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fos. Daí a necessidade de rever os textos originais, para tornar exatas ascitações. Foi um grande trabalho, sobretudo numa obra como esta; mas, gra-ças às investigações do R. Pe. de Fooz, conseguimos fazer um bom númerode correções importantes.Quanto ao valor e utilidade desta
Compilação
, de bom grado citamos aseguinte passagem de Mgr. Gaume:“Tendes lido
Massillon, Sevoy,
o
Espelho
do clero; que tendes vós? Trêsautoridades sem dúvida muito respeitáveis; mas enfim são autoridades par-ticulares, e a vossa razão tantas vezes iludida com autoridades deste gêneroe com nomes próprios, hesita, desconfia, e, usando do seu direito, julga,aceita, rejeita, e não se eleva acima de uma fé filosófica. Úteis em todos ostempos, estas obras, monumentos de eloqüência ou de piedade, são hojeinsuficientes: às amplas expansões do erro, era preciso opor o desenvolvi-mento análogo da verdade; à invasão do espírito particular, a imposição au-torizada do espírito católico. Lede a
Selva
e dizei se é possível atingir estefim: não é o pensamento dum homem que aqui vos é dado, como regra dovosso, é o pensamento dos séculos; não é o do bispo de Santa Ágatha
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; é atradição inteira que prega, que instrui, que proíbe, que manda, que reanima,que espanta.“É este livro como uma tribuna sagrada do alto da qual falam por sua vezos Profetas, os Apóstolos, os homens apostólicos, os mártires, os solitários,os pontífices mais ilustres do Oriente e do Ocidente, os doutores mais afa-mados, os mestres mais hábeis na ciência dos santos, os sucessores dePedro e os concílios, os órgãos do Espírito Santo, numa palavra, a antigüida-de, a idade média, os tempos modernos da Igreja inteira.“No meio desta augusta assembléia, que faz o santo Bispo? Quase sem-pre se limita ao modesto papel de relator; muitas vezes deixa ao vosso cuida-do deduzirdes as conclusões. Nada de longos raciocínios, induções, inter-pretações particulares. Está nisso o mérito próprio e o caráter providencialda
Selva
: mais que noutra qualquer época o mundo, e o clero que deve salvaro mundo, tinham necessidade do pensamento católico, e o Santo dá-lho puroe íntegro; teve receito de o enfraquecer, misturando-lhe o seu
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.“O resultado para o livro é torná-lo mais imponente. Não há margempara discussões: que poderá de fato alegar contra este concerto unânime arazão do leitor, colocada dum extremo a outro na alternativa, ou de subscre-ver a tudo para permanecer católica, ou de se isolar, de se suicidar no isola-mento? Poderia a lógica com todo o seu rigor ter levado o pensamento atéeste ponto?“Mas que força dá ao clero esta vasta revelação dos seus deveres! Vivamuito embora o padre no meio da indiferença e da incredulidade, persuada-lhe o mundo corrompido e relaxação, façam coro secreto com as máximasdo mundo as suas próprias paixões, cúmplices de todos os erros, — não lheé possível descer das alturas da santidade, em que a sua vocação o fixou epermanecer surdo a esta voz imperiosa dos séculos: “Sê santo!”Assim fala Mgr. Gaume, e há de reconhecer-se que de fato é tal a forçado livro, força igualada pela unção que a acompanha, como nas outras obrasdo Autor, e ambas apoiadas pelo exemplo da sua vida. Até certo ponto sepode dizer dele como do divino Mestre:
Coepit facere, et docere
(Act 1, 1). Eisas regras de vida que ele se traçou, desde a sua entrada para as SantaOrdens, quando permanecia no seio da sua família, depois de recebido ohábito eclesiástico e a prima tonsura:1. Freqüentar sempre santos sacerdotes, para me edificar com seus exem-plos.2. Fazer todos os dias pelo menos uma hora de oração mental, paraalimentar o recolhimento e o fervor.3. Visitar assiduamente o Santíssimo Sacramento, sobretudo nos tem-plos onde estiver exposto.4. Ler a vida dos santos eclesiásticos, para neles encontrar modelos aimitar.5. Ter uma devoção especial à santíssima Virgem, Mãe e Rainha doclero, e devotar-me particularmente ao seu serviço.6. Honrar o estado eclesiástico, e por isso nada fazer que possa acarre-tar a mais ligeira mancha à sua reputação.7. Ser sempre respeitoso para com as pessoas do mundo, sem as fre-qüentar; não me familiarizar com os seculares, sobretudo com as pessoasdo outro sexo.8. Ver a vontade de Deus nas ordens dos superiores e obedecer-lhescomo ao próprio Deus.9. Trazer o hábito eclesiástico e a tonsura clerical; mostrar-me sempremodesto, sem afetação, singularidade ou pretensão.10. Viver em paz no seio da família; estar atento às lições do professorna aula; ser exemplar no templo, sobretudo no desempenho dalguma fun-ção.11. Confessar-me ao menos de oito em oito dias e comungar ainda maisvezes
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.12. Afastar-me de todo o mal, e exercitar-me na prática de todo o bem(Villecourt, l. 1. ch. 10).O jovem levita, que já se tinha feito admirar noutra carreira (na de advo-gado), edificou toda a cidade de Nápoles pelo seu fervor sempre crescente,subindo aos diversos degraus do sacerdócio; e ao cabo de três anos dumapreparação tão perfeita, foi julgado digno de ser elevado com dispensa aoSacerdócio, em 21 de dezembro de 1726. Escreveu então as resoluçõesseguintes:1. Sou sacerdote, a minha dignidade está acima da dos anjos; deve serpois a minha vida duma pureza angélica, para a qual sou obrigado a tenderpor todos os meios possíveis.2. Um Deus digna-se obedecer à minha voz; com melhoria de razãodevo eu obedecer à sua, obedecer à graça e aos meus superiores.3. A santa Igreja honrou-me; é necessário que por minha vez eu a honre,com a santidade da minha vida, com o meu zelo, com os meus trabalhos etc.
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