para tornar exatas ascitações. Foi um grande trabalho, sobretudo numa obra como esta; mas, gra-ças às investigações do R. Pe. de Fooz, conseguimos fazer um bom númerode correções importantes.Quanto ao valor e utilidade desta
Compilação 
, de bom grado citamos aseguinte passagem de Mgr. Gaume:“Tendes lido
Massillon, Sevoy,
o
Espelho 
do clero; que tendes vós? Trêsautoridades sem dúvida muito respeitáveis; mas enfim são autoridades par-ticulares, e a vossa razão tantas vezes iludida com autoridades deste gêneroe com nomes próprios, hesita, desconfia, e, usando do seu direito, julga,aceita, rejeita, e não se eleva acima de uma fé filosófica. Úteis em todos ostempos, estas obras, monumentos de eloqüência ou de piedade, são hojeinsuficientes: às amplas expansões do erro, era preciso opor o desenvolvi-mento análogo da verdade; à invasão do espírito particular, a imposição au-torizada do espírito católico. Lede a
Selva 
e dizei se é possível atingir estefim: não é o pensamento dum homem que aqui vos é dado, como regra dovosso, é o pensamento dos séculos; não é o do bispo de Santa Ágatha
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; é atradição inteira que prega, que instrui, que proíbe, que manda, que reanima,que espanta.“É este livro como uma tribuna sagrada do alto da qual falam por sua vezos Profetas, os Apóstolos, os homens apostólicos, os mártires, os solitários,os pontífices mais ilustres do Oriente e do Ocidente, os doutores mais afa-mados, os mestres mais hábeis na ciência dos santos, os sucessores dePedro e os concílios, os órgãos do Espírito Santo, numa palavra, a antigüida-de, a idade média, os tempos modernos da Igreja inteira.“No meio desta augusta assembléia, que faz o santo Bispo? Quase sem-pre se limita ao modesto papel de relator; muitas vezes deixa ao vosso cuida-do deduzirdes as conclusões. Nada de longos raciocínios, induções, inter-pretações particulares. Está nisso o mérito próprio e o caráter providencialda
Selva 
: mais que noutra qualquer época o mundo, e o clero que deve salvaro mundo, tinham necessidade do pensamento católico, e o Santo dá-lho puroe íntegro; teve receito de o enfraquecer, misturando-lhe o seu
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.“O resultado para o livro é torná-lo mais imponente. Não há margempara discussões: que poderá de fato alegar contra este concerto unânime arazão do leitor, colocada dum extremo a outro na alternativa, ou de subscre-ver a tudo para permanecer católica, ou de se isolar, de se suicidar no isola-mento? Poderia a lógica com todo o seu rigor ter levado o pensamento atéeste ponto?“Mas que força dá ao clero esta vasta revelação dos seus deveres! Vivamuito embora o padre no meio da indiferença e da incredulidade, persuada-lhe o mundo corrompido e relaxação, façam coro secreto com as máximasdo mundo as suas próprias paixões, cúmplices de todos os erros, — não lheé possível descer das alturas da santidade, em que a sua vocação o fixou epermanecer surdo a esta voz imperiosa dos séculos: “Sê santo!”Assim fala Mgr. Gaume, e há de reconhecer-se que de fato é tal a forçado livro, força igualada pela unção que a acompanha, como nas outras obrasdo Autor, e ambas apoiadas pelo exemplo da sua vida. Até certo ponto sepode dizer dele como do divino Mestre:
Coepit facere, et docere 
(Act 1, 1). Eisas regras de vida que ele se traçou, desde a sua entrada para as SantaOrdens, quando permanecia no seio da sua família, depois de recebido ohábito eclesiástico e a prima tonsura:1. Freqüentar sempre santos sacerdotes, para me edificar com seus exem-plos.2. Fazer todos os dias pelo menos uma hora de oração mental, paraalimentar o recolhimento e o fervor.3. Visitar assiduamente o Santíssimo Sacramento, sobretudo nos tem-plos onde estiver exposto.4. Ler a vida dos santos eclesiásticos, para neles encontrar modelos aimitar.5. Ter uma devoção especial à santíssima Virgem, Mãe e Rainha doclero, e devotar-me particularmente ao seu serviço.6. Honrar o estado eclesiástico, e por isso nada fazer que possa acarre-tar a mais ligeira mancha à sua reputação.7. Ser sempre respeitoso para com as pessoas do mundo, sem as fre-qüentar; não me familiarizar com os seculares, sobretudo com as pessoasdo outro sexo.8. Ver a vontade de Deus nas ordens dos superiores e obedecer-lhescomo ao próprio Deus.9. Trazer o hábito eclesiástico e a tonsura clerical; mostrar-me sempremodesto, sem afetação, singularidade ou pretensão.10. Viver em paz no seio da família; estar atento às lições do professorna aula; ser exemplar no templo, sobretudo no desempenho dalguma fun-ção.11. Confessar-me ao menos de oito em oito dias e comungar ainda maisvezes
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.12. Afastar-me de todo o mal, e exercitar-me na prática de todo o bem(Villecourt, l. 1. ch. 10).O jovem levita, que já se tinha feito admirar noutra carreira (na de advo-gado), edificou toda a cidade de Nápoles pelo seu fervor sempre crescente,subindo aos diversos degraus do sacerdócio; e ao cabo de três anos dumapreparação tão perfeita, foi julgado digno de ser elevado com dispensa aoSacerdócio, em 21 de dezembro de 1726. Escreveu então as resoluçõesseguintes:1. Sou sacerdote, a minha dignidade está acima da dos anjos; deve serpois a minha vida duma pureza angélica, para a qual sou obrigado a tenderpor todos os meios possíveis.2. Um Deus digna-se obedecer à minha voz; com melhoria de razãodevo eu obedecer à sua, obedecer à graça e aos meus superiores.3. A santa Igreja honrou-me; é necessário que por minha vez eu a honre,com a santidade da minha vida, com o meu zelo, com os meus trabalhos etc.

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demervaljrleft a comment

Mariana, infelizmente há muito tempo que este livro não é editado. Mas você pode tranquilamente salvar este arquivo em formato pdf e levá-lo a uma dessas encadernadoras para imprimí-lo com toda a dignidade que seu pároco merece. Não tenha receio com direitos autorais, pois é já um livro muito antigo e, portanto, de domínio público.

Mariana Jonesleft a comment

Onde comprar esse livro de Santo Afonso (A Selva)?. Há muito tempo o procuro nas livrarias católicas e não o encontro, gostaria de presentear meu pároco. Moro no Distrito Federal. Se tiveres alguma dica escreva-me. Um abração, Sandra. Meu e-mail: sandrafonteneleteles@hotmail.com

Fleur du Mondeleft a comment

Caro Demerval, amo ler os clássicos religiosos cristãos, mesmo que sejam católico-romanos, pois sou protestante.Esta obra que tu colocaste é, realmente, extremamente atual. Quando tiveres mais alguma coisa deste gênero, publique-a para ampliar nossos horizontes. MUITO OBRIGADA POR POSTAR!