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2008 - Malhas que a Memória Tece

2008 - Malhas que a Memória Tece

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MALHAS QUEA MEMÓRIA 
TECE
CADERNOS
DO
COMBATE
#
1
TEXTOS
PUBLICADOS
ENTRE
1988 E 1998
FRANCISCO LOUÇà JOÃO MARTINS PEREIRA  JOÃO
CARLOS
INÊS FONSECA LUÍS BRANCO JOÃO PAULO COTRIM
MIGUEL
PORTAS
CARLOS
CARUJO
 JORGE COSTA PAULO PEN JORGE
SILVA 
MELO
 J.
FELICIDADE
ALVES
CELSO
CRUZEIRO ANTÓNIO LOUÇà™"1RDA DIONÍSIO
 
SAINT-SIMON:
 A «INDÚSTRIA»
ENQUANTO
UTOPIA 
João Martins Pereira
 
D
e
família
aristocrata semiarruinada,
Claude-Henri
Saint-Si-
mon
parte aos 19 anos para a
América,
como outros
fran
ceses
ilustres, que
vêem
na
independência
das
colónias
inglesas
de
além-Atlântico
o sinal de que uma
época histórica está
a chegar ao fim. Por lá combateu, regressando
alguns
anos depois.
Nos
primeiros tempos da
Revolução
Francesa, vemo-lo presidenteeleito de uma assembleia de camponeses, a quem declara renunciar ao
título
de conde,
«que
olho
como muito
inferior
ao de
cidadão»,
e ser
baptizado
revolucionariamente como Claude
Bonhomme.
Nem porisso deixa de aproveitar, para lazer bom dinheiro, a venda dos bens
do
clero expropriados.
 Atravessa,
ainda assim, sem excessivos
percalços
a dezena de anosque conduzem
Napoleão
ao poder. E é já entrado nos quarenta, nos
primeiros
anos do
século
XIX,
que irá iniciar a sua obra de
«pensadorsocial»,
que se desenrola por
várias
fases
até à sua morte, em 1825.
 Ao
seu projecto chamariam hoje alguns, do alto do seu credo liberal,de
«engenharia
social e
política».
Nada
menos do que reorganizar todaa sociedade (quando
o
mesmo «a
humanidade»)
sobre novas
bases:
a
ciência
e a
indústria. Dito
deste
modo
sumário, poderá
parecer, nosnossos dias, uma banalidade. Mas
não
é tão simples como isso.
Na
realidade, a
França
de
então
era um
país
essencialmente
agrí
cola
(mesmo em Inglaterra, a
Revolução
Industrial dava
apenas
os
primeiros
passos)
e, até 1815, em permanente estado de guerra. De
pois
disso veio uma
«Restauração» monárquica,
em que boa parte
da
aristocracia julgou retomar o antigo poder, ao
módico preço
de
concessões
de fachada ao
«parlamentarismo».Mas
Saint-Simon não se ilude.
Estudioso
aplicado de
física,
mate
mática,
filosofia
e
história, dirá
um dia que
«só
a
observação filosóficado
passado pode permitir um conhecimento exacto dos verdadeiroselementos do
presente».
Daí lhe
terá
vindo
a
percepção
clara de quea
Revolução
Francesa foi o resultado de uma
«luta
de
classes
entre a
nobreza,
a burguesia e os
não-possidentes». Daí também
a sua avalia
ção
da
situação
europeia
como
um
desses
«períodos
de
crise»
em que,
0
| Malhas que a
memória
tece

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