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Promoção de Saúde na Escola: Prevenção do Alcoolismo na Adolescência

Promoção de Saúde na Escola: Prevenção do Alcoolismo na Adolescência

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Promoção de Saúde na Escola: Prevenção do Alcoolismo na Adolescência
Marcos Paulo Conceição da Costa Graduado em Educação Física na uNICAMP Estela Marina Alves Boccaletto Mestre em Educação Física na uNICAMP

ALCOOLISMO NA ADOLESCêNCIA E SuAS PRINCIPAIS CONSEQüêNCIAS Organização Mundial de Saúde (OMS), há décadas, já definia o alcoolismo como uma doença de natureza complexa. O álcool atua como fator determinante sobre causas psicossomáticas pré-existentes no indivíduo, cujo tratamento faz-se
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Promoção de Saúde na Escola: Prevenção do Alcoolismo na Adolescência
Marcos Paulo Conceição da Costa Graduado em Educação Física na uNICAMP Estela Marina Alves Boccaletto Mestre em Educação Física na uNICAMP

ALCOOLISMO NA ADOLESCêNCIA E SuAS PRINCIPAIS CONSEQüêNCIAS Organização Mundial de Saúde (OMS), há décadas, já definia o alcoolismo como uma doença de natureza complexa. O álcool atua como fator determinante sobre causas psicossomáticas pré-existentes no indivíduo, cujo tratamento faz-se

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Promoção de Saúde na Escola:Prevenção do Alcoolismo naAdolescência
Marcos Paulo Conceição da Costa
Gradado em Edcao Fsica na uNICAMP
Estela Marina Alves Boccaletto
Mestre em Edcao Fsica na uNICAMP
ALCOOLISMO NA ADOLESCêNCIA ESuAS PRINCIPAIS CONSEQüêNCIAS
A
Organização Mundial de Saúde (OMS), há décadas, já denia o alcoolismo como uma doença de naturezacomplexa. O álcool atua como ator determinante so-bre causas psicossomáticas pré-existentes no indivíduo, cujotratamento az-se necessário recorrer a processos proláticose terapêuticos de grande amplitude.Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),o álcool é o terceiro maior ator de risco tanto de morte comode incapacidade na Europa, embora entre os jovens já tenha setransormado no primeiro, com 55.000 mortes ao ano de pes-soas entre 15 e 29 anos, especialmente devido aos acidentes detrânsito. No mundo todo, é o quinto ator de morte prematura
 
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e de incapacidade e provoca 4,4% da carga mundial de morbi-dade, já que até 60 doenças são associadas ao seu consumo. AOMS calcula que em 2002 o custo conjunto do consumo noci-vo de álcool chegou a US$ 665 bilhões. (SOUZA et al., 2007).Pelo menos 2,3 milhões de pessoas morrem por ano, no mun-do todo, devido a problemas relacionados ao consumo de álcool,o que totaliza 3,7% da mortalidade mundial, segundo a OMS.Os eeitos agudos do álcool ocorrem principalmente no Siste-ma Nervoso Central, e basicamente atinge as unções psicomoto-ras e de coordenação, além das mudanças comportamentais. Va-riam de acordo com o indivíduo, sendo proporcional à quantida-de de álcool ingerida. O álcool prejudica a memória recente, e emaltas doses, produz o enômeno de apagamento (black out), apóso qual o etilista não se recorda de seu comportamento durantea embriaguez. Os eeitos do álcool podem se maniestar desdeincoordenação motora, sonolência, eeito sedativo, levementeeuorizante, labilidade do humor, até coma e morte (PEREIRA,SENA, OLIVEIRA, 2002).Os adolescentes não estão imunes às conseqüências ísicascausadas pelo uso de álcool. Na maioria dos casos, o organismodo jovem é mais resistente às agressões que o do adulto. Assim,os danos imediatos causados pelo uso de álcool na adolescên-cia são de ordem sócio-comportamentais, tais como: compor-tamento agressivo e inapropriado, queda do rendimento esco-lar, irritabilidade, habilidades sociais (tais como a cooperaçãoe a interdependência) e relacionamentos interpessoais (laçosaetivos) empobrecidos, aliação com pares que apresentamcomportamentos desviantes e percepção de que na escola, en-tre os pares e na comunidade, existe aprovação do comporta-mento de uso de drogas. (SCIVOLETTO, 2001).Quanto ao desempenho escolar, recentes estudos inter-nacionais relacionam o intenso uso de álcool e outras drogascom o aumento do número de altas às aulas. Já estudos brasi-leiros não conrmam que o uso de drogas leva os adolescentesa altarem, pois encontraram um grande número de estudan-tes altosos também entre os indivíduos que nunca utilizaramdrogas, atingindo, em ambos os casos cerca de 50% dos estu-dantes. (GALDURÓZ et al., 2005)
 
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ASPECTOS EPIDEMIOLóGICOS DOuSO DO ÁLCOOL NA ADOLESCêNCIA
No Brasil, o álcool é responsável por mais de 90% das in-ternações hospitalares por dependência, além de aparecer emcerca de 70% de laudos cadavéricos por mortes violentas. Éa terceira causa de aposentadorias por invalidez e a 2° causade transtornos mentais. O uso indiscriminado do álcool trazenormes prejuízos à sociedade e à economia, pois ocorre emindivíduos em plena ase produtiva, com conseqüente baixa daprodutividade no trabalho, aumento dos acidentes de traba-lho e absenteísmo, sem contar os maleícios para a saúde ísicae mental do usuário (PEREIRA, SENA, OLIVEIRA, 2002).O abuso de álcool e outras drogas estão relacionados com50% dos suicídios entre os jovens e com 80% a 90% dos acidentesautomobilísticos na aixa dos 16 aos 20 anos, sendo que a maio-ria dos usuários de outras drogas, principalmente os mais jovens,também consome álcool. (KANDEL, DAVIES, 1996).No Brasil, o álcool é a droga mais usada em qualquer aixaetária e o seu consumo entre adolescentes vem aumentando,principalmente entre os mais jovens (de 12 a 15 anos de ida-de) e entre as meninas. Segundo o “V levantamento nacionalsobre o consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes doensino undamental e médio da rede pública de ensino nas27 capitais brasileiras”, realizado em 2004 pelo Centro Brasi-leiro de Inormações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID),65,2% dos estudantes relataram uso na vida de álcool; 44,3%nos últimos 30 dias; 11,7% uso reqüente; e 6,7% uso pesado,conorme o Quadro 1. (GALDURÓZ et al., 2005).A capital brasileira que apresentou o maior uso na vida deálcool oi o Rio de Janeiro com 68,9%, e a menor oi Aracajúcom 46,1%. (GALDURÓZ et al., 2005).Na aixa etária de 10 a 12 anos, 41,2% dos estudantes bra-sileiros da rede pública de ensino já haviam eito uso na vidade álcool, e as capitais com maiores porcentagens desse usooram Campo Grande com 57,1 %, seguida por Rio de Janeirocom 56,6%, Vitória com 55,6% e Fortaleza com 52,0%; o me-nor uso na vida de álcool na aixa etária de 10 a 12 anos oi emRio Branco com 15,8%. (GALDURÓZ et al., 2005).

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