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Direito Administrativo - Responsabilidade extracontratual da Administração Pública e Licitação

Direito Administrativo - Responsabilidade extracontratual da Administração Pública e Licitação

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Published by Izabela Borges
resumo de Direito Administrativo - Responsabilidade extracontratual da Administração Pública e Licitação
resumo de Direito Administrativo - Responsabilidade extracontratual da Administração Pública e Licitação

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1Izabela Borges Silva - 2011
DIREITO ADMINISTRATIVO(Responsabilidade extracontratual da Administração Pública eLicitação)
(anotações em sala de aula)Prof. ANTONIO CECÍLIO MOREIRA PIRES
PROVA
 
De caráter prático
 
Com consulta à legislaçãoPergunta que cairá na prova:Se há responsabilidade civil, e se há se é objetiva ou subjetiva e oporquê.BIBLIOGRAFIA:
 
Maria Sylvia Zanella Di Pietro - Direito Administrativo
 
Odete Medauar - Direito Administrativo Moderno - Teoria Geralda Responsabilidade Civil
 
Sônia Yuriko Kanashiro Tanaka - Direito Administrativo
 
Celso Antonio Bandeira De Mello (para quem realmente gosta)
RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO=RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
 
É a obrigação do Estado de indenizar a outrem em razão docometimento de atos comissivos, omissivos, materiais ou imateriais,que causem danos à terceiro.
 
Não importa se o ato é lícito ou não.
 
A Responsabilidade Civil do Estado, em nosso ordenamento,encontra-se prevista no Art. 37, §6°:§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direitoprivado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danosque seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casosde dolo ou culpa.
 
O Art. 37, §6°
não condicionou a responsabilidade civil do Estadoa dolo ou culpa
-> Assim, a
responsabilidade é objetiva.
 
 
Como se configura essa responsabilidade do Estado, que é objetiva?Ela vai se configurar a partir de uma ação ou omissão do Estado,
 
2Izabela Borges Silva - 2011
que tenha nexo de causalidade com o dano experimentado pelavítima, independentemente de dolo ou culpa.
 
Um exemplo de ação, de ato lícito e material: a prefeitura vai fazer oarruamento, e uma das diversas coisas que ela faz no arruamento éfazer a calçada. Só que ela fica muito desnivelada e, por conta disso,a casa despencou. Fazer a calçada é um ato lícito e material, mas,em razão de fazer a calçada, a casa despencou (nexo de causalidadeentre fazer a calçada e a casa despencar). Pouco importa se houveculpa ou dolo, trata-se de responsabilidade objetiva.
 
Para Helly Lopes tanto na ação como na omissão a responsabilidadeé objetiva, mas para outros doutrinadores quando se trata deomissão a responsabilidade é subjetiva.
 
Em se tratando de omissão, segundo Celso Antônio Bandeira deMello, deve-se apurar o porquê da falta do serviço, em razão doperene dever do Estado de fiscalização. Ao se apurar o porquê dafalta do serviço, está-se verificando/fiscalizando a existência de doloou de culpa, tratando-se, portanto, de responsabilidade subjetiva.
 
Um dos maiores problemas que assolam nossa cidade são osburacos de rua. Se uma pessoa cai num bueiro, ela sofre um dano.Esse dano que ela sofreu se deve a uma omissão do Estado. Seseguirmos o art. 37, §6º, seria responsabilidade objetiva. Mas seseguirmos o raciocínio de Celso Antônio Bandeira de Mello, seriaresponsabilidade subjetiva.Obs.Em um primeiro momento, a ResponsabilidadeCivil do Estado implicava na
teoria dairresponsabilidade civil do Estado
, pois nessaépoca estávamos num Estado absolutista e, sendoabsolutista, o rei não tinha como causar
erros/danos (“o rei não erra”).
 Num segundo momento temos aresponsabilidade civil do Estado baseado na culpa.É a
teoria da responsabilidade subjetiva
, quenunca foi aceita no Brasil.Em um terceiro momento vamos ver
a teoriada responsabilidade civil
nos moldes como ela é.Surgiu na França. TEORIA DO RISCO INTEGRAL 
 
Não é adotada
 
3Izabela Borges Silva - 2011
 
Nela o Estado responde por tudo o que acontecer com o agente, oEstado atuaria como segurador universal. É uma teoria muitoradical. TREORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO
 
É a teoria adotada no Brasil.
 
Para se configurar a responsabilidade civil do Estado não é preciso afalta do serviço, nem o dolo, nem a culpa, bastando para tanto o nexode causalidade entre o comportamento estatal e o danoexperimentado pela vítima.
 
Lendo o conceito da Teoria do Risco Administrativo, vemos que tudoque vimos até agora está de acordo com a teoria do riscoadministrativo.
 
A teoria do risco administrativo comporta excludentes.
 
As EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, deacordo com a teoria do risco administrativo são:1.
 
Eventos da natureza:
os eventos da natureza são excludentesabsolutos da responsabilidade objetiva do Estado.Ex1: O raio cai em cima da árvore, e a árvore cai em cima do carro,o Estado não tem responsabilidade alguma.Ex2: O raio cai em árvore que já estava podre, sendo o raio,portanto, apenas um pontapé para a árvore cair em cima de umcarro. Deve-se lembrar que o Estado tem o dever de fiscalizar asárvores. Desta feita, não há que se falar em responsabilidadeobjetiva do Estado, haja vista os eventos da natureza seremexcludentes de responsabilidade objetiva. Porém, pode haverresponsabilidade subjetiva do Estado, podendo o Estado serresponsabilidade, desde que comprovado dolo ou culpa. Obs. Na
prova não devemos pensar “
se
a arvore estava doente...”. Se nada
falar a respeito, não devemos ficar divagando.Ex3: Enchente é evento da natureza. Todo mundo sabe que quandochove muito o túnel do Anhangabaú alaga. Começando a chuva, oEstado deve tapar o túnel ou desviar o trânsito. (1) se o Estadotomou as providências que tinha que tomar, não tem qualquerresponsabilidade. Porém, se começar a chover, e o (2) Estado nãotomar nenhuma medida, inundando o túnel, ele não temresponsabilidade objetiva, mas pode responder por responsabilidadesubjetiva se ficar comprovado dolo ou culpa.2.
 
Atos preparatórios de terceiros
: os atos predatórios de terceirostambém são excludentes absolutos da responsabilidade objetiva do

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